Thupan O martelo do Trovao

terça-feira, 22 de julho de 2014

Curso WordPress Vol 1

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Dan Pericles
Sou um sonhador, gosto de artes, aventuras e curtição sou formado em Design de multimidias e escritor.
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Thupan O martelo do Trovão

Prólogo

Entre as nuvens, após as chuvas de verão vemos um arco-íris. Segundo as mitologias e lendas antigas, o arco-íris tem muitos significados e estórias que o envolve. Para a mitologia nórdica o arco-íris é o caminho, que dá acesso a Asgard; lar dos aesires, os deuses nórdicos à qual se encontra logo acima dos galhos superiores da árvore celestial. Esta árvore celestial era chamada de Yggdrasil, conhecida também como o eixo entre os nove mundos, que incluía Midgard, a terra dos mortais; conhecido também pelo nome de planeta Terra; Asgard, a terra dos aesires e mais sete mundos, todos sustentados por Yggdrasil. O arco-íris era conhecido pelo nome de ponte Bifrost. A ponte liga alguns dos nove mundos. Ela era guardada, por duas estatuas sentinelas com a imagem do guardião, que a guardou até o ultimo Ragnarok, (a batalha final entre a luz e as trevas). As estátuas ficam próximas à entrada de Asgard e era chamadas de portal Heimdall, em homenagem ao antigo guardião da ponte Bifrost que levava o mesmo nome. Através das suas trombetas de ouro, que elas seguravam, sempre em posição para ser anunciada, a qualquer sinal de perigo. Muito tempo após o Ragnarok, Asgard reinava com prosperidade e harmonia entre as terras vizinhas, mas em conflito com os mundos inferiores. Asgard era repleto de fartura, com os seus campos verdes, floridos e bem arborizados, com o seu ar puro, o sol radiante e com a sua fauna diversificada. Os aesires, também conhecidos como deuses nórdicos viviam em paz entre eles e seus aliados dos reinos vizinhos, conhecida pelos nomes de Vanaheim e Alfheim, na qual mantinham uma aliança. Em Asgard, encontramos o palácio desse reino, que se chamava Valaskjálf. Onde há um salão chamado Valhalla, onde eram recebidos todos os guerreiros honrados, mortos em batalha. Eles vivem eternamente até a chegada do novo Ragnarok.

A Asgard dos tempos atuais é governada por Thrud, a aesir do céu e das tempestades. Segundo a mitologia nórdica e a edda poética[1], Thrud é filha de Thor, o aesir do Trovão, neta do aesir Odin, quem reinou por muitas eras, desde os tempos primórdios. Ela era a quarta a suceder o trono de Asgard.

Thrud se dirige para o grande poço Ginungagap um imenso buraco negro, que fica na parte interior de Yggdrasil que leva a Helgard o mundo mais baixo e profundo entre os nove mundos a mordada do dragão Nidhogg que se alimenta das almas perdidas. Thrud com sua armadura alada mergulha neste fosso, e se dirige as raízes de Yggdrasil onde fica o lago do tempo e volta onde residem as nornas, acima de Helgard.

As nornas são deusas que veem o passado, o presente e o futuro. Elas vivem protegidas pelo ramo de Yggdrasil. Junto do lago, teçam; o passado, o presente e o futuro, em um enorme tecido que se enrolava por toda Yggdrasil, mostrando toda a história dos nove mundos, inclusive de Asgard com seu ultimo Ragnarok onde muitos heróis, deuses e muitos outros lutaram bravamente e morreram. Ao chegar às raízes, Thrud as encontram e pede para ver o futuro de Asgard.

- Senhoras nornas, há quanto tempo! – dizia Thrud

- Grande Thrud, veio veres o futuro?

Sinto que está próximo o dia. – dizia Thrud

O novo sucessor irá prestar os testes do guerreiro de puro coração. – dizia a norna do presente – Dentro de muito em breve ele se juntara aos aesires – diz a norna do futuro - Assim como seus antepassados. – dizia a norna do passado. É chegada à hora de convocar o seu descendente para assumir o seu destino. – dizia a norna do presente – Ele devera empunhar uma das mais poderosas armas dos aesires, Mjolnir (se pronuncia Miôlnir), o martelo do trovão. – dizia a norna do futuro – Mas precisara primeiro passar nos testes para provar que tem um coração puro – dizia a norna do presente. Assim como no passado que o empunhavas tinhas os corações puros e justos – concluía a norna do passado. Caso ele prove a Mjolnir, ser digno de empunhá-lo e tenha um coração puro – dizia a norna do futuro.

O novo aesir do Trovão renascera e protegerá Asgard, Midgard e o Universo. – concluía Thrud

Capítulo 1

Santos, estado de São Paulo, dia 12 de dezembro do ano atual. Em um dos ginásios municipais de Santos acontece o campeonato municipal de MMA[2]. Um dos integrantes da equipe está se preparando para lutar. Seu nome é Asthor Carvalho, um rapaz que esta a um dia de completar 15 anos; moreno de pele cor café com leite, cabelo castanho escuro e ondulado, estatura media, 1,75 para sua idade. Ele é um dos mais promissores lutadores de sua academia na modalidade de MMA. Ele está na final do campeonato entre academias, as vésperas de seu aniversário. O ginásio está lotado com as duas academias rivais. O seu mestre, Ryan Silva; um ex-lutador de MMA e professor da academia onde Asthor treina, o motiva a ganhar e lhe da às instruções.

- Asthor preste atenção! – dizia o treinador Ryan – O seu adversário é muito experiente! Foi campeão por duas vezes consecutivas. Mas isso não significa que, ele vai ganhar esse ano de novo. Fica ligado nos movimentos dele. No entanto, você é mais rápido. Vai lá e vence.

- Pode deixar mestre! Vou dar o melhor de mim. – dizia Asthor confiante – Hoje nós levamos esse campeonato.

Aparece a imagem no painel de placar dos brasões de ambas as academias, com os seus respectivos nomes o apresentador do evento, anuncia;

Asthor Carvalho da Academia Figthers Spiders, que leva o codinome de Aranhas; Contra Roger Dantas da Scorpions Kings, que leva o codinome de Escorpiões.

Naquele momento, Asthor estava apreensivo. Era final de campeonato de MMA. Tinha treinado há meses, acordava cedo para correr, malhava pelo menos duas horas por dia, para ganhar condicionamento físico e massa muscular e tinha uma alimentação balanceada para ter energia. Queria muito ganhar e levar sua academia a vitória, e deixar seu mestre e pai orgulhosos; e claro, sem falar na popularidade na cidade, principalmente com as minas. Asthor já estava na idade para se interessar pelo sexo oposto e sexo, Ainda era virgem e queria ter logo a sua primeira experiência sexual. Achava que se ganhasse o campeonato, muitas garotas o admirariam e seria muito mais fácil conseguir o que quer.

O Juiz da o sinal para iniciar a luta, e eles iniciam.

Inicia a luta entre Asthor e Roger. Asthor derruba Roger no chão e tenta imobiliza-lo com as técnicas de jiu-jítsu[3], Roger consegue escapar da imobilização. Ele contra ataca com socos e chutes no estilo muay-thai[4], Asthor se defende de todos os golpes. Asthor tenta ficar distante e analisa o adversário. Asthor sente os golpes de do seu adversário ele era muito forte porem Asthor era rápido. Acaba o primeiro round e ambos vão para os seus cantos do ring. Anuncia o segundo round, ambos começam a lutar. Roger ataca e com socos e joelhos e Asthor se defende, logo ele é derrubado e mobilizado. Asthor imobilizado esta sem opção poderia sair com o braço quebrado ou desmaiar a sua única opção era bater no chão. Todos ficam apreensivo, Asthor inverte a situação e sai da imobilização do golpe aplicado pelo adversário. Ele se afasta do adversário e usa o chute utilizado na capoeira, onde Asthor também é treinado. E acerta no rosto do adversário e leva para o chão. Roger se levanta e avança para cima de Asthor, o derrubado novamente. Mas Asthor é ágil, e escapa do golpe de imobilização Roger. Asthor o pega e o derruba, imobilizado de vez o adversário, que fica sem ação. O juiz faz a contagem e termina a luta, e dá a vitória à Asthor. Os Aranhas são os campeões do campeonato de MMA deste ano.

A multidão rodeia Asthor e o levanta, comemorando a sua vitória, fazendo a maior algazarra.
-Parabéns Asthor! Você ganhou... Muito bem! – dizia seu Mestre e companheiros de equipe

Na arquibancada está seu pai, Miguel Carvalho, um ambientalista que faz parte, de uma organização não governamental chamada Bestworld, que luta pelas causas do planeta (extinção de animais, poluição do ar e dos oceanos, leva alimento e remédio à população carente).

-Parabéns Asthor! – elogiava Miguel - Sabia que ia vencer, afinal, você é um Carvalho. Que tal sairmos para comemorar.

-Legal pai! Vai me levar para tomar cerveja? – pergunta Asthor.

- Ah... Não. Pergunta isso, daqui a uns três anos. – dizia Miguel

- Era bom demais para ser verdade. – Asthor se queixava

-Asthor você só tem 14 anos! Além disso, você é um atleta. - dizia seu pai o repreendendo

-Na verdade, quase 15 daqui a três dias e com isso, só faltaram três anos para atingir a maioridade.

- Até lá! – dizia Miguel – Vamos ficar com os hambúrgueres, batatas fritas, refrigerantes e pizza, que também não são alimentos ideais para um atleta.

-É... Pode ser. – Asthor concordava se conformado.

O time chamava Asthor para comemorar a vitória.

Asthor pede licença para seu pai e vai falar com a equipe.

- Asthor! Ai, você vem com a galera para comemorar a vitória da equipe? Cara as minas não para de falar de você, quem sabem é hoje que a gente não vai se der bem. Inclusive você! Saber pode resolver aquela sua pendência. – falava Beto um amigo e companheiro de equipe

- Ah cara! Desta vez não vai dar. – lamentava Asthor – Vou comemorar em família, meu pai está aqui, afinal é difícil estar com ele. Deixa para próxima, mas passa meu celular e meu e-mail e pede para me adicionar na rede. Cara faz essa por mim.

- Deixa comigo parceiro é nós!

- Firmeza Beto, é nós! -

- Está Certo!– dizia o seu colega de equipe.

Ambos tocam os punhos e seu Beto parte junto com outros integrantes da equipe em comemoração a vitoria.

- Falou galera! – Asthor se despedia e gritava com empolgação a vitória da equipe – E parabéns para nosso time, os aranhas levaram essa!

Todos respondiam comemorando a vitória dos Aranhas.

Aranhas! Aranhas! Aranhas!

Asthor e seu pai saem do ginásio, direto a uma pizzaria onde seu pai, Miguel sempre frequentava desde solteiro, esta pizzaria, lhe trazia muitas recordações para ele. Chegando seu Miguel dá o presente de aniversário adiantado para seu filho.

-Surpresa! – diz seu Miguel

Asthor pega dois ingressos e lê,

“Final do Jogo de Rúgbi[5] no dia 14/12 às 14h00min no Estádio Municipal de Santos”

-Legal pai! – dizia Asthor entusiasmado – duas entradas para a final de jogo de rúgbi dos Divinos de Santos contra os Gigantes de São Paulo, no estádio municipal de Santos. Bem no dia do meu aniversário!

Aposto uma grana! Os Divinos levam essa.

- Vai apostar nos Gigantes de São Paulo? Já que o time é da sua cidade.

– Vou! Vai que os Gigantes ganham essa.

- Pois eu duvido, essa é dos Divinos! Ai, vamos apostar? – perguntava Asthor

- Olha! Se eu ganhar – dizia Miguel para Asthor –, eu vou cobrar. Depois não venha me enrolar na hora de pagar a aposta.

- Pode deixar! Os divinos vão levar essa.

Miguel estava feliz vendo seu filho entusiasmado com a final de rúgbi, porém ele gostava mesmo e do famoso e tradicional futebol brasileiro, que também; assim como o rúgbi fora inventado pelos ingleses, mas foram os brasileiros quem aderiram e desempenham muito melhor.

- Esporte mesmo e bom é o nosso futebol! – dizia Miguel

- Qual é o nome do time que o senhor torce mesmo? – perguntava Asthor

- Ora, já esqueceu! São Paulo, em homenagem a cidade onde nasci que leva o mesmo nome. Hexa campeão brasileiro e tri campeão mundial embora a FIFA só tenha reconhecido um título. Que saudade de ver ao vivo, o jogo do meu time do coração. Só consigo acompanhar através da TV, radio ou pela internet, quando estou viajando a trabalho.

De repente se escuta um estrondo de trovões e um clarão forte dos relâmpagos, anunciando chuva do final da estação da primavera.

- Que droga! – reclamava Asthor – Vai chover! Será que essa chuva vai durar muito dias e vai estragar a partida?

- Fique tranquilo! – dizia Miguel o acalmando – Só é uma chuva passageira. O jogo é à tarde, até lá, a chuva já passou.

- Não me diga que o senhor, além de ambientalista faz previsões do tempo? – perguntava Asthor ao seu pai

- Não. Na verdade, uma pessoa me ensinou há prever o tempo. – respondia Miguel a Asthor - Se não fosse ambientalista, poderia trabalhar na previsão do tempo.

Miguel olha para o tempo pelo vidro da pizzaria, e acaba se entristecendo. Batia uma saudade de alguém muito especial do seu passado. A tempestade de chuva, os raios e os trovões o faziam lembrar-se dos momentos felizes que passou.

No dia seguinte, um sol radiante brilhava na cidade de Santos. O estádio estava lotado, parecia que todo mundo da cidade tinha ido ao ginásio para ver os Divinos contra Gigantes. Asthor e seu pai Miguel chegam ao estádio, e sentam nas poltronas indicadas nos seus ingressos. Ambos com uniformes e adereços; cada um com o seu time. Nenhum sinal de chuva à vista constatava Asthor e ficava surpreso com a previsão do seu pai.

- Pai! O senhor tinha razão, em sua previsão. Deveria pensar realmente nisso. – dizia Asthor

- Pensar em quê? – perguntava Miguel

- Deixar de ser ambientalista e heróis dos fracos e oprimidos, e ficar em terra fixa, trabalhando na TV com previsões do tempo.

Miguel deu de ombros, imaginado que poderia ser uma boa ideia, mas preferia continuar com a vida de sempre. Embora tenha criado seu filho sozinho, sempre contando com ajuda de sua família e de uma babá que cuidava de Asthor desde que ele era criança, devido à suas ausências por motivos do seu trabalho. Ainda sim, Miguel preferia a vida de andarilho, correr ao redor do mundo, na luta contra a destruição do meio-ambiente. Sentia-se bem no que fazia. Fazia esquecer as lembranças tristes do passado, que demorou a cicatrizar.

Sua esposa o abandonara quando Asthor, ainda era um bebê. Ele Sentia um amor imenso pela sua esposa. Esse amor é tão forte, que nunca a esquecera. Tentou várias vezes, relacionamentos com outras mulheres, mas nunca conseguiu esquecer a mãe de Asthor. Ela ainda vivia em seu coração.

Asthor e Miguel ouvem radio pelo celular dividindo o fone para ouvir os comentários do jogo.

“Estamos aqui reunidos, nesse grande evento no estádio de Santos, Os Gigantes de São Paulo enfrentam hoje os Divinos de Santos! Todos os espectadores desta tarde estão apreensivos com a partida. É muito importante a vitória dos Divinos hoje. Vencendo os Gigantes, estará mais próximo para disputar a final.”

Asthor e Miguel, já acomodados em suas poltronas ficam ansiosos com o início do jogo. Os jogadores de ambos os times entram em campo. Asthor grita com a entrada dos Divinos torcendo e lhe dando força para vencer essa partida.

-Vamos lá Divinos! – gritava Asthor

Inicia o Jogo entre os Gigantes e os Divinos. – Anunciava o locutor pelo radio

Enquanto o jogo rolava; pouco tempo depois, Miguel recebe uma ligação do Bestworld, interrompendo a transmissão do radio e tira fone do ouvido de Asthor e coloca nas duas orelhas para atender a ligação.

- Alô! – Miguel atende a ligação – Sim, estou bem. É, estou aqui no jogo dos Divinos contra os Gigantes... É estamos comemorando o aniversário do Asthor. – Miguel continuava a conversar com o Bestworld – Não dá...! Manda outro..., estou com meu filho... É o aniversário do Asthor..., você sabe como é difícil, conseguir uma folga... – Miguel recebe uma notícia que tira o chão dos seus pés – O quê? Você ta me dizendo que... Mas que droga...! As Baleias Azuis estão em extinção...! Está bem...! Estou indo para o aeroporto e pegarei o primeiro voo para Oslo.

Miguel encerra o contato com cara desanimadora e Asthor percebe a mudança em seu rosto.

– O que foi pai? – perguntava Asthor

- Filho, infelizmente apareceu um imprevisto. – dizia Miguel para Asthor.

Asthor percebeu que algo aconteceu no trabalho de seu pai. Não era a primeira vez, que Miguel saia às pressas e viajar para resolver problemas; relacionados ao meio ambiente, como salvar a floresta amazônica, a mata Atlântica, caçada e tráficos de animais e todo o mundo.

- O Bestworld detectou que há caçadores, no mar do norte. Vou ter que ir para Oslo, Noruega. Fique e curta o jogo e depois, quero o senhor em casa, logo após o termino do jogo.

Asthor fica decepcionado com a situação.

-Deixa pra lá, pai! – dizia Asthor – Não tem graça sem você. Posso ir junto, afinal é meu aniversario. Quero terminar o dia do meu aniversário com você.

Está louco! Eu to indo para Noruega, lá já é quase inverno. Deve estar graus abaixo de zero, você acha que vai aguentar o frio?

- Vou sim! Eu aguento e vou ficar na minha. Não vou atrapalhar. Por favor!

- Não sei não... pode ser perigoso.

- Qual é pai ta ligado já sou quase um homem afinal eu já tenho quase 15. Por favor, me deixa ir.

Está bem, mas vai ficar em nosso alojamento– ordenava Miguel –, não sabemos o que vamos encontrar... Talvez caçadores armados.

Asthor não gostava muito da ideia de ficar no alojamento sem fazer nada, mas acaba concordando. Miguel não tinha muito tempo de folga com o filho. Sempre que dava, Miguel levava Asthor em algumas missões. Para poder ensinar a importância, em proteger o meio ambiente e poder passar mais tempo, junto de seu filho.

A saírem da arquibanca e se dirigindo para fora do estádio, os divinos abrem o placar fazendo o seu primeiro try ou pontos. O locutor narrava o jogo quando os dois se retiram do estádio Municipal de Santos.

Miguel e Asthor vão ate um Heliporto embarcam em um Helicóptero direto para o Aeroporto internacional de Cumbica em Guarulhos, pegando o voo marcado as 17h00min que decola a destino a Oslo, Noruega.

O voo demora em torno de 13 horas ambos dormem Miguel lê um livro e Asthor com seu celular ouve musica e joga e acessa a rede social, respondendo aos seus amigos que lhe desejavam feliz aniversário.

Já é dia 15 de dezembro em Oslo. Eles chegam às 10h.

Chegando ao aeroporto internacional de Oslo; logo na saída do aeroporto, Miguel e Asthor encontram com o grupo do Bestworld e partem direto para a costa sudoeste Norueguês, onde fica um dos alojamentos. Miguel pede para Asthor ficar no alojamento, mas Asthor se nega e pede para ir junto nesta missão.

Qual é pai! – dizia Asthor – Deixa ir, quem sabe me interesso e me associo ao Bestworld como você, afinal eu tenho já quinze anos. Preciso me espelhar em você

Nós tínhamos combinado Asthor, que você ficaria aqui no alojamento. – dizia Miguel, que fica sem reação com os elogios e a admiração de Asthor com o pai – Está bem, mas não quero que se meta na missão, me obedeça e obedeça aos outros integrantes da equipe e nunca, jamais, saia da cabine.

Está certo! – concordava Asthor

Todos embarcam no navio do Bestworld, em direção ao mar da Noruega. Nesta época do ano faz muito frio na Noruega e neva muito, mas por sorte, o tempo está tranquilo, sem tempestade a vista.

Chegando ao local indicado aonde a caça ilegal acontece. Miguel e a Tripulação do Bestworld avista o navio pesqueiro dos traficantes, que estão caçando Baleias Azuis. Para vender sua carne e pele no mercado negro.

-Lá estão eles. – Dizia um dos tripulantes.

Miguel olha para o binóculo e vê caçadores agindo com arpões e rede de pescas. Ele se vira para Asthor e diz,

- Asthor! Quero que fique na cabine e não sai daqui. Você me entendeu? – ordenava seu pai

-Mas eu queria ver você acabando, com a alegria desses palhaços. – dizia Asthor

-Isso aqui não é diversão! Esses caras podem ser perigosos. Vocês esta me entendo?

-Sim senhor!

O navio do Bestworld se aproxima do navio pesqueiro, Miguel, pega o megafone, e sai da cabine se dirige a proa para advertir os caçadores.

Atenção! Somos do Bestworld a caça as Baleias Azuis é proibida. Estamos aqui para adverti-los, contra este crime.

Os caçadores ignoram a mensagem de Miguel e começaram a atirar, com rifles e metralhadoras no navio do Bestworld.

Miguel grita a todos que estão a bordo no navio, pelo megafone,

-Protejam-se! Chame a guarda costeira norueguesa! Esses caçadores, não estão de brincadeira. Os caçadores começaram a invadir o navio pulando sobre o convés, como se fossem piratas atacando os ambientalistas e a tripulação. Muitos se rendem aos traficantes. Miguel estava preocupado com a segurança de seu filho. Ele tentava impedir que os caçadores e contrabandista dominassem toda a tripulação. Miguel, já rendido com um rifle apontado para ele, não tem uma atitude sensata e enfrenta o contrabandista tentando tirar o rifle das mãos de um deles. Os caçadores, já tinham rendido a maior parte da Tripulação, até que um dos caçadores estava mirando o seu rifle, em Miguel enquanto ele enfrentava outro traficante. Asthor na cabine do navio, escondido estava com um pouco de medo. Ele nunca tinha vivido uma situação desta. Sempre acompanhava pela TV; assaltos a bancos, fazendo os clientes de refém, sequestro, guerras; muitas vezes, entre traficantes e bandidos contra a polícia. Asthor vê seu pai, sendo ameaçado enquanto luta com um deles. Momentaneamente, surgiu uma coragem e ferocidade, que nunca Asthor sentiu antes. A mesma, quando estava no tatame, ou nos campos, quando jogava rúgbi na seleção juvenil do clube em que frequentava. Ele sai da cabine, sorrateiramente, chegando mais perto possível tomando todo o cuidado para não ser notado pelos caçadores. O caçador está com Miguel, em sua mira, pronto a atirar. Ele aperta o gatilho, e o rifle dispara a bala em direção a Miguel. Misteriosamente, como um passe de mágica; em grande velocidade, Asthor se atira na frente de seu pai; sendo atingindo no ombro. Com a força do impacto da bala do rifle, mais a velocidade com que Asthor se jogou, o jogou para fora do navio, caindo diretamente no mar. No momento em que seu filho é atingido, e o vê cai no mar, Miguel fica totalmente paralisado; só observando, sem reagir devido ao surpreendente ato de loucura heroica do filho. O instinto do pai surge como de um leão, que luta para defender a sua família. Ele fecha o punho com toda a sua força e atinge a face do caçador, que está enfrentando, fazendo o cair ao chão. Logo Miguel corre para o casario do convés, para ver o seu filho.

–Não, Asthor! – gritava Miguel desesperadamente – O outro caçador se encontra, atrás de Miguel, com o rifle, mirando em sua nuca.

-. – ameaçava o caçador.

Miguel no momento de fúria; rapidamente se vira, tira o rifle do caçador e o golpeia com um soco frontal; quebrando o nariz do caçador.

- ! – gritava o caçador de dor –

Miguel vai para cima do caçador, mas é segurado por outros dois caçadores. Um deles golpeia com o cabo do rifle, em seu estômago, fazendo cair de joelhos no chão. O caçador com o nariz quebrado, jorrando sangue se levanta e pega o rifle, mirando na testa de Miguel.

<- Eu vou estourar os seus miolos. –> ameaçava o caçador< – Ambientalista maldito!>

No fundo do mar gelado da Noruega, Asthor inconscientes estava sendo levado pelas correntes marítimas. Seus batimentos cardíacos estavam ficando fracos. A sua temperatura estava caindo, o seu corpo estava começando a se congelar. Além disso, estava sangrando, chamando logo à atenção de peixes e mamíferos carnívoros, principalmente das Orças que sente o odor de sangue. Parecia que este era o fim dele. Morrer congelado, ou virar comida de orca. Não há mais nada, a se fazer, apenas esperar a morte. Asthor estava desacordado, mas seu cérebro, ainda está ativo. Embora tivesse perdido todos os seus sentidos, o seu subconsciente pensava em toda a sua vida, o que tinha feito, e o que não faria mais. Aos quinze anos, havia morrido; Não iria mais se formar, e não entraria para a universidade; não tiraria mais a sua carteira de motorista; Não participaria dos torneios de MMA; Nunca conheceria uma garota, na sua intimidade; Tinha vivido muito pouco, não queria morrer, mas não tinha mais nada a se fazer. Somente um milagre, o poderia salvá-lo. Somente Deus poderia salvá-lo. Asthor não era muito religioso, embora fosse de família protestante. Frequentava aos domingos a igreja, ele ia mais obrigado do que ia por prazer. Ele às vezes faltava, preferia ficar o domingo até mais tarde na cama do que ter que ir a igreja. Por isso pensava que Deus, não perderia seu tempo em salvá-lo.

Asthor já estava sendo rodeadas por um grupo de orcas, prontas para atacá-lo e o devorá-lo.

Em Asgard em uma câmara secreta um artefato mágico em cima de uma cripta de pedra conhecido chamado de Mijolnir ressoa e se manifesta. Ele brilha e soltar raios elétricos.

Quando a primeira orca avança para abocanhá-lo. A mesma luz formada por raios elétricos envolve-o Asthor, fazendo desaparecer no meio das águas marítimas, deixando as orcas perdidas. Devido o desaparecimento do corpo, que estava ali para alimentá-las.

Capitulo 2

Desacordado, Asthor reaparece flutuando nos ar e logo em seguida, se transforma numa centelha de luz que viaja pelos céus da Terra, acima das nuvens até se deparar com um arco-íris. A centelha começa a percorrê-lo, ultrapassando a estratosfera e viajando pelo espaço, entre o cosmo. Esse arco-íris não um arco-íris comum. Era a ponte Bifrost, a ponte que liga a Terra a Asgard. Ao percorre a ponte Bifrost, a centelha se aproxima de Asgard e tem a sua entrada permitida, pelo portal Heimdall. Chegando a Asgard, a centelha pousa na grama verde, próximos aos campos floridos de Asgard. Ela se transforma em Asthor.

No palácio de Valaskjálf, a aesir Thrud, vê que Asthor já tinha chegado e tinha pousado, nos campos de Asgard.

- Ele chegou. – constatava a rainha– Vão e traga-o para Valaskjálf!

As valkirias se preparam para partir, em seus cavalos alados, indo à direção aos campos floridos para trazer Asthor. Chegando ao local, elas o veem ele desacordado. Elas percebem que Asthor está ferido. A sua temperatura está baixa e com batimentos cardíacos, estão fracos. Imediatamente elas cortam a camiseta de Asthor e com magia, cura o ferimento no ombro de Asthor, cicatrizando-o sem deixar nenhuma marca do ferimento. O cobre com um manto feito da pele de carneiro e o coloca na biga de uma das valkirias, e levam diretamente para o palácio de Valaskjálf.

Chegando, as valkirias o instalam em um dos aposentos reais. Vendo o seu estado, as valkirias fazem uma bebida, feita da polpa de uma fruta mística.

Esta fruta era a maçã de Induna. Ela dava vida e juventude eterna, para todos em Asgard. A aesir Induna era conhecida como a aesir da poesia e guardiã dos pomares sagrados, cujas maçãs permitem que os aesires e todos que vivem em Asgard, vivam para sempre e jovens.

Segundo a mitologia nórdica, a maçã era dada para as divindades nórdicas para que vivessem até o Ragnarok. Sem ela, as divindades não podiam ser imortais. O pomar ficava em um lugar secreto e guardado pelos melhores guardiões asgardianos, somente os aesires e seus aliados tinham acesso. Após ter tomado o líquido feito da maçã de Induna, Asthor se recupera rapidamente, algum tempo depois, ele desperta. Ao acordar e vê a visão do paraíso – lindas valquírias, e pensa estar na terra da fantasia.

- Uau! Com certeza, eu morri e estou no céu. –dizia Asthor, ao acordar.

As valkirias sorriem para ele, agradecendo pelo elogio. Asthor vê que estava sem roupas, totalmente nu. Somente coberto com uma manta, cobrindo as partes intimas e as pernas.

– Ai caramba! – dizia Asthor – Vou perder a virgindade no céu. Quem disse que a vida após a morte, não era boa. Já tava, preocupado. Afinal, eu morri virgem. – Asthor achava que estava se dando bem, até tinha se esquecido do que tinha ocorrido com ele – Vocês são lindas! – continuava a elogiar Asthor – Muito bem, quem vai ser a primeira?

As valkirias riem de Asthor, e ele fica sem entender nada e fica constrangido. Afinal, acorda em um quarto, com lindas garotas, nu. O que haveria de pensar? Neste instante, as portas dos aposentos, se abrem. Na porta, estão dois cavaleiros que montam guarda, em frente aos aposentos, onde ele está instalado. Entre os cavaleiros, surge uma linda mulher, que entra nos aposentos. Essa mulher tinha a pele lisa e branca, como à seda; os olhos azuis como o céu; os cabelos resplandeciam como ouro; era de longe, uma das mais belas que estavam ali. Ela vai até aos pés da cama de Asthor.

- Retirem-se! – ordenava a mulher imponente às valkirias.

As valkirias obedeciam e se retiravam dos aposentos.

Asthor não entendia nada. Quem era a mulher de cabelos dourados e com voz imponente, que mandara as outras se retirarem. Uma das servas, antes de sair, coloca nos pés da cama as roupas secas, feitas de pele carneiro, linho e algodão.

- Se vista e me encontre no Saguão principal de Valaskjálf! – dizia a mulher de cabelos dourados

Sem discutir, Asthor teme as suas ordens e a vê, sair dos aposentos. Não tinha muita escolha precisava entender o que estava acontecendo.

- Afinal de contas! Que diabos esta acontecendo aqui? – se perguntava Asthor a si mesmo – Não to entendendo, mais nada.

Asthor se vestiu, achou estranhas as roupas. Calças, cinto, botas de couro; camisa de linho e um sobreposto ou colete de pele de carneiro. Asthor parecia um personagem, que tinha saído dos livros de Tolkien. Ele precisava de resposta, no momento, veio à lembrança do que acontecera. O jogo dos Divinos contras Gigantes, a viagem para Oslo na Noruega, Asthor junto de seu pai, a bordo de um navio no mar do Noruega, os caçadores, e se lembrava de ter tomado um tiro de rifle e que caiu no mar. Logo se deu conta de ter lembrado, do que tinha acontecido. Depois disso, ele tinha perdido os sentidos, quando caiu na água gelada. Pensava, se o seu Pai, estava bem. Precisando de resposta, Asthor até se esquece das Valkirias e vai atrás da mulher, que pediu para encontrar no saguão principal de Valaskjálf.

Asthor achou estranho às portas, não tinham maçaneta e tentava encontrar um jeito de abrir. Viu que tinha um dispositivo ao lado da porta, que ao tocá-lo, as portas se abriam automaticamente e se mantinham aberta, por alguns instantes. Asthor sai dos aposentos e estranha a tecnologia, misturada com artigos e objetos medievais. Logo pelo corredor ele avista dois guardas, que pareciam estátuas vestidos como armaduras medievais e elmos de vikings, guardando a entrada de um terraço, por onde entrava a claridade.

- Será que estou em algum tipo de filme de fantasia da era medieval? – perguntava Asthor a si mesmo

-Onde eu estou? – pergunta Asthor aos guardas – Onde eu posso encontra...

Um dos cavaleiros o interrompeu, antes que Asthor terminasse de perguntar.

– Vossa majestade se encontra no saguão principal de Valaskjálf. Siga em frente e a encontrará.

Asthor fica com cara de espanto, com o profissionalismo da guarda que ficam imóveis como estatuas, sem olhar para Asthor e sem a menos piscar, olhando para o nada, lembrando muito os guardas reais do Reino Unido que guardavam a entrada do palácio de Buckingham.

- Valeu! É por aqui?

Os guardas, não o respondiam e ficavam imóveis.

-Então ta. Até mais!

-Isso que chamo de profissionalismo! – dizia Asthor.

Ele seguia o corredor e se espantava, com a decoração e arquitetura no estilo bizantino, românico e gótico[6] do local, havia vários retratos de pintura e esculturas. Nelas mostravam vários guerreiros enfrentando gigantes, com armas medievais. Após percorrer todo o corredor, Asthor vê a saída, em fim ele vê a sacada e avista a mesma mulher de logos cabelos dourados, que estava de costas. Asthor vai até ela.

-Com licença! – dizia Asthor – Oi! Poderia me dizer o que aconteceu comigo. Onde eu estou? E que lugar é este? Como vim parar aqui?

Asthor fazia muitas perguntas para saber o que estava acontecendo, sem saber ao certo, aguardava alguma resposta da misteriosa mulher de cabelos dourado.

- Acalme-se! – dizia a mulher de longos cabelos dourados – Todas suas perguntas serão respondidas e suas dúvidas serão esclarecidas. Chegue até saguão!

Asthor meio encabulado e apreensivo se aproxima calmamente, no saguão ao ver a vista, ele fica impressionado.

– Ohhh! Que lugar é este? - pergunta Asthor deslumbrado

- Essa é Asgard! – respondia a linda mulher de cabelos dourados – Lar dos aesires, os deuses nórdicos.

Asthor estava meio tonto, com tudo aquilo. O lugar era lindo e não tinha outra explicação para ele. Aquilo era o céu. O reino todo com arquitetura diversos estilos; bizantino, góticos, românicos e Art Nouveau.

- Ah, me desculpa! – dizia Asthor – Eu não me apresentei, meu nome é...

- Eu sei quem você é. – interrompia a mulher de cabelos dourados – Asthor Carvalho!

Asthor fica surpreso, por ela saber que ele é.

- E a senhora seria...

- Thrud, aesir do céu e do clima. Eu sou a rainha de Asgard, desta era.

A aesir Thrud sai da sacada e pede para que Asthor, a acompanhe para conhecer o castelo Valaskjálf.

- Venha conhecer o castelo Valaskjálf!

- Castelo Vala o quê? – pergunta Asthor

- Castelo Valaskjálf! – ela dizia – O castelo onde Odin reinou por muitas eras.

Asthor quer algumas explicações, que tinham sido lhe prometidas. E corre atrás de Thrud.

-Por favor, diga-me! Eu morri e estou no céu? – pergunta Asthor

- De certa forma, sim. Você morreu e renasceu, e sim. Asgard pode ser chamada de céu.

Asthor ainda não estava entendendo e se perguntava,

Como assim, morri e renasci? De fato, estou realmente no céu, poderia confiar no que esta mulher diz.

Mesmo não a conhecendo, a rainha Thrud lhe inspirava confiança, era como se Asthor, já a conhecesse. Mas Asthor ainda precisava de respostas. Aquelas respostas, não eram o suficiente para compreender, o que estava acontecendo. Asthor com firmeza pede uma explicação mais concreta, a Thrud.

-Por favor, eu preciso de respostas, mais claras! Afinal de conta, o que aconteceu de fato comigo.

-Não fique tão aflito, mantenha-se calmo! Já lhe disse! Todas as suas perguntas serão respondidas. Por favor, me acompanhe.

Ao sair do castelo, eles fazem um tour pelo aos redores e chegam a um salão, onde vê uma fila imensa de guerreiros chegando e fica curioso. Por caso vai ter algum show importante hoje ou algum jogo imperdível.

Este e o salão Valhalla! É para cá que vem os guerreiros honrados, mortos em batalha. Veem para se tornarem guerreiros imortais para lutarem por Asgard, no Ragnarok que se aproxima.

- Então está me dizendo que eu morri, e vou me tornar um guerreiro imortal. – concluía Asthor

- Mais do que isso! – respondia Thrud – Talvez, um dos maiores heróis divinos, que já existiu.

Asthor imaginavam estar em um sonho. Como assim, se tornar um herói divino? Já que morreu e renasceu, não poderia voltar para casa e continuar a viver, uma vida normal como de um rapaz normal. Asthor tenta recusar a oferta;

- Eu realmente estou agradecido com a proposta – dizia Asthor querendo fugir da situação –, mas sabe como é! Eu ainda sou menor de idade, sabe! Não tenho idade para entrar no exército, ainda não tirei a minha carteira de habilitação. Francamente, não é a minha praia essa de me tornar, um tipo de herói como nos quadrinhos.

Thrud olhou com seu olhar penetrante, o assustando, fazendo o abaixar o tom de sua voz, até que, ele se cala. Thrud continuava andando pelo castelo e Asthor a seguia em silêncio.

- Você já ouviu falar, em mitologias nórdicas e eddas poéticas escandinavas? – perguntava Thrud, quebrando o silêncio – como, por exemplo, o anel dos nibelungos ou crepúsculo dos deuses.

- Sim. – respondia Asthor – Inclusive fizeram até uma ópera, baseados nestes poemas épicos. Mas o que isso tem haver?

- Vou lhe contar a historia de Asgard e dos nove reinos. A verdadeira história, contados por esses poemas épicos e mostrarei que não há nada de mito, e que tudo é muito verídico.

Asthor não queria uma aula de mitologia, apenas saber como ele chegou até Asgard, de como poderia voltar para casa, e se realmente ainda estava vivo. Asthor não tinha muita escolha, se não a ouvir, até descobrir e poder entender tudo que estava acontecendo. Na escola, na aula de história, Asthor ouvia muito sobre mitologias. Mitos de deuses tanto gregos, romanos, egípcios, hindus e claro, nórdicos. Seu pai também falava muito sobre mitologia, especialmente a mitologia nórdica. Achava estranho o interesse de seu pai sobre este assunto. Embora Asthor fosse um atleta, ele também se interessava nas aulas de história. Principalmente quando envolvia o tema mitologia. Muitos acham que a maioria dos atletas, não tem cérebro para se interessarem por estes assuntos. Apenas se preocupam com, os músculos, popularidade, vencer os campeonatos e as garotas. Ele sempre esteve concentrado nas aulas de história, participando delas. Até mesmo ia à biblioteca do colégio para pesquisar sobre as matérias dadas, em aula. Até já chegou a apresentar um trabalho sobre o assunto, no qual ele foi elogiado pela Sra. Kátia, a professora de História. Ela deu um “10”, pelo seu trabalho de pesquisa, sobre mitologias e seus panteões.

- Diga-me!– dizia Thrud a Asthor – O que sabe sobre mitologias nórdicas.

- Bem! O que eu sei, foi o que aprendi no colégio e o que meu pai me conta. Asgard, lar dos deuses nórdicos, conhecido como aesires. Eles eram governados por Odin, que era casado com Frigga. Ele tinha muitos filhos, um deles era o deus do Trovão, Thor.

- Sim. E o que mais?

- Pelo que me lembro, eles se preparavam para uma guerra. Essa que a senhora chama de Rag... O que mesmo?

Ragnarok – corrigia Thrud

Na crença cristã; segundo a bíblia no livro de Revelação, o Ragnarok é comparado ao Apocalipse, o dia do juízo final.

-Pode se dizer que sim, o Ragnarok é o Apocalipse ou Armageddon. Muito bem Asthor! – Thrud cumprimentava Asthor pelo pequeno conhecimento

- Obrigado! É que eu fiz um trabalho de pesquisa para o colégio sem falar que meu pai se interessa por este assunto. Ele sempre me contava historias sobre Asgard, Thor, Odin até mesmo da senhora... Deusa Thrud.

Thrud sorri e fica lisonjeada por Thurs saber que ela é.

- Asthor! Vou lhe contar desde o inicio o que os mortais chamam de mitologia nos, os Aesires chamamos de historia dos deuses nórdicos.

Capitulo 3

Thrud inicia a historia da cosmologia dos deuses nórdicos.

No início dos Tempos, quando não existia terra, mar e nem o ar. Só existia a escuridão, já estava lá o “Pai”... Ao começar a criação, mesmo no centro do espaço abria-se Ginnungagap – era um terrível abismo sem fundo e sem luz, circulado por uma massa de vapor. Ao norte estava a Terra de Niflheim – o mundo de água e escuridão que se abria ao redor da eterna fonte de Hvergelmir. Desta fonte nasceram 12 rios do Elivagar, as doze correntes que corriam até aborda do seu mundo, antes que encontrarem-se, com o muro de frio, que gelava as suas águas, fazendo-o também, cair no abismo. As águas escoavam no abismo adentro para muito longe de sua origem, onde em alguns pontos; a água congelou, formando assim camadas sobrepostas de gelo que foram pouco a pouco, preenchendo o abismo... Ao sul deste caos, estava a terra de Muspelheim – país do fogo, o cálido lar do fogo elementar, cuja custódia estava encomendada ao gigante Surtur - gigante do fogo que lá vivia. Surtur lançava nuvens de centelhas ao brandir a sua espada flamejante, enchendo o céu de fogo, mas este fogo quase não conseguia fundir o gelo do abismo e o frio venceria de novo, fazendo com que se elevasse uma coluna de vapor que também não podia fugir do abismo, dado que, ao encontrar-se com o mundo do gelo, condensava as grandes colunas de umidade, enchendo de nuvens o espaço central... Deste lugar surgiu o Gigante Ymir, a personificação do oceano gelado, e nasceu com fome voraz, que só pode saciar com outras criaturas nascidas. Ao mesmo tempo em que ele o devorava se misturava com pedaços de gelo. Desta mistura nasceu a Vaca Audumla (o símbolo da fecundidade) de suas tetas brotavam quatro rios de leite. Audumla, procurando avidamente o seu alimento, lambeu um bloco de gelo que o fundiu com a sua língua, fez aparecer um corpo adormecido e congelado. Este corpo era o bom aesir Buri, enterrado Muito tempo antes nos gelos perpétuos. Enquanto isso Ymir criou outro ser chamado, Thrudgelmir e logo depois uma companheira Belgemir com que deu a cria aos Gigantes do gelo. Iniciava a guerra do bem e do mal. Buri também gerou um filho e aliado esse era o aesir Bor. Os gigantes de gelo viram que era necessário iniciar o ataque aos aesires. Buri e Bor eram muito fortes e a guerra se estendeu por muitas eras. Logo Bor conheceu uma giganta chamada Bestla ela era filha do seu inimigo Gigante Bolthorn. Eles viveram um amor proibido. Mesmo esse amor sendo proibido pelos seus pais, Bor e Bestla se uniram em matrimonio e tiveram três filhos, Odin, Vili e Vê (eram representados pelo o espírito, à vontade e o sagrado). Tendo seus filhos, como aliados eles conseguiram derrotar todos os Gigantes de Gelos. A luta acabou, quando Ymir caiu. Com a sua grande quantidade de sangue a jorrar, fez afogar quase todos os gigantes, exceto dois. O gigante Bergelmir e sua esposa fugiram e uma barca para o limite do mundo. Do enorme corpo de Ymir, se fez Asgard e Midgard (Terra) e os mundos restantes. Do seu corpo se fez Midgard. Da sua carne encheu o enorme vazio chamado Ginnungagap; seu sangue fez os rios, lagos e os oceanos. Seus ossos inquebraveis faziam as Montanhas de seus dentes rochas, pedras e os desfiladeiros sobre as quais colocaram as sobrancelhas do gigante, para fortificar a fronteira com o mar. De seus cabelos e pelos fez a vegetação.

Asthor frequentava pouco a igreja, e lia pouco à bíblia, mas conhecia o livro de Gênesis onde fala que Deus criou o mundo, em sete dias. Ele agora estava ouvindo e comparando com que aprendeu, segundo o livro de gênesis. Asthor ouvia Gênesis, segundo a Mitologia Nórdica.

A muita distância da criação da vida, O gigante Belgemir e sua esposa foram para um lugar, onde só havia frio e gelo. Esse lugar passou a ser chamada de Jontunheim, a terra dos gigantes de gelo. Lá inicia a criação de uma nova raça de gigantes de gelos. Eles queriam continuar, a renovada luta entre as forças opostas. Enquanto isso nascia Midgard, a Terra. Faltava apenas fechar este novo mundo e, julgou-se conveniente, fazer isso. E assim se fez. Encarregando aos anões, Nordri, Sudri, Austri e Vesdri fecharam e fixaram em cada em quatro dos pontos cardeais, que levavam os seus nomes. Do crânio de Ymir fez-se nascer o céu, com o cérebro fez o ar e as nuvens. Só faltava a iluminação desse espaço, os aesires foram à Muspelheim a terra do fogo, com espada flamejante de Surtur fez com sua centelha, fazendo surgir o crepúsculo. O gigante Mundilfari tinha dois filhos chamando de Sun e Mani. Sun era responsável pela a iluminação do dia e Mani era responsável em, mergulhar nove mundos na escuridão na noite. Ambos brilhavam como esferas luminosas. Considerados, gêmeos divinos, Sun, a divindade do Sol e Mani, a divindade da Lua. Logo Midgard começara a ter os seus primeiros habitantes. Para habitá-la era necessário muito mais do que os elfos, bons e maus para dar sentido ao Universo, e os aesires pensavam que tinha terminado de construir Midgard. Odin viu que precisava ter a presença de um homem e uma mulher. Vendo perante as duas arvores Olmeiro e um Salgueiro junto à beira mar criou se o homem e a mulher. Dando alma, carne e sangue para que juntos procriassem para habitar Midgard. Odin casou com Frigga, com quem teve filhos, entre eles estava Balder. Mas Odin também teve relacionamentos extraconjugais, com outras divindades. Uma dessas divindades foi Jord, a deusa de Midgard. Deste relacionamento nasceu Thor, o aesir do Trovão, o maior guerreiro e herói de Asgard e de Midgard, dentre outros casos amoroso, foram gerados Loki e Vidar e outros mais. De todos os filhos, somente quatro foram selecionados por Odin, para herdar e assumir o trono do reino de Asgard. Foram esses, Vidar o aesir do Silencio e da Revanche, Loki o aesir do fogo e das trevas, Thor o aesir do Trovão, Balder o aesir da justiça e da sabedoria.

Dentre os quatros, Odin escolheu Balder, por ter o senso de justiça e bondade em seu coração. Era o mais maduro de todos. Alem dessas qualidades, Balder era o filho legitimo de Odin e Frigga e não um filho bastardo como os demais. Entre os outros filhos de Odin, haveria um que o trairia, por sentir inveja e sede de poder. Esse era seu filho mais velho, Loki o deus das trevas e da trapaça. Ele sentia inveja de Balder, por ser o preferido e por ser o filho legitimo não um bastardo como ele e os demais. Loki queria o trono de Asgard para si e dominar Asgard e Midgard e todos os nove mundos. Balder, por ser o mais justo e bondoso entre os filhos de Odin, não tinha essa ambição de Loki por isso, o achava fraco para se tornar o sucessor de seu pai. Loki tramou contra seu irmão, provocando a sua morte. Balder tinha um dom dado a ele, era imune a qualquer tipo de ataque ofensivo, nada poderia atingi-lo porem, uma única planta; um visgo inofensivo era mortal para Balder. Loki induziu o seu outro meio irmão, Hodr[7], porem também era filho legitimo de Odin e Friga que não estava selecionado, para se tornar sucessor de Odin. BalderBalder foi morto por seu irmão, Hord que o outro filho legítimo de Odin e Frigga, o aesir cego Hord. Ele disparou uma flecha, acidentalmente com ramo de visgo , no coração de Balder, graças a influencia de Loki. , na ponta da flecha, havia uma erva inofensiva, mas mortal para Balder a única coisa que poderia feri-lo e matá-lo. Após ter tramado e conseguido a morte de Balder, Loki já se sentia vitorioso e acharia que seria o próximo a se tornar sucessor ao trono de Asgard. Mas Odin não escolheu, escolheu seu outro filho, Thor. Odin deu de presente a Thor, uma arma poderosa, o martelo Mjolnir, por ter merecido e por se tornar um guerreiro de coração puro. Isso fez Loki odiar seu outro meio irmão. Odin sempre consultava o futuro de Asgard, com a nornas que viviam sobrem às raízes de Yggdrasil e teciam o passado, o presente e o futuro. Elas teciam as previsões na tela de Algodão e mostraram à Odin, a traição de Loki. Ele iria liderar as forças das trevas, junto com suas crias, em direção a Asgard fazendo-a mergulhar em trevas.

Odin, ouvindo o alerta das nornas começa a observar Loki. Via que seu filho mais velho cometia muita maldade, tentou varias vezes prejudicar Thor. Descobriu pela nornas que foi o verdadeiro responsável, pela morte do bondoso aesir Balder. Ao contrario de Balder, Loki tinha o dom da maldade, sempre sentido inveja de seus irmãos, queria se tornar o sucessor de Odin e assumir o trono, a qualquer custo. Odin foi obrigado a banir Loki de Asgard, aprisionando em uma gruta, onde somente ele conhecia sua localização. Após liberto de sua prisão, Loki foge para Jotunhein, a terra dos gigantes de gelos. Ele jurou vingança e arquitetava o ataque a Asgard, junto com suas crias, o lobo Fenrir, a serpente Jormungand e a senhora do submundo, HellHellaa.

Antes do Ragnarok, Odin juntos com os outros aesires, sequestraram os três filhos de Loki, para impedir que o Ragnarok aconteça. Aprisionou o lobo Fenrir, em Asgard, a serpente Jormungand foi lançada nos oceanos de Midgard e HellHella foi banida para Niflheim, onde se tornou rainha do Submundo, mas era inevitável, o destino. Chega o dia do Ragnarok, todos os filhos de Loki são libertados e convocados pelo próprio para lutar no Ragnarok. No exército de Loki era composto por; Gigantes de gelo, gigantes de fogo, elfos negros, trolls e guerreiros imortais, vindos do submundocompostos pelos Gigantes de gelo, gigantes de fogo, elfos negros, trolls e guerreiros imortais vindos do submundo, , chamados de nibelungos. Sem contar com os seus três filhos. Todos liderados por Loki, e suas crias. Eles avançam em direção a Asgard, pela a ponte Bifrost, a ponte arco-íris. Heimdall toca a sua trombeta, anunciando a invasão das trevas. O guardião da ponte Bifrost tenta impedi-los com suas defesas, mas suas defesas são destruídas pelos seres das trevas. Ele é atacado por Loki, e ferido mortalmente por uma rajada de energia mágica, lançada pelo próprio. As trevas passam pelas defesas de Bifrost, e os exércitos das trevas chegam aos campos de Asgard, próximo a grande muralha que envolvia todo reinoreino.

Do outro lado da muralha, oO exército estava formado por, elfos, valkirias, anões, einheijar e aesiresaesires; pronto para defender o reino de Asgard das forças das trevas. Em cima dos muros de Asgard, arqueiros preparam-se para atirar suas flechas. Logo abaixo, nas planícies fora dos muros de Asgard, encontram-se guerreiros, empunhados com espadas e escudos, em suas montarias; cavalos alados, grifos e bigas puxadas por bodes e carneiros celestiais. Todos se preparavam para o ataque para defenderem Asgard a todo custo. Logo à frente estava Odin, com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Thor com sua biga puxada por seus bodes celestiais e Vidar montando em um grifo. Odin avista a chegada das forças das trevas, lideradas por Loki e suas crias.

- Se preparem! – dizia Odin – Eles estão chegando. Já passaram pelas defesas de Heimdall.

-Preparem-se para o ataque, Asgard! – anuncia Thor – Vamos lutar até o fim! Lutaremos em nome de Asgard! Nesta mesma hora, um alvoroço de todos, gritando e repetindo as palavras de Thor. “Em nome de Asgard”!

As tropas das trevas chegam a Asgard. Estabelecem-se a 1 km dos Portões de Asgard se preparando para o Ataque, encarando os adversários, frente a frente. Nesta hora, Odin sentia frio na barriga e uma profunda tristeza, quando via Loki.

Seu filho havia se tornado seu inimigo. Thor e Vidar põem as mãos nos ombros de seu pai, sentia a sua dor.

– Ataquem! – ordenava Loki – Entrem em Asgard, não quero ver nenhum asgardiano vivo. Matem todos!

As tropas das trevas avançam, em um alvoroço, pronto para passar por cima do exército asgardiano e seus aliados, querendo a qualquer custo, invadir o reino. Do outro lado nas tropas asgardianas, Odin da o sinal de ataque. Os arqueiros atiram suas flechas, atingido o exercito das trevas. Guerreiros montados, em seus cavalos alados e grifos, indo em direção ao inimigo, empunhando suas espadas. Do outro lado, gigantes, elfos negros e trolls, montados em dragões que cuspiam fogo, sobre os arqueiros, queimando-os. Os guerreiros asgardianos lutam contra os seres das trevas, com espadas, matando uns aos outros. Muitas mortes de ambos os lados. Vidar em cima de seu grifo matava dragões e gigantes. Thor em sua biga matava os gigantes, com o seu martelo, derrubando-os, um a um, usando os seus raios com trovoadas e com os ventos, os afastavam de Asgard. Odin com sua espada golpeava e matava muitos gigantes, elfos negros e trolls. Ele pede para Vidar voltar para Valaskjálf, para protegê-lo, enquanto ele e Thor tentam impedir, que as forças de Loki avancem para dentro do reino. Obedecendo-o; Vidar volta para o palácio, junto com um grupo de guerreiros. Chegando ao Palácio Valaskjálf, Vidar se prepara para defendê-lo, a qualquer custo.

- Vamos proteger Valaskjálf! – Ordenava Vidar – Não permitam que ultrapassem as muralhas de Asgard.

- Ainda há civis no reino. – informa um dos einherjar

-Mande todos para dentro do palácio – ordenava Vidar –, precisamos protegê-los.

Os guerreiros faziam o máximo, mandando todos os habitantes de Asgard para dentro do palácio para se protegerem. Dentro de Valaskjálf também estava os filhos de Thor; Magni, Modi, Uller e Thrud. Eles saem do palácio, a fim de ajudar a população asgardiana. Alguns nibelungos conseguem entrar nos domínios de Asgard, que vinha montado em dragões, que invadiam a cidade pelo céu, cuspindo fogo em toda ela. Magni, Modi, Uller e Thrud, ainda eram muito jovens e pouco experientes, praticamente era, a sua primeira batalha. Todos estavam muito apreensivos, com aquele momento. Eles formam uma barreira para que os seres das trevas, não avançassem mais para dentro de Asgard. A batalha iniciava entre eles,

Magni era o mais forte de todos, tão forte quanto seu pai. Usava uma luva de ferro, com que esmagava os inimigos, com um só golpe; Modi era o mais habilidoso com espadas. Ele manejava com muita coragem, retalhando os inimigos com ela, além de lutar muito bem desarmado em lutas corpo a corpo; Uller era o mais sábio e sensato de todos, usava a inteligência e táticas, em vez da força física. Com o seu arco atirava flechas em seus inimigos, tinha uma ótima pontaria, além de ser muito velozes. Suas flechas eram mágicas, feitas de energias nunca acabava além de atingir a velocidade da luz; Thrud, a aesir dos elementos. Ela os usava, assim como seu pai para derrotar os inimigos. Quando se enfurecia, ela levantava voo com sua armadura alada, em direção ao céu, trazendo as nuvens escuras com trovões e raios que caiam sobre os inimigos. Ela usava um cajado mágico, que o usava para invocar os elementos;

Todos eles lutavam bravamente para defender Asgard, como uma verdadeira equipe de heróis, tentando fazer os inimigos, recuarem. Mesmo com os seus dons, eles estavam em menor número e se encontravam em desvantagem perante o inimigo. Com o ar gelado que os Gigantes de gelo sopravam, congelavam os portões de madeira da entrada da cidade, e com suas forças, golpeavam e destruíam-nas para abrir passagem. Uma parte dos nibelungos era liderada por HellHella, a senhora do submundo que penetravam na cidade, após os gigantes abrirem caminho. HellResponsável pelo submundo convocou muitos desses guerreiros imortais, de almas perdidas, conhecido pelos nomes de nibelungos para lutar ao lado de Loki. Os quatros jovens aesires tentavam impedir que os nibelungos avançassem, cada vez mais. Magni foi para cima deles com sua luva de ferro, golpeando e derrotando-os. Ele batia no chão com um único golpe, e se formava um grande tremor, fazendo monumento de pedras caírem sobre eles. Logo atrás está Modi, com a sua espada, e Uller com seu arco e flechas. Pelo ar vinha Thrud com seus relâmpagos e tornados. HellHella lança suas rajadas de energia, contra os jovens aesires, que caem ao chão. Uller que era o mais sensato, ,a.rcebe que precisa supreender Hell para poder derrot percebe que precisa surpreender HellHella para poder derrotá-la,

Thrud enfurecida, não da atenção a Uller. Ela sobe novamente para os céus e invoca os ventos, formando um enorme tornado. Ela o manda em direção a HellHella. A senhora do submundo, desviou o tornado mandando de volta, em direção a Thrud que a envolvia e a lançou longe; caindo em cima de um telhado de uma das casas da cidade de Asgard. Magni e Modi avançam com ataques frontais. HellHella lança sua rajada de energia, pelas mãos, também os arremessando para longe. Uller surge em frente a ela, e atira suas flechas místicas, contra HellHella. Ela estava protegida com um escudo mágico, absorvendo o impacto das flechas. HellHella vai à direção a Uller, que continua atirando suas flechas ineficazes, contra ela. Ela se aproxima dele, e com suas mãos; pálidas e frias toca o rosto de Uller. Com o seu olhar penetrante, olha diretamente para os olhos dele, o hipnotizando, fazendo-o abrir a boca. HellHella abre sua boca também, e se aproxima da boca de Uller. Ela suga a vida de Uller, fazendo-o envelhecer rapidamente. Modi ao longe, vê o que está acontecendo e corre rapidamente para deter HellHella. Ele dá um grande salto, em cima de Uller e HellHella, com sua espada a separa de Uller, fazendo HellHella recuar e se afastar de Uller. Modi pega Uller e se afasta de HellHella, se escondendo, ele tenta acorda-lo da hipnose.

- Uller! Acorde, saia desse transe! – dizia Modi tentando o acordar

Ele acorda e volta ao normal e sua juventude retorna.

-O que aconteceu? – pergunta Uller

-Ela quase tirou a sua vida. Está tudo bem agora! Você tem razão, vamos, precisamos de plano para acabar com ela.

-Ela é muito poderosa! – constatava Uller – Precisamos trabalhar, como um só se nós quisermos vencer.

Capitulo 4

À frente a tropa de Asgard; está Odin, Thor, alguns dos aesires e mais o exercito asgardiano, que lutam bravamente contra as trevas, não permitindo que eles avancem para Asgard.

-Seres das trevas! – gritava Odin – Se afastem de Asgard! Eu, o aesir Odin, não permitirá que entres, em meus domínios.

Thor em sua biga, com Mjolnir, criar tempestades elétricas. Os raios eram mandados para os gigantes, os atingidos e para os dragões; onde estavam montados os nibelungos, elfos negros e trolls, que também são atingidos. Do outro lado, Loki ordena que suas crias, Fenrir e Jormungand ataquem o exercito de Asgard.

- Vãos meus filhos! – ordenava Loki – Traga o sangue de todos, matem todos, principalmente Odin e Thor!

Fenrir avança com fúria, com grande velocidade, em suas quatro patas. Fenrir era a primeira cria de Loki, um lobo gigante que devorava tudo. Ele atacava e devorava a todos das tropas de Asgard.

No passado, as nornas previram atrocidades que Fenrir, e seus irmãos iriam cometer. Os aesires o aprisionou próximo ao reino de Asgard, em uma caverna, acorrentando. Fenrir era muito forte e crescia a cada dia que passava. Ele estourava as correntes de ferro, com muita facilidade. Logo depois que se libertou das correntes de ferro. Odin pediu para os anões[8] ferreiros, que lhe fizessem um grilhão. Este grilhão era macio como a seda e inquebrável; feito de muitos ingredientes especiais. Fenrir é amarrado, e quanto mais tentava se soltar, mais o grilhão o apertava. Fenrir deixa de lutar, e se rende para provar que desiste de fugir, mas pede para Tyr, aesir da guerra e responsável em alimentá-lo, e guardá-lo ponha a mão em sua boca para provar, que desistiu de se soltar e fugir. Tyr, que é muito corajoso acredita em Fenrir, e aceita colocar a sua mão dentro de sua boca. Fenrir com muito ódio o morde e arranca-lhe, parte do seu braço. Antes que o Ragnarok viesse acontecer, dois nibelungos a mando de Loki vão à Asgard e se infiltram, entre os soldados imortais. Logo descobrem a localização de Fenrir, que se encontra numa prisão fora dos domínios do reino de Asgard. Esses espiões se dirigem para a prisão. Vendo que Fenrir está amarrado e preso, por grilhões. Eles se transformam em servas, que trazem alimento e vinho com sonífero para Tyr, e o serve-lhe. Ele come e toma o vinho, logo cai num sono profundo. Os espiões possuem uma adaga feita de metal Gram, o único capaz de cortar os grilhões. Eles cortam e libertam Fenrir. Ao libertar Fenrir, eles se preparam para fugir. Fenrir odiava Odin e queria matá-lo naquele momento,

- Vou devorar Odin – dizia Fenrir –, agora que estou solto!

Mas os espiões disseram que aquele, não era o momento e que precisavam ir para Jotunheim, para ao lado seu pai, Loki.

- Agora não! – dizia um dos nibelungos – O castelo é guardado com muitos guardas, precisamos seguir o plano.

-Não. – dizia Fenrir – Estou com sede de sangue, e o que me satisfará é o sangue de Odin.

Loki mentalmente diz a Fenrir,

Acalme-se, meu filho! Tu terás a tua vingança, mas agora, não é o momento. Venhas para Jotunheim, estarei lhe esperando ao lado de seus irmãos. Venhas para a sua família!

Fenrir se conformou e obedeceu a seu pai.

- Como quiser meu pai.

- Vamos para Jotunheim, agora! – dizia um dos nibelungos – Lorde Loki nos aguarda.

Logo quando os três saem da prisão, um dos espiões assovia e um inocente pássaro, pousa entre eles. O pássaro passou a se transforma, em um enorme dragão, que os transporta para Jotunheim. Logo se anuncia pelas trombetas, avisando a todos que Fenrir, havia sido solto e fugira para Jotunheim.

Voltando para o Ragnarok, Fenrir ataca todos em seu caminho, os devorando. Fenrir é muito forte, ninguém é capaz de derrotá-lo. Ele destrói e devorando tudo e a todos, logo em sua frente está Odin, montado em seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Os dois se encaram, Fenrir com ódio de Odin por ter sido aprisionado e amarrado; o vê, com a sede de vingança. Ele parte para cima de Odin com toda a sua ferocidade. Odin, por outro lado, também parte para cima com sua lança, Gungnir[9] lançado em direção, ao coração de Fenrir, atingindo, mas não o ferindo. A pele de Fenrir era tão dura, que nada penetrava, nem mesmo sua poderosa lança Gungnir. A serpente Jormungand, também ia para o ataque em direção aos soldados de Asgard, soltando o seu veneno. Todos morrem rapidamente intoxicados, paralisando o corpo, perdendo os sentidos e paralisando o coração. Outros morriam asfixiados por Jormungand, ela os enrolava em seu corpo, e os matava.

Jormungand e a segunda cria de Loki, a ser banida por Odin para Midgard, onde viveu por muito tempo nos oceanos. Presa nos oceanos de Midgard foi libertada por Loki e convocada para o Ragnarok, para lutar ao lado das trevas.

Thor viu a serpente matar a todos, que estavam ali lutando por Asgard. Soltava seu veneno sobre o ar, fazendo os morrer intoxicado pelo veneno, paralisando o corpo, fazendo-os perder os sentidos e parando o coração. Thor estava lutando com dragões e gigantes, enquanto via o massacre que Jormungand estava fazendo. Thor ordena aos seus bodes celestiais, que levava a sua biga para ao ataque, a Jormungand. Thor se aproxima com Mjolnir, surpreendendo a serpente, golpeando no queixo dela, fazendo a cair no chão.

- Maldita serpente! - dizia Thor – Vou mandar você direto para Hellgard

Jormungand se levanta e o ataca. Com a sua boca e presas, tenta abocanhar Thor, junto com sua biga. Sua biga desvia dos ataques. Thor lança vários raios elétricos, com o Mjolnir, contra Jormungand. Por sua vez, ela o ataca com o seu veneno, que se espalha pelo ar. Thor, rapidamente invoca os ventos, formando um tornado que absorvendo o veneno, que esta em forma de gás. Jormungand, com sua cauda, atinge a biga de Thor, fazendo cair diretamente do chão. Jormungand lança outra vez, o seu veneno gasoso em Thor, que está caído no chão. Rapidamente, Thor salta para trás; fazendo acrobacias e se defende com Mjolnir; fazendo sopra o vento, retardando e o repelindo o veneno. Entre a cortina de fumaça de veneno, Thor não enxerga nada. Jormungand surge entre o gás venenoso, e ataca Thor com um ataque frontal, com a sua boca, querendo o engoli-lo. Rapidamente, ele se desvia do ataque, contra-atacando com o martelo. Ele golpeia do lado direito da cabeça de Jormungand e golpeava também com os seus fortes punhos e chutes. A serpente o ataca novamente, desta vez envolvendo-o em seu corpo, querendo quebrar os seus ossos e o asfixiando. Thor grita de dor.

-Buri, Bor... Deem-me forças! – gritava Thor aos seus antepassados.

De repente, ele se solta do corpo de Jormungand, utilizando as forças de seu corpo. Jormungand era muito forte e rápida e Thor precisava ficar atento a ela.

-Preciso tomar cuidado – dizia Thor –, se eu inalar esse veneno, posso não resistir.

Jormungand prepara o próximo ataque. Avança novamente em Thor, que assovia e seus carneiros celestiais, que puxam a sua biga, vão até ele voando baixo. Thor se agarra na roda da biga e sai rapidamente da mira de Jormungand, que da o bote.

Na batalha também está Sif a bela aesir da colheita, esposa de Thor. Com sua espada, ela consegue matar muitos nibelungos. Luta bravamente ao lado de seu amado, em nome de Asgard. Alguns gigantes tentam matar Sif, tentando esmagá-la com os seus [10]tacapes. Com suas técnicas de saltos acrobáticos, ela escapa dos ataques. Ela chega aos pés de uns dos gigantes, e fura-o com sua espada. O faz grita de dor, tropeçando e caindo em cima de outro gigante, indo ambos, ao chão. Sif ri do que acontece, só que uma pequena distração, ela da alguns passos para trás, tropeçando em um troco, caindo no chão. Um dos gigantes, vendo Sif no chão vai até ela, e com o seu tacape, prepara para esmagá-la. Sif grita de desespero e tenta inutilmente, se proteger cobrindo a cabeça com os braços. Thor ouve os gritos de Sif

- Sif! – gritava Thor desesperadamente

Ele a vê sendo atacada por uns dos gigantes.

Rapidamente, a biga de Thor vai até Sif, e com as mãos ele a pega e a retira do chão, antes que o tacape atinja-a.

Já na biga, Sif fica aliviada por Thor ter a salvado;

-Ah... Graças a Bor! – Sif agradece, suspirando – Você me salvou. Obrigada, querido!

-Precisa tomar mais cuidado – adverte Thor –, não me perdoaria se algo lhe acontecesse.

Os dois se olham com olhares apaixonantes.

- Eu te amo! – dizia Sif apaixonada para Thor.

Distraídos, Jormungand os ataca com seu veneno. Thor vê o gás venenoso vindo, em sua direção. Ele pega Sif, e salta para fora de biga. Thor e Sif voam com o Mjolnir pelos ares. Thor se desespera, ao ver a sua biga sendo envolvida, na cortina de gás venenoso. Thor e Sif ainda não estavam salvos. Enquanto flutuava, eles são atingidos pelo tacape de um dos gigantes e vão para o chão. Thor rapidamente se vira e abraça Sif, protegendo-a como se fosse uma redoma, para que ele possa absorver todo impacto. Ele atinge o chão, protegendo Sif, que fica desfalecida. No momento do ataque, Mjolnir sai das mãos de Thor, caindo longe dele. Loki viu que Thor estava ao chão, sem o seu martelo. Ele lança um feitiço em cima de Mjolnir criando uma espécie de campo. Com isso, Thor não consegue se comunicar telepaticamente, com Mjolnir para poder chamá-lo de volta, para as suas mãos. Loki tinha bloqueado a telecomunicação de Mjolnir e Thor.

- Vamos ver – dizia Loki –, como ele se sai, sem o seu precioso Martelo.

Logo vem o gigante para acabar, com que tinha começado. Thor, meio tonto, por causa do impacto vê Sif; desacordada, mas viva. Thor percebe que o gigante vinha em sua direção. Ele pega Sif nos braços, tentando escapar para leva-la, para um lugar mais seguro, longe do gigante. Ele a coloca e a esconde, em uma biga vazia que estava virada por causa dos ataques. Thor espera que isso a mantenha segura. Ele vê; pela ultima vez, o belo rosto de sua amada; acariciando o seu rosto. Com o seu gesto, ele demonstra o seu amor por Sif. Thor volta para a luta, entre ele e o gigante. Agora ele estava sem seu martelo, Mjolnir. Thor só contava com a sua superforça, que era concedida pelo cinto, Megingjord[11] e as luvas Járngreipr que lhe dava firmezas na mão. O cinto fazia uma conexão entre Thor e Mjolnir, fazendo o manejar o martelo, com mais facilidade. O gigante volta a atacar Thor. Rapidamente, ele se desvia de seus ataques, utilizando da sua velocidade. O tacape atinge o chão, em vez de Thor. Ele desaparece e os gigantes tenta encontrá-lo, reaparecendo, em cima do tacape, onde ele cai diretamente, como mágica. Ele corre pelo tacape; que ainda está no chão e pelo braço do gigante, que segurava o tacape. Ia em direção à face do gigante, e com seu punho, o golpeia com um ataque frontal, fazendo o gigante cair ao chão, ficando inconscientemente. Enquanto Thor estava distraído, lutando com o gigante, sorrateiramente, Jormungand se aproxima.

A serpente Jormungand, se prepara para dar o bote. Nesta hora, Jormungand atira seu veneno. Thor, após ter derrubado o gigante é atingindo, pela fumaça de veneno, sendo intoxicado. Ele cai no chão, sufocado com a fumaça, tossia muito, seu corpo estava ficando gelado e sentia muito frio. A sua visão estava embaçada, não enxergava a serpente de Midgard, a sua frente. Ele cai no chão, desmaiando. Loki vê que Thor foi atingido e fica satisfeito,

-Agora é questão de tempo, para a sua morte, Thor. Não ira se salvar do veneno de Jormungand.

Sif acorda um pouco tonta, por causa do impacto e vê que Thor, que está caído e que Jormungand está preste a engoli-lo. Ela se levanta, recupera as forças, saca a sua espada e vai até Thor, para proteger o seu amado. Sif salta em direção à cabeça de Jormungand, golpeando-a com sua espada.

-Se afaste do meu marido, criatura maldita! – exclamava Sif

Jormungand a ataca. Ela tenta se defender de todas as maneiras, com suas habilidades de acrobacia e de combate, com sua espada. Sif não é párea para Jormungand. Ela é apanhada por Jormungand, que a envolve em seu corpo, sufocando-a e quebrando os ossos do seu corpo. Thor, muito fraco e tonto, por causa do veneno, quase perdendo os sentidos, vê o que Sif está sendo morta, por Jormungand. Ele tenta se levantar, querendo arrumar força para salvá-la. Jormungand aperta cada vez mais, estrangulando Sif. Desesperado, Thor vê o sua esposa sendo assassinada. Thor pede forças a seus antepassados pela ultima vez. –Buri, Bor; dê-me forças. De repente, Thor se levanta e diz;

- Mjolnir, venha até mim!

O martelo não respondia. Mais uma vez Thor se concentrar emana todo a sua aura mística e diz;

- Mjolnir, venha até mim! – gritava Thor

O martelo obedece e vai até ele. Loki vê Thor de pé, com Mjolnir e não acredita.

-Mas como? Ele ainda esta de pé, e com Mjolnir! Impossível!

Thor voa para o alto, com Mjolnir, ganhando altura. Ao chegar a uma determinada altura, ele mergulha em direção à serpente; em uma grande velocidade, caindo em cima de sua cabeça.

Thor golpeia a cabeça da serpente com o Mjolnir; com todas as suas forças que lhe restavam. A Serpente Jormungand sente o choque de raios trovejantes e ensurdecedor, em sua cabeça. Ela solta o corpo de Sif, já morta caindo no chão. Thor ainda em pé, sente que suas forças estão lhe deixando. Ele cai de joelhos, por causa do veneno, que o consome todo o seu corpo. Mesmo sendo imortal, não tinha como ser salvo, nem mesmo pelas maçãs de Induna. Thor acabou morrendo, feliz e satisfeito com a sua missão cumprida. Naquele momento morria um dos mais bravos, forte e respeitado heróis que já existiu. Todos sentiam a sua morte e despertava a fúria nos guerreiros, que lá estavam. Thor era muito admirado por todos! Loki viu a morte de seu irmão, morto por sua cria. Sentiu uma profunda alegria pela sua morte. Ele comemora, ao dar uma grande e alta gargalhada. Gozando de felicidade pela morte de seu irmão.

-Morreu! – dizia Loki rindo – Ele morreu! – e continuava a dar a sua gargalhada – Pobre irmão! Morreu por Asgard, mas que idiota, era tão bom, que acabou morrendo. Loki aumentava o tom de sua gargalhada – Eu sim sou forte, acabei vencendo você, irmão. Logo, o trono de Asgard será meu! – Loki dizia confiante dando a sua gargalhada macabra.

Odin lutava contra Fenrir, e na hora viu a morte de seu filho querido.

- Não, Thor! – Gritava Odin, golpeado com sua espada, a face de Fenrir o derrubando. Odin corre em direção ao corpo do filho, o pegando em seus braços, chorando pela sua morte. Odin deu em seguida um grito, que se ouvia em todos os noves mundos.

Odin levantou-se; deprimido, sem vontade de lutar. Fica de pé, indo em direção, à Loki. Jogava a sua espada no chão, olhando diretamente para Loki. Com o seu olhar de tristeza e decepção, como quem se culpa, por ter criado um monstro. Loki do outro lado olha para Odin, com olhar de deboche; sorrindo, Loki já se sentia vitorioso com a morte de seu irmão.

- Pai! – dizia Loki – Foi vossa majestade, quem matou a seus filhos. Se não tivesse me banido, tivesse feito de mim o seu preferido; jamais Thor teria morrido e essa guerra, nunca aconteceria.

- Você não entendeu mesmo! – dizia Odin a Loki – Amava todos vocês por igual. Não tinha preferência. Balder e Thor eram sim, os mais indicados a assumir o trono, pelas suas qualidades. Se você não tivesse inveja e maldade, em seu coração; poderia assumir o trono de Asgard. Mas é ambicioso e ganancioso para assumir o trono de Asgard. Tenho pena de você, meu filho e mesmo assim, não consigo te odiar.

Logo atrás de Odin está Fenrir; pronto para atacar.

Odin sente o bafo quente, que fungava atrás dele. Ele se vira e vê Fenrir; babando, pronto para o ataque; querendo saciar sua sede de vingança e de sangue. Odin, não mais disposto a lutar, se entrega para a morte. Fenrir o devora, arrancando-o o seu corpo pela metade, o mastigando e o engolido.

Fenrir, após ter devorado Odin; uiva em sinal de comemoração e vitória.

Loki não ri, fica pensativo nas palavras que ouviu de seu pai. Uma lágrima cai de seus olhos, em sinal de arrependimento.

- Não queria que sentisse pena de mim. – dizia Loki, a Odin que já estava morto. – O que eu queria é... Que o senhor, se orgulhasse de mim.

Passando esse momento temporário de tristeza e talvez até de arrependimento, Loki e Fenrir seguiam para Asgard, junto de suas Tropas.

Naquele momento, as forças das Trevas estavam na vantagem, vencendo a batalha, Loki já se achava vitorioso.

-Vamos tomar o Palácio Valaskjálf, quero sentar logo em meu trono.

As tropas iam à frente; logo em seguida, vinham Fenrir e Loki em sua biga; puxado por lobos gigantes. Uma das valkirias vai até o Palácio Valaskjálf, para avisar sobre a morte de Odin e Thor. Ao chegar ao palácio, a valkiria vai até Vidar para lhe dar a noticia.

-Milorde Vidar, trago noticias.

-Diga mulher!

Com o olhar triste e lagrimejando, a sua voz não saia. Embora as valkirias fossem guerreiras fortes, nunca demonstram seus sentimentos, ela chorava, com profunda tristeza.

Vidar grita com ela, exigindo uma resposta,

-Diga-me de uma vez mulher, o que aconteceu!

Aos prantos ela dizia,

- Milorde, Thor e nosso querido senhor, Odin... Foram mortos!

Vidar fica pasmo, com a notícia dada.

-Como... Mortos! Eles são Thor e Odin, eles não podem estar mortos.

Vidar vê a morte de seu pai e de seu irmão, mortos em batalha, pela esfera mágica que a valkiria mostra. Vidar decide agir, tomando o comando das forças de Asgard e os liderando para a última, batalha.

- Loki não pode ficar com o trono de Asgard. Nem que eu me sacrifique também, mas não permitirei que ele tome posse. Organize as tropas, vamos em direção a Loki e suas crias!

Outro soldado o informa que Loki, já está dentro da cidade de Asgard.

- Loki está nos domínios de Asgard, com o seu exercito.

- Perfeito! Vai nos poupar tempo, de ir atrás de sua carcaça. Vamos em frente, ele ainda não ganhou essa guerra!

Vidar, junto com seu exército vai em direção as tropas de Loki. Enquanto isso, na cidadela de Asgard, os quatro jovens aesires, filhos de Thor estavam escondidos, entre os becos da cidadela. Eles preparavam um ataque surpresa a HellHella. Ela tenta os encontrar, fazendo uma devastação, com seus poderes mágicos,

- Onde estão vocês, priminhos? Vamos! Apareçam! Quero muito brincar, com vocês.

- Vamos! – dizia Uller – Ao meu sinal, iremos atacar todos juntos, e a derrotaremos.

HellHella insistia em procurá-los.

- Eu sei que vocês estão escondidos.

Uller da o sinal,

-Agora! – gritava Uller

Thrud aparece com o poder, dos elementos. Ela cria uma nevoa densa, inibindo a visão da senhora da morte. Em meio à névoa surge Magni; saltando em direção a HellHella, com sua luva de ferro; atingindo ao chão, criando uma grande reação em cadeia; a jogando para trás, com a força do impacto. HellHella prepara para atacar. Uller lança as suas flechas de luzes, em direção a HellHella; atingindo-a, desarmando-a; antes mesmo que, ela contra-ataque. Magni arremessa Modi, para dar o golpe final, com sua espada.

-Morra bruxa! – gritava Modi

Mas antes que ele possa atingi-la; Modi é atingido por uma rajada de energia, lançada por Loki; o arremessando para longe de HellHella.

- Essa é a defesa de Asgard? – perguntava Loki – Essas pobres crianças, filhos de meu falecido irmão, Thor.

Logo os jovens aesires, ficam surpresos com o Loki,

-Então esse é Loki. –constatava Uller

- O irmão de nosso pai. – concluía Thrud

- Onde está nosso pai? – pergunta Magni a Loki

- Ele disse... Falecido irmão! – concluía Modi

Loki sorri, com o seu olhar penetrante de felicidade, pela morte de seu invejado irmão.

- O pai de vocês lutou bravamente, até matou uma de minhas crias, mas ele caiu junto com ela, e sua linda e amada esposa, mãe de vocês, também.

- Isto é mentira! – dizia Modi o afrontando – Ele é Thor, o aesir do Trovão!

Thrud e Magni também diziam apoiando ao irmão.

- Isso mesmo! Ele Thor, não morreria facilmente.

Uller olha para alguns guerreiros de Asgard, que recuaram para cidadela e vê em seu rosto, a confirmação de Loki.

- E verdade – dizia Uller –, nosso pai e nossa mãe, estão mortos!

- Pobres crianças! – dizia Loki e tom sarcástico – Não se preocupem logo vocês vão vê-los.

Mais uma vez, ele deu a sua gargalha. As forças das trevas se preparavam para atacar, os jovens aesires. Fenrir era quem estava à frente das tropas, com seu rosnado, querendo mais sangue. HellHella recuava, por estar, muito ferida. Os jovens aesires ficam acuados, pelos seus inimigos. Quando as forças das trevas se preparam para atacar, aparece o restante do exercito de Asgard, liderados por Vidar.

Capítulo 5

Loki vê a tropa de Asgard, a sua frente, liderada por Vidar.

- Ora, ora, ora! – dizia Loki para o seu irmão Vidar – O meu irmão caçula liderando as tropas. Não me diga que és tu quem será o novo herdeiro. Já que nosso pai; Odin, Balder e Thor foram mortos.

- Loki! – respondia Vidar – Não entregarei Asgard, a você e nem as tuas crias. Nem que seja, a última coisa a fazer nesta vida. Lutarei até o fim; por Odin, Balder, Thor e todos que morreram nesta guerra.

- Querido irmão, não sejas ingênuo! Tenho uma proposta a lhe fazer. Junte-se a mim, e governaremos não só Asgard, mas todos os nove mundos. Seja sábio eu e tu no poder, sendo reverenciados e temidos por todos os nove mundos. Juntos, seriamos invencíveis.

Após ouvir a proposta tentadora do irmão, Vidar a recusa por ter bom caráter.

- Jamais me uniria a você! A um filho e um irmão, ingrato e traidor. Por causa da sua ambição pelo poder, matou o próprio pai e os irmãos. Não entendo como não consegue sentir, nenhum pouco de remorso.

Loki ouviu as palavras de Vidar, com aquele semblante sério. Voltava a ter; por menor que seja, aquele arrependimento de quando ouviu as palavras de seu pai, Odin; antes de morrer.

- A culpa foi de nosso pai Odin! – dizia Loki a Vidar - Ele preferia Balder e Thor para serem os herdeiros ao trono, eram os filhos perfeitos e queridos. Você sabe muito bem, o que estou dizendo, irmão. Você também não era o preferido, assim com eu.

- Você não entende mesmo – dizia Vidar –, nosso pai nos amava! Assim como amava Thor e Balder, amava você e eu por igual. Você é que nunca entendeu isso. Balder e Thor eram realmente os preferidos ao trono, por causa de suas qualidades. Eu também não entendia, mas com o tempo, eu vi em Balder; a sua bondade e sua justiça, com todos os súditos de Asgard e com os homens de Midgard; e Thor, o que ele fazia para este povo, por Asgard e pelos mortais de Midgard, quando lutavam contra nossos inimigos, os gigantes. Eles os protegiam, mesmo que custasse a sua vida. Passei a respeitá-los e admirá-los e finalmente entendi por que, eles eram os preferidos para assumir o trono. O amor de nosso pai não era menor ou maior, tanto por mim ou por você, por Balder e por Thor.

Loki fica com fúria do discurso moralista de Vidar.

- Chega! – Loki o interrompe – Se for isto, que você vê e entende. Não me resta alternativa. Mandarei você também para junto deles. Ataquem todos! – Ordenava Loki as suas tropas.

As tropas restantes de Asgard se preparavam para defender o reino, pela última vez.

Os jovens aesires, filhos de Thor também se junta para lutarem.

-Lutaremos também para defender Asgard, em nome de nosso Rei, Odin e nosso pai, Thor.

Então, vamos! – gritava Vidar – Em nome de Asgard!

Todos gritam em resposta a Vidar

- Em nome de Asgard! – gritavam todos os asgardianos.

A luta iniciava. A luz contra as trevas em sua batalha final.

Muitas mortes surgiam de ambos os lados. Magni; com sua luva de ferro, derrotava muitos inimigos. Os dragões no céu de Asgard atacavam cuspindo fogo, incendiando todo o reino. Thrud; com seu poder, invocam a tempestade com seus raios, trovões e chuvas; para apagar os focos de incêndios. As nuvens escuras se formavam e eram lançados raios, em cima dos dragões e nos nibelungos que neles, estavam montados. Modi; com sua espada e agilidade, matava todos os nibelungos, que ali estavam. Uller; com seu arco, atirava suas flechas contra os inimigos, que vinham em suas montarias; fazendo os cair. Vidar; por sua vez, derrubava todos com sua espada; os golpeando, e indo em direção à Loki, que estava protegido por Fenrir e HellHella. HellHella atacava com sua magia, em cima dos soldados os transformando em cinzas. Fenrir, por sua vez, devorava todos que estava ali. Loki, com sua magia, também matava muitos guerreiros imortais asgardianos.

Longe dali, na Ponte Bifrost, estava Heimdall, ferido gravemente por Loki. Ele se rastejava e se levantava, se apoiando em sua lança, indo em direção, à Asgard.

- Não posso morrer aqui. – dizia Heimdall a sim mesmo – Preciso voltar e lutar. Não posso decepcionar o meu senhor, Odin.

Heimdall vai até Asgard, seguindo a ponte Bifrost – mesmo ferido – ele caminhava para batalha. A batalha final chegava ao seu clímax.

-Precisamos tirá-los, da cidadela – dizia Vidar –. Empurre-os para fora dos muros!

A tropa avança, os empurrando para fora do reino. A intenção era mandar de volta, à ponte Bifrost. As forças de Loki recuavam, até chegar aos portões. Loki ordenava aos poucos gigantes, que restara para atacar as tropas asgardianas.

-Gigantes, esmague-os! – ordenava Loki

Quando um Gigante tentava esmagá-los, com seu enorme pé. Magni, que estava no meio do exército, segura o seu enorme pé, impedindo que o esmague ele a os demais guerreiros. O gigante, acha estranho e percebe que algo o impede. Com sua força, Magni o empurrou em cima das tropas de Loki, fazendo cair acima deles. Há outros gigantes que também avançam. Uller atira suas flechas, em direção aos olhos dos gigantes, os cegando. Modi, com sua astucia e os outros guerreiros, amarraram cordas, em seus pés.

Puxem com força! – ordenava Modi às tropas asgardianas – Vamos lá, puxem!

Fazendo outros dois gigantes, caírem sobre o chão. Vidar avança em direção a Loki, o surpreendendo, mas Fenrir está lá, para protegê-lo.

Fenrir via Vidar, e não via a hora de devorá-lo, assim como fez com Odin.

-Mais um para saciar, a minha sede de sangue. – dizia Fenrir

-Tu não terás a mesma sorte, outra vez, besta maldita! – respondia Vidar

Fenrir rosnando e babando, encarava Vidar. Do outro lado, Vidar encarava com olhar de ódio, querendo vingar a morte de seu pai. Fenrir era muito grande, entre todos os lobos, ele era o maior. Media cinco metros de comprimento e três metros de altura. A sua boca, tinha dois metro de comprimento – quando fechada – e quatro metros, aberta. Podia engolir um ser humano, de uma só vez. Fenrir se prepara para atacar. Vidar, querendo vingar a morte de seu pai, não se importava com que podia acontecer, consigo. Ele era habilidoso nas lutas, tanto com espadas, quanto desarmado. Já matou muitos dragões, gigantes e feras monstruosas. Mas Fenrir, não era como as essas feras que ele já tinha enfrentado. Teria que usar a sabedoria, em vez da força. Vidar tinha uma estratégia para derrotar Fenrir. Estava esperando o momento certo para surpreendê-lo. Vidar abaixou sua guarda, guardou a sua espada na bainha. Fenrir viu Vidar abaixar a guarda e estranha sua atitude.

-Esta querendo se entregar. – dizia Fenrir – Morra como um covarde!

Vidar se prepara para uma missão suicida. Ele corre em direção a Fenrir. Loki vê a atitude suicida e acha que Vidar, enlouqueceu.

-Tolo, queres mesmo morrer? Muito bem! Que seja feita, a tua vontade. – dizia Loki, antes de engolido por Fenrir.

Em nome de Asgard! – gritava Vidar, enquanto corria direto para a boca de Fenrir.

Fenrir abre sua enorme boca, pronto a engolir Vidar. Vidar pula, diretamente para dentro da boca de Fenrir. Todos que estão no local se espantam, com a atitude louca de Vidar. Fenrir, após ter engolido Vidar, se vira e olha para Loki de repente, em seu olhar, Fenrir mostra que algo não esta certo, como se ele tivesse comido algo que não fizesse bem. Sentia-se, indigesto. Sentia uma dor por dentro, como algo querendo sair. Logo se via a espada de Vidar, atingir o coração de Fenrir, o furando de dentro para fora.

Loki com olhar de espanto via a sua cria, sendo morta.

-Vidar ainda vive! – dizia Loki espantado com o irmão

A espada corta Fenrir, do coração até o maxilar. Ao cortar, Vidar sai de dentro da fera, todo coberto de sangue. Com satisfação, ele grita em tom de comemoração.

Loki acha surpreendente, a sua sagacidade.

-Vidar! – Loki elogia – Não deviria tê-lo subestimado.

Fora do reino de Asgard; chegando a Ponte Bifrost, HellHella aconselha seu pai, a recuar.

- Vamos voltar para Jotunheim, estamos perdendo esta guerra.

-Cala-se! – respondia Loki – Não vou recuar, estou tão perto da minha vitória.

Atrás de Vidar, estavam os jovens aesires e o que restava do exercito de Asgard.

- Desista Loki! – gritava Vidar para Loki – Vocês perderam!

-Nunca! – respondia Loki

Thrud invoca os ventos, para afastar os seres das trevas; fazendo todos recuarem para a ponte Bifrost. HellHella vê que a luta está perdida e desaparece, em uma cortina de sombras, voltando para o seu reino em Niflheim.

- Sua traidora covarde! – dizia Loki – Volte aqui!

- Ela puxou ao pai, no aspecto traição e covardia. – dizia Vidar

Já em cima de Bifrost, eles continuavam a recuar. Restavam poucos no exercito das trevas. Todos eles eram deixados, bem aonde queriam. Vidar pede a todos, voltem ao inicio da ponte. Loki se entender, viu que as tropas de Asgard, estavam recuando. Ele vê a chance de voltar para Jotunheim.

– Vamos voltar. – dizia Loki

De repente, Loki é apunhalado pelas costas por uma lança, que lhe atravessava e que lhe foi atirada. Com a sua expressão de dor e agonia, do golpe tomado, Loki se ajoelha. Ao olhar para trás, Loki tem uma surpresa. Ele vê Heimdall.

Heimdall estava vivo, para surpresa de todos. Vidar tem muita alegria em vê-lo, porém percebe que ele está muito ferido.

- Quando você matar seu oponente. – dizia Heimdall à Loki que estava a uma pequena distancia do outro lado da ponte Bisfrot– Tenha certeza, que ele realmente esteja morto.

Loki geme de dor, pela apunhalada; não esperava que Heimdall sobrevivesse ao seu ataque. Ele; com suas últimas forças, se levanta e sai da biga. Olha para Heimdall, com olhar de fúria, o amaldiçoando. Ele vai para o meio de sua tropa. Os nibelungos, gigantes e trolls restantes abrem caminho, para ele passar. Ao longe, Vidar olha para Loki, ferido mortalmente, satisfeito por ter feito justiça. Loki cai morto, no meio de sua de suas tropas, bem em cima da ponte Bifrost.

Heimdall também não resiste aos ferimentos, e perece sobre a ponte, a qual guardava com sua vida. O aesir guardião da ponte arco-íris morreu, com sua missão cumprida.

Muito bem, amigo! – dizia Vidar em honra a memória de Heimdall – Você guardou Bifrost até o fim. Tenha uma morte honrada e descanse em paz! Asgard lhe agradece.

Vidar ordena Thrud, que destruía a ponte Bifrost, com sua tempestade de raios e trovões.

- Thrud faça o que tenha que fazer, destrua a ponte Bifrost!

Thrud voa para os céus de Asgard para agir.

- Eu invoco; Os raios, trovões e a tempestade!

Nuvens negras se formam, com trovejo e raios, que caem diretamente na ponte Bifrost, destruindo-a. Logo abaixo da ponte, está o poço das nornas dá direto ao abismo Ginnungagap, a parte interna da Yggdrasil, que leva para a terra do submundo Helgard. As tropas das trevas restantes caem para dentro do abismo. Asgard vence a guerra, dando fim ao Ragnarok.

Capitulo 6

Um novo tempo de paz chega a Asgard e a Midgard, a terra dos mortais. São feitas homenagens, aos grandes guerreiros, que morreram em batalha, inclusive a Thor e Odin e outros mais. Foram construídas enormes estátuas, em homenagens a eles. Vidar e todos em Asgard ajoelham-se, em frente às estátuas, prestando os seus sentimentos, em suas memórias. Uma enorme pedra é gravada em runas; a antiga inscrição nórdica, os nomes de todos os guerreiros mortos em batalha. A pedra é colocada na praça principal de Asgard.

Uma nova era chega a Asgard. Surgia com o seu novo senhor, para olhar por Asgard, e pelos mortais de Midgard, Vidar. Ele era o novo líder de Asgard.

Com a morte de Odin, Loki e Thor, ele era o próximo, à sucessão do reino de Asgard. Vidar Governou por muitos anos, mantendo a ordem e alianças entre Vanaheim, à terra dos vanires[12], Alfheim; a terra dos elfos[13] e nas minas dos anões Nivadellir, que fica no subsolo de Asgard.

Magni e Modi eram os sucessores de seu pai Thor, e com isso, se tornaram os herdeiros do martelo Mjolnir, umas das armas mais poderosas deste Universo. Mjolnir foi forjado pelos anões ferreiros, conhecidos por, Brokk e Eitri. Essa arma, assim como outras armas dos aesires, foi forjada, com o metal mágico. Este metal mágico era conhecido como, metal Gram, que é encontrado somente no subterrâneo de Asgard, nas minas Nivadellir. Mjolnir foi feito, a pedido de Odin para dar a Thor, caso ele merecesse. O martelo era tão pesado, que com seu impacto, fazia uma grande devastação. Ele tinha o poder de controlar o clima, e também dava o dom de voar, quem o empunhava devido o poder de controlar os ventos. Muitos diziam que quando esbravejassem os trovões, em tempestade, era Thor usando Mjolnir na luta contra os gigantes e seres malévolos. Muitos queriam para si, mas Mjolnir tinha um encanto. O próprio martelo tem vida própria. Ele é quem decide quem irá empulhá-lo e aceitá-lo como seu companheiro. Odin disse para Thor, que ele teria que passar em alguns testes para ser aceito, por Mjolnir. Esses testes eram conhecidos como, o teste do guerreiro de coração puro. Eram compostos por três testes; Bravura, Resistência e Altruísmo. Thor foi aprovado neste teste, mostrou muita bravura, na luta contra os Gigantes de Gelo. Resistiu a muitas tentações, imposta por Loki e Freya, a vanir do amor, que sempre o seduzia para conquistar seu amor. Mas Thor amava Sif e por isso, sempre resistiu aos seus encantos. O ultimo testes, foi o teste do altruísmo, graças ao amor que sentia por Sif, Thor conseguiu passar no teste. Sif tinha sido vítima da maldade de Loki. Os seus cabelos eram negros como a noite, mas foram cortados, deixando-a totalmente, com a cabeça nua. Sif ficou triste, não queria mais ser vista por ninguém. Thor foi ao seu encontro, mas ela não queria vê-lo, por causa de sua aparência, e isto, a deixava muito triste. Para alegrar o seu coração, Thor foi para as minas de Nivadellir, que ficava nos subsolo de Asgard, aonde se encontram os anãos ferreiros. Nivadellir era cheia de perigos, com, Trolls, Dragões e muitas Armadilhas. Após passar por todos os perigos de Nivadellir, ele pede para que os anões ferreiros, Eitri e Brokk venham para Asgard, e faça uma nova cabeleira para Sif. Chegando a Asgard, os anões fazem sua cabeleira, com os raios solares, fazendo fios de cabelos dourados e enraizando no couro da cabeça de Sif. Só assim, Sif ficou alegre e continuava a ser, uma das mais belas aesires. Cumprindo todas as provas imposta por Odin, Thor foi merecedor de Mjolnir. Foi feito também e dado a ele, o cinto Megingjord e as luvas de Ferro Járngreipr. Este cinto de ouro dava uma superforça, a quem usava. Com Megingjord, Thor podia levantar toneladas, dando também, velocidade e resistência. Assim Thor poderia levantar e usar Mjolnir sem dificuldades. Járngreipr dava firmezas nas mãos ajudando a Thor a manusear Mjolnir. Mjolnir, Megingjord e Járngreipr tem uma conexão entre eles, dando poderes incríveis, jamais vistos antes, a quem os usavas. Com a morte de Thor, Mjolnir, Meingjord e Járngreipr foram deixados de herança a dois de seus filhos, Magni o aesir da força e Modi, o aesir da coragem. Mas Mjolnir os recusou como companheiros. Não eram dignos de empulhá-lo. Logo, sugeria um terceiro candidato, que não estava entre os filhos de Thor.

Thrud e Asthor caminhavam e pelo palácio, enquanto continuava a contar a história de Asgard. Eles chegam a uma, sala onde na porta tinha os mesmo soldados vestidos com trajes medievais, que Asthor tinha encontrado pela primeira vez, que guardavam a entrada deste salão. As portas se abrem automaticamente, para que Thrud e Asthor entrem no salão. Dentro salão está repleto de relíquias, pinturas, esculturas e armas medievais. Este salão nada mais era um museu de história, onde mostra toda a história de Asgard. Em todo o salão havia uma estatua, que particularmente chamavam atenção de Asthor e Thrud. Ela estava no fundo do salão, com a imagem de um guerreiro, grande e forte. Ele usava um elmo, com asas nas laterais, a roupa medieval, dando aquela imagem divina e imponente e tinha uma barba comprida. Asthor olhava para os olhos, daquela escultura e via que os olhos dela, o encaravam e Asthor pensava,

Seria aquele, que tanto a ela, fala. - Asthor pensava - Seria esse... Thor.

Thrud agora em silêncio, se dirige a estátua imponente.

Siga-me! – ordenava Thrud.

Asthor estava confuso. Segui-la, mas para onde só havia a estátua do guerreiro a sua frente.

- Tá, mas te seguir para onde?– pergunta Asthor

Thrud continuava a olhar diretamente para estátua. A estátua segurava um martelo de pedra. Asthor não tinha mais dúvidas, aquela estátua era Thor, o aesir do trovão. Thrud tocou e segurou no cabo do martelo de pedra, que a estátua segurava. O martelo era uma alavanca, Thrud direciona para abaixo. De repente, um barulho vindo da estatua. Ela se partia ao meio. A estátua nada mais era, que uma porta que dava passagem a uma câmara secreta.

Quero lhe mostra algo. –dizia Thrud, após abrir a passagem para essa câmara.

Thrud pegou uma tocha, que estava pendurada na parede do corredor da câmara, e logo após a entrada da câmara havia dois recipientes com fogueiras, que nunca se apagavam, era uma espécie de fogo mágico, que iluminava apenas o começo da entrada da câmara secreta. Thrud acende uma das tochas, soltando raios elétricos pelas mãos, deixando Asthor impressionado. Ela vai em frente, seguindo o corredor escuro. Asthor vê que está muito escura, para dentro da câmara. Ele pega uma tocha, acende no recipiente de fogo para poder enxergar, e corre atrás de Thrud para ver o que ela tem para lhe mostrar. Embora Asthor achasse tudo àquilo, loucura;

“A história do Ragnarok, ele ter vindo para Asgard, e o que ele tinha afinal, tinha a ver com tudo aquilo. Afinal, ele tinha morrido? Poderia voltar para casa?”

Mesmo assim, ele queria ir até o fim desta história. Pensava uma maneira de voltar para casa, para junto de seu pai, para ver se estava tudo bem com ele. Seu pai deveria estar preocupado, pensado que Asthor estivesse morto. O corredor era escuro, frio e cheirava a mofo. Um caminho cheio de teias de aranhas, ratos e muita poeira.

Nossa! Deve fazer milênios, que não faz uma faxina neste corredor. – Pensava Asthor a respeito da câmara.

Alcançando o destino, eles chegam ao um lugar; fechado, sem saída; parecia mais uma espécie de cofre. O chão tinha muitas joias e muito ouro e prata, logo se via dunas de moedas de ouro e pedras preciosas.

- Ouhhh! Então é Aqui, que está o tesouro escondido. – ironiza Asthor

- Sim. – responde Thrud – Aqui se encontra todo o tesouro de Asgard.

- Por acaso não há nenhum tipo de cão, ou monstro como por um dragão por aqui para guardar todo esse tesouro.

Não, porque teria um dragão aqui? - Pergunta Thrud estranhando

- Por nada! Eu preciso parar de ler livros e assistir filmes de fantasias.

Seguindo mais a frente, via-se um caminho aos meios de ouro e joias.

Asthor pensava em pegar algumas moedas de ouro e algumas pedras preciosas. Como havia muitas, Asthor achava que ninguém sentiria falta.

Se pegar algum, resolveria todos os meus problemas financeiros. – pensava Asthor a respeito – Acho que ninguém vai sentir falta.

Asthor se abaixa para pegar e colocar nos bolsos, mas logo é interrompido por Thrud.

- Se eu fosse você, não faria isto. – adverte Thrud

Thrud tirou um dos seus brincos de prata; que ela usava, e jogou em direção ao mar de ouro, joias e prata. Uma energia se manifestou como magia, transformando o brinco de prata, em cinzas.

Asthor se impressiona cada vez mais.

- Isso que é segurança! – dizia espantado.

Vamos! –Thrud dizia em tom autoritário – O que nos trouxe até aqui, está mais a frente.

Asthor a seguiu, sem questionar, até que eles chegam a uma entrada, que dava acesso, a outra câmara, cheio de armas. Ele vê; em cima de um púlpito de pedra; que ficava no centro da câmara um martelo de ferro.

Em outro púlpito; mais abaixo, a direita um cinto de ouro e a esquerda outro púlpito com luvas de ferros em cima. Em toda câmara contem diversas armas.

-Aqui está – revelava Thrud –, o que viemos ver. O martelo Mjolnir, o cinto Meingjord e as luvas de ferro Járngreipr.

Asthor não fica tão impressionado, com os artefatos.

-Então esse que é o famoso martelo, Mjolnir. – dizia Asthor desdenhando o martelo

Thrud assentiu.

- Ta me dizendo que este martelo de ferro; empoeirado, enferrujado; pertenceu ao deus do trovão, Thor.

- Isso mesmo, esse é Mjolnir. – assentia Thrud.

Thrud se lembra do dia, em que Mjolnir apareceu em frente a ela, e a seus irmãos e o antecessor do trono Vidar. Mjolnir projetava a imagem de Thor, informando o destino de cada um deles.

Meus filhos, Magni e Modi. - dizia Thor deixando os surpresos.

-Pai! – respondia Magni e Modi

-Venho por meio de Mjolnir, indicá-los para se tornarem o novo aesir do trovão e continuar o meu legado. Ambos terão que prestar os testes do guerreiro de puro coração; Bravura, resistência e altruísmo.

Passando pelos testes, se tornará meu sucessor. Se ambos passarem, terão de duelar entre si, e disputar para ver quem levantará Mjolnir. Deixo este legado a vocês.

Capitulo 7

Vidar já esperava a indicação de, Modi e Magni para serem os seus sucessores, ao legado de Thor; devido ao perfil, que ambos têm para ser o mais novo aesir do Trovão.

-Magni e Modi são os candidatos para ser, o sucessor de Thor. – dizia Vidar, e decide referente aos outros dois filhos de Thor – Uller!

Majestade! – respondia Uller

- Será meu conselheiro e meu assessor direto. Thrud! - chamava a atenção dela

Ela prontamente fica atenta com a posição, que terá no novo reinado de Asgard.

-Quero que seja a minha sucessora!

Thrud fica surpresa, não só ela, como os seus irmãos, também ficam surpresos, devido pronunciação de Vidar.

- Como? – dizia Modi

- Thrud! – espantado dizia Magni

Uller em silencio aceitava e concordava com a decisão de Vidar

- Grande Vidar! – dizia Thrud – Eu serei a sua sucessora, mas acho que eu não tenho capacidade para assumir, tamanha responsabilidade.

- Sim, tu terás. – respondia Vidar – Quero que aprendas a se tornares uma verdadeira Líder. Eu te mandarei a Midgard, para aprenderes mais sobre os mortais.

Thrud não poderia recusar, seria uma desfeita para Vidar. Era uma grande honrar, em se líder de Asgard. Era sem dúvidas, uma proposta tentadora. Além de Thrud ficar surpresa, com a proposta, ela fica intrigada, com a ordem de visitar Midgard.

- Que seja feita a tua vontade, Grande Vidar. – aceitava a condição imposta humildemente – Mas por que preciso ir à Midgard, meu senhor; após tanto tempo, sem contato com os mortais; muito nos esqueceram.

- Grande Odin e Thor, sempre protegeram Midgard e os mortais, eles gostariam que continuassem a protegê-los, mas precisamos saber se são dignos de nossa proteção. Por isso, quero que vá a Midgard e viaje pelo tempo e espaço das eras e verifique se são dignos de proteção.

- Como queiras; grande Vidar. – acata Thrud obedientemente.

- Espero que essa minhas decisões – dizia Vidar –, não tenha questionamento e que a inveja, não toques os vossos corações, assim como tocastes meu irmão mais velho, Loki.

Como queira grande Vidar! – dizia Modi – Meu único interesse e se tornar o próximo aesir do Trovão.

- Isso se tu passares em todos os testes e me vencer em duelo - Magni protestava

Percebia-se a disputada de longe, entre Magni e Modi para ver que seria o novo aesir do Trovão e que não estavam, nem um pouco, interessado no trono de Asgard. Após todos serem colocados, em suas determinadas posições, Asgard continuara a convocar grandes guerreiros honrados, mortos em batalha para a chegada do próximo Ragnarok, que se renova a cada milênio.

Após Vidar assumir o poder ele mostra a todos, que Asgard ainda continuava de pé. Thrud foi para Midgard para aprender mais sobre os mortais. Magni e Modi se preparavam para prestar os testes, para se tornarem o novo aesir do Trovão. Uller estava como conselheiro do rei Vidar e também como assessor dele.

Asthor interrompe Thrud;

- Eu ainda não entendi! – dizia Asthor e perguntava – O que eu tenho a ver com tudo isso?

- Tenha paciência, logo você saberá! – Thrud da continuidade a explicação

Modi e Magni eram os candidatos, ao legado de Thor, mas foram reprovados nos testes. Ambos estavam ansiosos, treinavam com os melhores guerreiros de Asgard. Treinava lutas e técnicas de combates. Em toda Asgard, ambos tinham suas respectivas torcidas para que um deles conseguisse passar nos testes, impostos por Mjolnir. O primeiro a prestar este teste era Modi, o aesir da coragem. Modi não era tão forte, quanto o seu irmão, mas era muito corajoso, combativo e estratégico.

O primeiro teste é o da bravura, Modi vai para a terra dos gigantes, em Jotunheim para matar um gigante de gelo e trazer a prova de sua bravura. Modi monta, em um cavalo alado e vai em direção a Jotunheim. Ele viajava pela ponte Bifrost, aonde dá acesso, ao mundo dos gigantes de gelo. Chegando a Jotunheim, Modi pousa com o seu cavalo alado e sai galopando, pelas terras de gelo. Enquanto galopa, à procura de gigantes, eis que avista dois gigantes de gelo.

- Fostes mais fácil, do que eu esperava! – dizia Modi e chamam a atenção do Gigante – Gigantes de gelo preparassem para ir morrer!

Os gigantes de gelo mediam cerca de 3 a 7 metros, dependendo podiam chegar até 10 metros de comprimento e grande força física, sem falar no sopro gelado que vinha dos seus pulmões frios. Eles atacam Modi, com o seu tacape. Modi e seu cavalo alado voam, antes que o tacape, o acerte. Os gigantes não veem que Modi está acima deles. Modi salta com sua espada empunhada, pronta a golpear. Modi decepa a cabeça de um dos gigantes, com um golpe certeiro que faz a lamina brilhar. A espada lança cortes de luzes, que parte ao meio qualquer coisa, tanto metal, como rochas. O outro gigante vai ao ataque, com o seu machado, tentando o acertar. Mas Modi é rápido, desvia dos ataques, pulando para trás, escapando do ataque do gigante. O gigante investe um novo ataque, com o machado golpeando pela lateral, Modi se abaixa e contra ataca, decepando a mão do gigante, que acaba desistindo da luta e foge. De volta à Asgard, Modi trás dentro de um saco, a cabeça do gigante e mostra a todos; como um troféu, fazendo inveja à Magni.

Mjolnir é meu! – dizia Modi para quem, quisesse ouvir.

-Não conte vitória antes do tempo. – dizia Magni – Ainda faltam mais dois testes, sem falar nos meus testes.

-Vamos lá irmão! – dizia Modi – Me mostre no teste da bravura, o que você pode fazer.

O próximo a prestar esse teste, era Magni, o aesir da força.

Magni era tão forte, quanto seu pai. A sua força foi um dom dado a ele, desde que nascera. Chegou a ter que salvar teu pai que estava debaixo da perna de um gigante; isso com pouquíssima idade, ele conseguiu levantar a perna do gigante para que seu pai saísse. Com o premio, Magni ganhou uma luva de ferro feita do metal Gram, tão poderosa, que podia destruir uma montanha, com apenas um golpe e levantar qualquer coisa, independente do seu peso, inclusive o martelo Mjolnir. Ele sempre vestia para uma batalha. Magni monta em seu grifo, Gullfaxi, que também foi um presente de seu pai e parte para Jotunheim, para a prova de bravura. Magni é o mais forte em Asgard, pode dizer que ele é tão forte quanto, ou até mais, que seu pai. Ele pode levantar toneladas, tem uma grande resistência física, mas não é tão rápido, quanto ao seu irmão, Modi. Isto se dá, pelo seu tamanho de dois metros e meio, que o deixa mais lento. Chegando a Jotunheim, ele avista um grupo de gigantes, caçando. Ele pula do grifo, Gullfaxi, em direção aos gigantes, caindo no meio de deles.

Magni com a sua luva de ferro desafiava os gigantes.

- Quem vai ser o primeiro? – Perguntava Magni

Os gigantes com fome e vendo o tamanho de Magni, pensam que ele poderia ser uma farta refeição para eles. Os gigantes o atacam. Todos foram para cima de Magni, caindo sobre ele, querendo o esmagar. Mas com a sua enorme força, ele os levanta e os arremessam para longe.

-Vão ter que fazer melhor, do que isso. – dizia Magni

O primeiro gigante ataca, com o tacape. Magni destrói o tacape; com um único golpe, com a sua luva de ferro; deixando o gigante abismado. O outro ataca com um enorme martelo, golpeando e arremessando Magni a uma parede de gelo, penetrando-a.

Os gigantes vão até o buraco da parede de gelo para ver Magni. Ele sai de lá, saltando e golpeando um dos gigantes, com sua luva de ferro. Ele pega e um dos pés de um deles e o gira em voltas de trezentos e sessenta graus, o arremessa, para cima dos outros gigantes. Magni avança para cima deles, com toda a sua fúria.

Após lutar com os gigantes, Magni volta – com um enorme saco, que carregava nas costas – para Asgard. O saco continha, três cabeças de gigantes de gelo. Deixando todos em Asgard, impressionados.

Modi fica enciumado, com o desempenho de Magni.

- Preciso me superar na próxima prova. – dizia Modi

- Irmão o Mjolnir já é meu. – dizia Magni fazendo inveja à Modi

-Isso que vamos ver. – respondia Modi – Esqueceu, tem a prova da resistência.

-Eu sei, eu sou o guerreiro mais forte de Asgard. Nenhuma prova é difícil para mim. – dizia Magni

- Quanta Modéstia! – Modi dizia com tom de ironia

A competição entre ambos era muito acirrada e forte.

Capitulo 8

A prova da resistência.

- A prova não é de resistência física. – dizia Uller à Modi e Magni

- O quê? - diziam Magni e Modi juntos e surpresos.

Modi discute com Uller, exigindo explicações.

-Como assim, a prova não é de resistência física.

- A prova é de resistência, às tentações. – explicava Uller – Mjolnir que testar quão você resistente às tentações. Para isso Modi, terá que ira para Svartalfheim, lar do elfos negros.

-Em Svartalfheim? – Modi continua surpreso

- Isso mesmo. Irá pegar o anel dos nibelungos, o anel Andvarinaut[14].

- O anel Andvarinaut! – dizia Modi surpreso

- Quanto retirar o anel, por favor, o mais breve possível fique com ele em suas mãos, coloque-o rapidamente nesta caixa de ferro, feita pelos anões ferreiros. – Explicava Uller

Modi conhecia a lenda do anel e do que ele era capaz de fazer. Mas estava muito confiante.

- Deixa comigo, vou trazer de volta esse anel.

Modi parte com seu cavalo alado, para o mundo escuro de Svartalfheim. Junto de seu cavalo, alado ele percorre poço de Yggdrasil que também dava acesso à terra de Svartalfheim onde era encoberto por nuvens escuras aonde os raios solares nunca alcançavam, Svartalfheim ficam abaixo de Midgard. Ao chegar Svartalfheim, Modi discretamente, junto de seu cavalo alado pousam, em cima de um morro. Abaixo, ele vê o reino de Svartalfheim, lar dos elfos negro. Uma cidadela sombria e escura, com várias tocas, e ao fundo, um enorme e medonho castelo.

Ele deixa seu cavalo, aposto, em cima desse morro e segue sozinho e se infiltra no castelo dos elfos negros, discretamente, graças ao treinamento de espionagem.

Os elfos negros eram conhecidos também, como elfos da noite, são criaturas do mal, dizem que elas são responsáveis, pelos pesadelos e influência negativa nos humanos. Modi usa uma capa, com capuz preto mágico, que dá o dom da invisibilidade confeccionado pelos magos de Asgard. Modi já invisível se mistura entre os elfos negros, indo em direção castelo de Svartalfheim. Modi é um guerreiro muito habilidoso, um ótimo espião, podia entrar em lugares, sem ser notado. Modi entra no castelo e vai até a sala do trono que fica nos andares superiores do castelo. Na sala do trono esta o rei Alberich, o líder dos elfos negros. Ele tinha em mãos, o anel Andvarinaut. A missão de Modi era tirar esse anel, das mãos do rei Alberich e trazer a para Asgard. Modi vê que o rei Alberich, o líder dos elfos negros, estava dormindo. Ele vai para trás do trono e com sua afiada espada, encosta-se a sua garganta o acordando com a pressão dela.

- Shiiissss...! – Modi o manda ficar em silêncio - Quero Andvarinaut, o anel dos nibelungos. Dê-me, ou se não, lhe corto a garganta.

O rei Alberich, sem escolha, lhe dá o anel.

- Bom garoto, agora! Agora eu preciso ir.

Modi sai correndo, em direção a uma janela, que ficava no ato na sala do trono.

O rei Alberich tossindo fica aterrorizado pelo atentado e pelo roubo do anel, aciona toda a guarda real.

- Guardas, Guardas! Pegue este intruso, ele roubou o anel dos nibelungos! – ordenava aos berros, o rei Alberich.

Todos os elfos negros saem da escuridão da sala do trono, como sombras que ganham vida se materializam em massa e vão atrás de Modi. Ele vê uma corda que pendura um candelabro de chamas negras, que faz uma iluminação violeta no ambiente, deixando o lugar com certa penumbra. Ele corta a corda e faz o candelabro cair e ele se segura na corda que o leva para alto próximo a uma janela. Chegando a janela, ela a chuta com força abrindo e vai ao encontro de seu cavalo. Alguns elfos negros escalam e pulam como aranha e vão atrás de Modi. Ele salta da janela e direção ao chão. O cavalo alado vem a seu encontro e o apanha, antes que Modi cai sobre o chão. Modi foge de Svartalfheim para Asgard, no caminho para Asgard, Modi se sente tentado e o coloca o anel em seu dedo. Ele começa a sentir o poder do anel Andvarinaut. Modi sente uma sede de poder, querendo o anel para si. Ao colocá-lo em sua mão, sua fisionomia muda, drasticamente. Embora ele seja combativo e violento, Modi ficou ainda pior, ninguém mais, o reconheceria. Ele chega a Asgard, montado em seu cavalo alado, discretamente, sem que ninguém perceba. Ao aparecer pelos arredores do castelo Valaskjálf, Modi encontra pelo caminho Magni e Uller que estranha seu retorno.

- Voltou! Muito bem trouxe o anel? – pergunta Uller

Modi tenta fugir da pergunta, não o respondendo e passa por eles. Ele usa luvas para disfarçar e para ninguém desconfie que ele esteja com o anel.

- Onde esta o anel? – Uller continua a insistir, na pergunta sobre o anel dos nibelungos.

Não o encontrei. – respondia Modi – Não estava com o rei dos elfos negros. Ele me disse que foi roubado, e não soube me dizer, com que estava.

Uller desconfia de Modi e percebe que ele mente. E sabe que o anel está com Modi. Ele da às costas para ambos, e vai para seus aposentos. Magni estranha à reação de Modi.

- Uller! Não acha que Modi está estranho? – perguntava Magni

- É o anel dos nibelungos. – respondia Uller

- O quê?

- O anel está com ele!

- Mas, por que ele mentiu?

-O teste iniciou! Agora é com Modi. – explicava Uller – Ele precisa resistir às tentações do anel.

A noite cai em Asgard, todos vão para os seus aposentos, alguns guardas trocam de turno para vigiar o castelo e o reino, durante a noite. Mas alguém não está dormindo. Modi sai de seus aposentos e vá para a câmara secreta, que fica no museu de história de Asgard. Aonde se encontra a arma mais poderosa de Asgard, O martelo Mjolnir, a quem pertenceu ao seu pai. Modi se sente tentado, em pegar o martelo para se tornar o novo, aesir trovão, assumir o trono de Asgard e tornar-se o guerreiro, mais poderoso do Universo. Ela tenta pegar o martelo, mas o martelo é muito pesado, não consegue nem mover do lugar. Ele pega o cinto de ouro, Megingjord, põe em sua cintura, sente seu corpo bem mais resistente e com uma força incrível, e também coloca as luvas de ferro Járngreipr, Modi tenta pegar novamente Mjolnir, e desta vez, ele consegue pegar e levantá-lo.

- Finalmente, Mjolnir é meu, ninguém vai tirá-lo mim. Vou me tornar o novo aesir trovão.

Ele sai da câmara com o Martelo e o cinto, discretamente para que ninguém possa perceber, usando a capa de invisibilidade. No pátio do castelo, ele volta a ficar visível e olha para o martelo, mais uma vez e o levanta. Mjolnir sente o poder escuro da maldade do anel dos nibelungos, controlando quem o usa. Logo, nuvens negras se formam no céu de Asgard. Um atinge Modi, o eletrocutando, caindo desfalecido ao chão. Todos no castelo ouviram o estrondo vindo do pátio do palácio. Eles se dirigem até lá para ver, o que acontecia. Veem Modi, caído. As valkirias tiram as luvas Járngreipr verificam a sua pulsação.

- Ele ainda esta vivo! – dizem um dos guardas

Todos percebem que Modi, usava o anel e o cinto Megingjord e ao seu lado está o martelo Mjolnir.

- Ele tentou se apoderar de Mjolnir antes de completar os testes. – dizia Magni espantado

- Como eu suspeitava! Aquele não era Modi e sim, o seu lado sombrio, dominado pelo anel dos nibelungos, que o fez quebrar às regras. – explica Uller –, Mjolnir o recusou. Modi está fora dos testes, do guerreiro de puro coração.

Mjolnir, Megingjord e Járngreipr retornam para a câmara secreta, se teletransportando, como mágica. Modi é levado para seus aposentos, para descansar após a descarga elétrica, que tinha tomado. No dia seguinte, Modi acorda e vê em sua frente, Magni e Uller.

- O quê aconteceu? – Pergunta Modi e se queixa de dores - Que dor de cabeça!

Uller e Magni não deixam que Modi, se levanta.

-Você precisa descansar – dizia Uller

- O choque que você tomou, foi muito forte. – explica Uller

- Choque? Mas que choque? – continuava a perguntar sem entender nada.

- Você não se lembra de nada? –perguntava Magni

- Na verdade, não.

- Você foi até a câmara secreta, pegou o Mjolnir e foi até o pátio. – explicava Magni – Você quase morreu eletrocutado.

- Como? – Modi fica espantado pelo que fez

- Você estava sob o domínio do anel dos nibelungos. – explicava Uller – Ele o controlava. Infelizmente, você não passou no teste. Quebrou a principal regra do teste. Todo aquele que participa dos testes e tentar pegar Mjolnir, sem ser aceito, é automaticamente eliminado dos testes. Com isso, você foi desclassificado.

Modi fica desgostoso, por não ter passado e ter sido desclassificado.

- Agora Magni é com você. Boa sorte! – Modi desejava sorte ao irmão, mas ainda estava muito chateado consigo mesmo.

- Pode deixar irmão, vou vencer essa por nós dois. – dizia Magni com otimismo tentando amenizar a dor de Modi.

Agora é a vez de Magni. Terá que ir até Svartalfheim para pegar novamente o anel dos nibelungos.

- Como assim? Pegar novamente o anel?– perguntava Modi – Eu pensei que o anel, estivesse aqui, em Asgard, já que retornei com ele.

- Na verdade, o anel faz parte do teste. – explicava Uller – Logo pela manhã, os einherjars mandaram de volta o anel, o devolvendo para o líder dos elfos negros.

Os einherjars viajam pelo poço de Ginungagap, chega ao reino de Svartalfheim e vão até o castelo, em missão de paz e devolvem para Alberich, o reino dos elfos negros. Esta é a forma de pedido de desculpas, de Asgard para não ter quer provocar uma guerra desnecessária.

-Grande Vidar, pede desculpa, por ter roubado o anel. – dizia uns dos einherjar que devolvia o anel.

- Então isso faz parte do teste. – concluía Modi

- Exatamente! – Respondia Uller

Modi fica emburrado com que ouve,

-Tive tanto trabalho para nada. Até o anel voltou para as mãos, daquelas criaturas.

Os dias passam e agora chega à vez de Magni. Ele parte montado seu grifo Gullfaxi e voa, em direção a abismo Ginungagap para Svartalfheim para trazer do anel dos nibelungos de volta. Antes de Magni partir, Uller deixou bem claro a ele,

-Não deves colocar o anel, no dedo, mesmo que se sinta tentado por ele. Coloque na caixa forjada pelos anões ferreiros, onde ela neutraliza o poder do anel.

Magni estava ciente, já tinha visto a reação de Modi, não podia cair no truque do anel. Isto fazia dele, muito confiante. Chegando a Svartalfheim, Magni entre pela frente, dizendo a todos, que veio atrás, do anel Andvarinaut. As sombras elfos negros tentam impedir a entrada de Magni, no castelo. Ele derrotava todos, com seus punhos e com sua tremenda força. Magni continuava a caminhar, até o castelo de Svartalfheim. Os elfos negros continuavam a atacar com espadas e lanças. Mas nada era capaz de deter, Magni. Usava a sua luva de ferro, e golpeia a terra, fazendo a tremer. Todos os elfos negros caem ao chão. Ele ate levanta uma casa e arremessou, contra eles. Chegando ao castelo, as portas estavam trancadas por dentro e os elfos negros, a seguravam para que Magni, não entrasse. Magni vê a porta e analisa. A porta tinham uns cinco metros de altura e 100 cm de espessura de pura madeira. Ninguém era bastante forte para arrebentar esta porta. Magni, com seu punho direito, vestindo a sua luva de ferro golpeia uma única vez e a porta cede e vai para chão, caindo em cima dos elfos negro que evapora em fumaças pretas. Todos os elfos negros ficam assustados com Magni, que passa por cima das portas, que estava acima de alguns dos elfos negros. Ele segue até a sala do trono, chegando, Magni pega o rei Alberich pelo colarinho de sua roupa e o ameaça.

-Você viu o estrago que fiz; agora, por favor, me de o anel.

Com muito medo, o rei dos elfos negros, lhe dá o anel, nas mãos de Magni.

Magni pega o anel e logo, ao pegá-lo, sente-se tentado por ele. Magni sai imediatamente de Svartalfheim e vai direto para Asgard. Modi e Uller estavam a sua espera, eles avistam Magni, surgindo do abismo Ginungagap para o céu de Asgard, que vinha montado em seu grifo, Gullfaxi e se preparava para pousar. Uller estranha à atitude dele. Ele estava indo, em direção ao Museu de Asgard. Magni salta em cima do telhado, caindo sobre ele, o penetrando. Todos correm para ver o que está acontecendo.

- Uller! O quê está acontecendo? – perguntava Modi sem entender – Parece que Magni... Ele enlouqueceu?

– Ele ficou no mesmo modo, que tu, Modi. – Uller o respondia

Chegando ao museu de Asgard, os einherjar tentam impedir que Magni, vá até a câmara secreta.

- Magni se afaste da entrada da câmara! – dizia um dos guardas

Eles olhavam para os olhos de Magni, e não o reconheciam, parecia outro ser, que tinha o possuído. Parecia um animal enfurecido, pois gritavam como um. Ele continuou indo em direção à estátua de Thor. Os guardas os impediam, mas Magni os derrubavam ali mesmo, com sua força. Ele pegou a estátua de Thor e a levantou, jogo-a para trás e com sua força, ele abre a porta da entrada da câmara, usando as mãos. Magni entra na câmara e vai em direção ao martelo. Uller e Modi entram na sala do museu, vê os einherjar caídos ao chão.

- Quem fez isso com vocês? – pergunta Modi

- Magni. – responde um deles

- Ele esta sob o encanto do anel dos nibelungos. – dizia Uller

- Vamos atrás dele! – dizia Modi

Uller, Modi e os outros guardas, vão até Magni para tentar impedir, que ele faça algo, que possa se arrepender. Magni chega até a câmara, e vai, em direção ao púlpito, onde está Mjolnir.

- Mjolnir é meu!

Ele tenta pegar Mjolnir, com a sua luva de ferro, mas vê que Mjolnir é muito pesado, mesmo para ele que é o aesir da força física. Era preciso usar a duas mãos. Ele faz muita força para conseguir levantá-lo. Ele o levanta e o maneja, mas com muita dificuldade. Uller, Modi a guarda chegam ao local. Eles veem Magni, atordoado.

- Magni, mantenha a calma! – dizia Modi

- Você está sob o domínio do anel dos Nibelungos. – dizia Uller – Ponha Mjolnir de volta e tire o anel.

Nunca! – dizia Magni – O anel e o martelo são meus.

Os soldados de asgardianos avançam para o ataque, contra Magni. Mas Magni se defende, com o Mjolnir.

- Cuidado! – grita Modi a todos

Magni acerta o chão, com o Martelo e faz toda a câmara tremer e o teto ceder. Muitos o continua a atacar, mas são derrubados por Magni, que usa o martelo para golpeá-los. Uller não o atacam, só observa e tenta se desviar dos ataques de Magni.

- Não podemos atacar, é nosso irmão. – dizia Uller

- Mas se não atacarmos, ele vai matar a todos nós. – dizia Modi

Modi, mesmo sabendo que é o seu irmão; com sua espada é o primeiro atacá-lo. Ele o golpeia com a sua espada. Magni se defende, dos ataques de Modi e se enfurece, o golpeia com seu punho esquerdo, o arremessando para longe. Uller, que esta sem escolha, atira as suas flechas de energia, em Magni. Mas Magni as repele, com o martelo, em direção a Uller, que desvia do contra- ataque.

Magni sai da câmara e do museu, totalmente descontrolado. Lutando e derrubando a todos, que se colocavam em seu caminho. Uller e Modi vão atrás de Magni, para tentar impedi-lo de cometer, atrocidades.

- Uller, Mjolnir já aceitou Magni? – pergunta Modi

-Não sei – respondia Uller não sabendo explicar. – Eu não entendo. Eu sei que ele é muito forte, consegui levantá-lo, mas ainda sim, falta mais um teste para que Mjolnir o aceite.

Chegando à praça principal de Asgard, todos tentavam conter Magni, mas não conseguiam. As nuvens negras se formam. Neste instante, Magni levanta o martelo para matar um dos einherjar caídos e Modi se interpõe, na frente.

- Não Magni! – gritava Modi tentando acorda-lo

Logo cai um raio cai sobre Magni, eletrocutando. Magni grita de dor, por está sendo eletrocutando, causando uma grande explosão. Magni é arremessado para uma parede, atravessando-a. Mjolnir flutua pelos ares e sai das mãos de Magni e se teletransporta de volta para a câmara. Mjolnir recusa Magni o desclassificando do teste do guerreiro de puro coração.

Após terminar as recordações, Thrud revelava finalmente para Asthor o seu verdadeiro papel.

- Asthor! Você é o ultimo e único indicado, a prestar os testes do guerreiro de puro coração. Você foi escolhido para se tornar o sucessor, ao legado de Thor e lutar no Ragnarok, que se aproxima.

Capítulo 9

- Como? Eu sou o sucessor de Thor... Tá... acho que vocês devem ter se enganado. – dizia Asthor com ironia

Thrud ainda insistia e afirmava que Asthor era o novo sucessor.

- Impossível! – rebatia Thrud – É você Asthor, somente você, pode prestar os testes do guerreiro de puro coração.

- Mas que estória é esta? Eu não estou entendo mais nada. Aonde eu entro nesta estória? Para ser sincero, não sei se quero saber. –Asthor relutava em aceitar

-Acalme-se! Precisa ouvir tudo. – insiste Thrud

Asthor abaixava a cabeça e a balançava não aceitando a situação enquanto Thrud falava;

- Você é o único indicado, ao legado de Thor para lutar e proteger, Asgard e Midgard do novo Ragnarok,

- Por que eu? Por que sou o indicado a esse tal legado de Thor? – pergunta Asthor querendo entender à situação

- Thor o escolheu, a assim como Modi e Magni. Portanto é um indicado e o único ao seu legado, a se tornar o novo aesir do trovão, mas para isso, precisa prestar e passar nos testes do guerreio de puro coração.

Asthor não queria ser um dos indicados e nem prestar teste nenhum. O que queria realmente era voltar para casa, para junto de seu pai.

- Olha! Eu lhe agradeço pela indicação. – dizia Asthor agradecendo e tentando sair pela tangente – Você pode falar para Thor, que estou lisonjeado, mas não é a minha. Só quero voltar para casa, viver como um rapaz normal, que vai tirar a carteira de motorista, competir nos campeonatos de MMA e de rúgbi, se formar no colégio e ir para universidade. Asthor deu as costas, pronto para ir embora. Thrud o impede de ir ordenando que fique

- Espere!!! Não posso deixá-lo ir. – dizia Thrud com tom autoritário – Asgard agora é seu lar.

- Olha! Estou grato por me salvar, mas se é para deixar como um prisioneiro; era melhor ter me deixado morrer.

- Jamais poderia deixá-lo morre. Eu... Eu não me perdoaria por isso – dizia aesir aflita, como quisesse proteger Asthor.

- E por que, não poderia me deixar morrer? Afinal, você nem me conhece. – Asthor interrogava Thrud

- É claro que o conheço. Acompanhei toda a sua vida, desde o seu nascimento, até o dia de hoje. – dizia Thrud deixando Asthor surpreso – Você tem um grande papel, em sua vida e na vida de outros, sem falar que...

- Sem falar que sou um candidato ao legado de Thor – Asthor se adiantava –, e por isso, me salvou... Claro! Existe um interesse por de trás de tudo isso. Ninguém faz nada por ninguém, se algo em troca. Aposto que não fosse interessante para você, me deixaria morrer. Estou certo?

- Isso não é verdade! Esta me julgando mal, rapaz! – Dizia Thrud enfurecida com as insinuações de Asthor

- Você disse que eu tinha um papel importante, na vida e na vida de outros. Muito Bem! Na minha vida e na vida de meu pai, quem deve estar muito preocupado comigo, agora. A única pessoa, que se importa realmente comigo. Só temos um ao outro, preciso voltar. Deixa-me seguir meu caminho e voltar para casa. Por favor!

- Se engana se pensa que só seu pai, se importa com você. Existem mais pessoas, que se importa com você.

- Então me diga Vossa majestade! Thor, o povo de Asgard, a senhora... Fala sério! Nenhum de vocês sabe que eu sou de verdade.

Asthor deixava Thrud, sem fala, em um beco sem saída. Ela tinha que convencê-lo, a ficar, e aceitar seu destino.

Muito bem! – dizia Thrud imponente – Então, não terei escolha. Proponho-lhe um acordo.

- E que acordo é esse? – perguntava Asthor

- Fique e treine, com os melhores guerreiros de Asgard e faça os testes do guerreiro de puro coração.

- Já disse! Esta estória, não me interessa! – Asthor passar por Thrud, não querendo dar mais ouvidos.

- Só com Mjolnir, você poderá voltar para a Terra. – dizia Thrud, fazendo Asthor esperar.

Asthor para e reflete um pouco e se volta para Thrud.

- Ele tem o poder de tele transportá-lo de volta para Midgard, ou como prefere dizer, para a Terra. – concluía Thrud.

- Você ta me dizendo que, se eu treinar e passar nos testes; poderei voltar para casa?

- Exatamente! - dizia Thrud assentindo

- Afinal, por que insistem tanto em mim? Pelo que vi pelos arredores deste lugar, vocês devem ter muitos guerreiros bons aqui.

- Mas só você é o indicado para o legado de Thor.

- Enquanto ao tal do Modi e Magni?

- Uma vez os testes prestados e terem sido reprovados por, Mjolnir; nunca mais, poderão refazer os testes. Mjolnir não dá uma segunda oportunidade.

- Então está me dizendo, que, caso eu passe nestes testes, eu poderei retornar para Terra.

- Isso mesmo!

E caso eu seja reprovado o que acontecera comigo.

- Ficara em Asgard para sempre. – respondia Thrud com franqueza

- Preciso pensar! – dizia Asthor – É muita informação para mim. Não é fácil, responder isso agora. Preciso de um tempo!

- Sim, claro. Você terá o seu tempo.

Asthor sai da câmara e resolve dar uma volta pelo castelo de Valaskjálf, enquanto Asthor pensava na proposta de Thrud, ele ainda continuava a admirar Asgard. O reino de Asgard era incrível perante aos olhos de Asthor. A Tecnologia misturada, à idade medieval. Passado e futuro, juntos neste lugar. A Asgard desta época era diferente daquela que ele ouvia e lia nos livros. Embora fossem divindades e imortais, eles conseguiam aprender com os mortais, muito sobre tecnologia e conseguia supera-los, estando bem mais a frente. Naves, cruzadores e bigas tecnológicas, voando pelos céus de Asgard. Toda a infraestrutura do palácio de Valaskjálf era computadorizada. Na agricultura, era usado à tecnologia futurística, bem sofisticada para o século XXI. Alguns habitantes asgardianos, ainda preferiam trabalhar e usar transportes, por meios antigos. Muitos não estavam adeptos a tecnologia. Alguns ainda usavam animais, como meio de transportes, por exemplo, Os cavalos alados (comparável aos pégasos, animal mitológico grego) e grifos (animal com corpo de leão, cabeça e assas de águia). Asthor ficou muito impressionado com Asgard, ao conhecê-la. Ao percorrer o castelo, Asthor ouve uma bela melodia, vinda de trás de um ipê florido. Parecia um som de um violão. O som era encantador, e o hipnotiza. Asthor foi até o ipê, que ficava em um pátio do palácio e vê, uma linda garota de cabelos cor de mel, sentada abaixo deste ipê, aonde caia as flores e as pétalas, deixando a sua imagem, mais deslumbrantes. Ela tocava um instrumento que lembrava muito um violino, o som era de música clássica. Ele continuava a ouvi-la tocar.

- Que linda! – a interrompendo a deixando encabulada

- Como? – pergunta a garota

- Eu disse que a música é linda. – Asthor desconcertado; redizia para disfarçar, o que realmente ele elogiava.

-Ah, obrigada! – respondia a bela donzela

- Nossa que instrumento é esse, é um violino?

Não uma lira. Instrumento grego, aprendemos muito com eles.

Você é? – pergunta Asthor

- Sou Anna, a aesir dos conselhos. Sou uma serva da rainha Thrud.

-Ah, sei! Uma dama de companhia. – dizia Asthor

Asthor se apresenta também, mas ela o interrompido.

Eu sou...

Eu sei. Asthor! O mais novo indicado, ao legado de Thor. Todos sabem quem é você.

- Sério... ual! Quer dizer que, sou bem famoso, por aqui?

Ela sorri para Asthor

- Vai prestar os testes? – pergunta Anna

- Eu não sei ainda. É muita informação para processar, eu disse que precisava pensar.

- Entendo!

- Mas, Thrud me disse, que se eu passasse, eu poderei voltar para casa.

- E você ainda esta pensando? - perguntava Anna

- Sim, pensando. Por quê?

- Nada. Se for uma oportunidade, que tem para voltar; deveria tentar. Por que ainda esta pensando? Deveria fazer o teste. Afinal, você não tem nada a perder.

Asthor ficou pensativo, com as palavras de Anna e viu que ela tinha razão.

-É verdade! O que tenho a perde? Vou falar com a rainha, agora mesmo. Obrigado, pelo conselho.

Asthor, até faz um elogio, a Anna ao ir embora.

Agora eu já sei o porquê do titulo de deusa do conselho. Tchau.

Ela sorriu para Asthor ao ver indo.

Logo acima em uma das janelas do castelo, três aesires, o observam. E comentam sobre Asthor entre eles.

- Então é ele, o novo indicado para prestar os testes? – perguntava um dos aesires

- Exatamente! – respondia o segundo aesir

- Ele é ainda um garoto! – dizia constava o terceiro aesir– Será que ele vai conseguir passar nos testes?

- Vamos aguardar para vê como ele se sai. – dizia o primeiro aesir.

Asthor procura por Thrud, pelo castelo de Valaskjálf. Ele pergunta para um dos einherjars onde ela se encontrava.

- Onde eu encontro a rainha, Thrud.

Os einherjars o indicava a sala do trono.

- Ah, valeu! Quero dizer, obrigado! – dizia Asthor querendo se corrigir.

Asthor vai direto para a sala do trono. Ao chegar, a entrada da sala, as portas se abrem automaticamente. Asthor entra e vê a aesir Thrud sentada em seu trono de ouro, o trono que pertenceu a Odin, o trono que tudo vê. Quem se sentava nele, conseguia ter a visão sobre os nove mundos. Abaixo estavam as valkirias e as servas, e mais três aesires que já tinha observado Asthor. Um deles media um dois metros e meio, era forte e musculoso como mister fitness e tinha cabelos, e barba ruivos era o aesir da força, Magni. O outro tinha uma fisionomia seria, parecia um sargento, tinha cabelo preto, bem mais baixo que o anterior, mas também era forte era o aesir Modi, o aesir da coragem. O terceiro parecia mais simpático e calmo, tinha cabelos louros como do da rainha Thrud, não parecia muito forte, como os outros dois. Esse era Uller o aesir da justiça. Asthor meio encabulado por todos o observarem, fica sem jeito para se aproximar.

- Asthor! – dizia aesir Thrud – Se aproxime!

- Ashtor ainda encabulado se aproxima do trono

-Já tomou a sua decisão? – perguntava Thrud

- Sim, Rainha Thrud. Eu aceito a sua proposta. – respondia Asthor

- Muito bem! – dizia Thrud – Vou lhe apresentar os três aesires, que vão lhe treinar.

Eram os três guerreiros, que já estavam na sala do trono, que Asthor já tinha notado.

-Asthor esse são Modi, Magni e Uller. – apresentavam Thrud um aos outros – Uller, Modi, Magni, esse é Asthor, o terceiro indicado.

Ambos se olham uns para outros, observando atentamente e analisando.

Uller logo o cumprimenta.

- Muito prazer Asthor sou o Uller. Então você é Asthor o novo indicado ao legado de nosso pai.

- Está certo que tomou a decisão certa garoto. - pergunta Magni

- O que tenho a perde. – respondia Asthor – Se for o único jeito de voltar para casa.

-Muito bem! – dizia Modi – O treino será árduo e bastante rigoroso, serão de dois a três anos intensos de treinamento.

Asthor fica espantado com a notícia.

- Dois anos a três anos! Vou ter que ficar aqui todo esse tempo. – questionava Asthor – Não era isso, que tínhamos combinado. – Asthor se queixava para Thrud

- É o mínimo de tempo para se tornar um guerreiro. – dizia Modi – Muitos dos guerreiros levam anos para se tornarem um.

Asthor pensou por um instante, e bufa.

- Tudo bem, eu aceito! Dois anos no máximo? O importante é passar nestes testes e voltar para casa.

- Isso e o que veremos! – dizia Modi

Muito bem! – dizia Thrud – Deixo Asthor, em suas responsabilidades.

- O treinamento começara amanhã – dizia Modi –, sugiro que vá para os seus aposentos, bem mais cedo do que de costume.

Asthor não tinha problemas, em acordar cedo. Correia sempre pela manhã, malhava e treinava no ginásio, antes de ir para a escola aulas. Ele foi para os aposentos, lhe concedido no palácio de Valaskjálf. Chegando aos aposentos, ele encontra as servas, que preparam seu banho e seu servem o seu jantar. Asthor logo se anima.

- Olá meninas! – cumprimentava Asthor – Vieram cuidar de mim? Isso que é tratamento vip. Vai ser difícil eu dormir com lindas gatas aqui, em meu quarto. Alias, que quarto, heim!

Asthor logo tem uma surpresa, atrás dele as portas, se abrem e surge, Anna a mesma que tocava a lira, no pátio do castelo. Asthor se vira e a vê, linda e deslumbrante. Asthor logo imagina que ela também está em seus aposentos, com o mesmo propósito.

- Você também vai...

- Deixe o jantar e retirense. – ordenava Anna para as servas – O banho dele está preparado? – Pergunta Anna a uma das servas.

- Sim, Lady Anna. – respondia uma das servas.

- Deixe que ele se banhe sozinho!

As servas saem dos aposentos de Asthor, deixando o seu jantar servido e o banho preparado.

-Sugiro que se lave, se alimente e vai dormir. Amanhã terás um dia cheio.

Anna se vira para sair dos seus aposentos e deixa Asthor, em sua privacidade.

-Por favor, espere! – Asthor falava a Anna – Diga-me! Com são esses três aesires? – perguntava Asthor

- Você vai descobrir. Eles vão lhe transformar em um ótimo einherjar, assim como o aesir, Thor.

Asthor fica mais tranquilo, com que Anna diz.

- Você é sempre assim? –perguntava Asthor a Anna

- Assim como?

- Anima sempre os outros, tem sempre esperança e acredita em quem, acabou de conhecer.

- Acredito em você! – respondia Anna – Mesmo não conhecendo, sinto que você é muito especial.

Ela se vira e Asthor diz em voz baixa,

- Você também! Além de linda é muito especial.

Anna fica parada na porta de costas e sorrir, ao sair dos aposentos de Asthor.

- Boa Noite! – dizia Anna se despedindo

- Boa Noite! – responde Asthor.

Asthor fica parado, olhando a sair sorrindo.

Anna, ao caminhar pelos corredores do palácio vai até uma janela e olha para Nott a divindade, que viaja pelo céu estrelado, ascendo-as e ilumina a noite. Anna observar a noite estrelada e começa a pensar em Asthor e talvez um início de interesse.

Asthor se banha, janta e toma um néctar, feito das maçãs Induna.

- Nossa! Isso o que é chamar de néctar dos deuses.

Ele se deita e logo adormece e começa a sonhar com Anna. Sonha com sua pele macia e sensível, e com os seus lindos cabelos louros e encaracolados, e seus lindos olhos castanhos. Na sua boca macia, louco para beijá-la. Quando Asthor vai beijar, Anna, ele é acordado, com balde d’água e ouvindo gritos.

- Acorde, já amanheceu!

- O que é isso cara! Você ficou maluco, cara! Que horas são?

- O sol nasce daqui duas horas. – dizia Magni

-O quê? Ainda são quatro da manhã.

Modi, Magni e Uller riem.

- Você não quer ser tornar um guerreiro, em pouco tempo. – dizia Modi – Então, vamos ao treinamento.

Após ter se secado e comido uma maçã Induna, Asthor se revitaliza e fica como novo. A suas forças parecia que tinha aumentado, deixando seu corpo, mais saudável. Asthor estava pronto para o seu primeiro dia de treinamento, em Asgard.

Nos campos de Asgard, Asthor inicia o treinamento com os aesires guerreiros.

-O que sabe sobre lutas? – pergunta Modi

-Luto desde criança. – dizia Asthor – Aprendi a lutar muay–thai, jiu-jítsu, capoeira, hapkidô e pratico até os dias que viva na Terra, e faço parte da equipe de MMA da academia que eu treino.

- Então, vamos ver. – dizia Modi – Ataque-me!

- O quê? - Asthor se espanta

- Vamos ver com tu és bom! Vamos lá me ataque.

Asthor vai para cima de Modi. Ele desvia e Asthor vai para chão e come terra.

- E você diz que luta, desde criança. – provocava Modi

Asthor enfurecido, o ataca novamente. Desta vez Asthor o agarra, mas Modi o golpeia arremessando no chão, levando ao chão.

Sua técnica é boa, mas você precisa ser mais rápido. O que falta em você é velocidade.

Sou bem rápido no rúgbi! – dizia Asthor – Sou uns dos melhores jogadores do meu time, para marcar pontos.

-Precisa ser mais rápido, do que isto. – dizia Modi

Asthor com raiva voltava atacar e Modi se defendia de todos os ataques. Asthor usava a técnicas de capoeira usando a pernas, Modi se defendia de todos os ataques e o surpreendia com golpes. Asthor insistia nos ataques e cada vez mais, ele ficava com mais raiva. Ele usava o muay-thai e o hapkidô e na luta contra Modi. Magni e Uller só observam a ação de Asthor e como Modi se defendia facilmente dos golpes lentos de Asthor. Por último Asthor usa o jiu-jítsu, tentando agarrar as pernas de Modi. Ele pega na cintura de Asthor e o levanta e o arremessa para longe. Asthor fica cansado e desiste.

Modi vai até ele e diz;

- Como eu estava dizendo, você é bom, mais falta velocidade. Até uma tartaruga ou lesma é mais rápido que você.

– Coloque isto, nos calcanhares e nos pulsos.

Modi tinha dado pesos de 10,0 kg cada, totalizando 40,0 kg.

- O que é isso?

- Isso vai deixá-lo, bem mais rápido.

Asthor coloca os pesos, em suas canelas e seus pulsos. Asthor anda com bastante dificuldade, os seus braços não se movimenta como ele quer além do esforço físico que ele faz.

- Tem um total de 40,0 kg – dizia Modi –, quero que corra, caminhe e faça tudo o que você faz, com esses pesos.

– O quê! – reclamava Asthor –, mal consigo andar com eles.

- Aumentaremos os pesos, gradativamente. – continuava a explicar Modi

- Você ta falando serio! Só pode ta de brincadeira! – dizia Asthor

- Vamos! Pare de reclamar e comece a correr. – ordenava Modi

- Droga! - reclamava Asthor

- Vamos lá, agora! – Modi dava ordens, como um sargento.

Asthor começou a correr, com bastantes dificuldades, em seu primeiro dia. Por varias vezes, ele cai ao chão e tenta se levantar, com bastante dificuldade, continuava a corrida.

- Modi, você não acha que exagerou? – perguntava Uller

- Você ainda não viu nada, Uller.

- Será que esse franguinho, aguenta? - pergunta Magni

- Não se esqueçam de quem ele é descendente... – dizia Uller

Asthor corre por horas. Seu rosto respingava suor, além de estar muito cansado. Logo ele vê um lago, para matar a sede e refrescar, sem perder tempo, Asthor vai para o lago.

- Ah, água fresca, que maravilha! – dizia Asthor, bebendo e jogando água no rosto – Acho que vou descansar, um pouco. Afinal, estou morto de cansaço. Asthor tira os pesos dos pulsos e tornozelos.

Asthor deita na grama, fecha os olhos e sente o calor da luz do dia. Mas logo a sua alegria, acaba. Os aesires estão vigiando o seu treinamento. Eles em cima de suas bigas voadores tapam luz do divino Dagr, – o responsável em iluminar o dia em Asgard – fazendo sombra em Asthor.

Quem tapou o sol? – reclamava Asthor

Ele abre os olhos e dá de cara com os três aesires.

Acabou o descanso! – dizia Modi – Vamos, continue o treinamento. Só por isso, vou aumentar mais uma hora de treinamento.

- O quê? – questionava Asthor

- Vamos! O quer que eu aumente, duas horas?

- Ta bem! To indo, não precisa pegar pesado.

Asthor se levanta e começa a correr Modi o chama a atenção novamente;

- Espere!

Asthor para e olha para ele. Que foi?

- Não está se esquecendo de nada?

- Não, está tudo certo!

- Tem certeza?

Asthor olha para o chão e vê os quatros pesos de 10 kg. Ele bufa e pega os pesos e os colocas nos pulsos em nos tornozelos pesando 40 kg a mais que seu peso. Asthor continuava a correr por dias, com os pesos até se acostumar. Com o passar do tempo, Modi aumentava gradualmente os pesos, o torturando cada vez mais. Ele continuava o treinamento, sem parar até conseguir, correr normalmente e mais rápido com os pesos no seu corpo. Asthor não só corre, mas escala montanhas, faz exercícios com os pesos como flexões, barras, abdominais entre outros. Modi ensina Asthor lutar, como os einherjars e a lutar com armas também. De primeira, ele usa bastão, no treino. Modi também ensina Asthor, a meditar debaixo de uma cachoeira, onde água forte e gelada, que cai sobre o seu corpo. Asthor tenta resistir, e concentrar-se para entrar em harmonia com a natureza.

Treine sua mente e espírito – dizia Modi –, aguente a água fria, como uma rocha.

- Não dá! – reclamava Asthor – Água é muito forte e fria.

- Vamos lá, é só se concentrar! – dizia Modi

Asthor medita, se concentrando e ouve as palavras de Modi.

“Esqueça o que esta em seu redor, ouça seu coração e sua mente.”

Asthor consegue ficar por horas de baixo da cachoeira, treinando sua mente e espírito. Os dias se passam; após o treino de combate, corpo a corpo; Modi lhe deu uma espada para ele se habituar. A espada era pesada, mas como Asthor treinava com os pesos em seu corpo, não tinha tanta dificuldade em manejá-la. Asthor, nunca tinha lutado com uma espada, mal sabia manejá-la. Modi manda Asthor atacar, com a espada. Ele ataca, mas é desarmado por Modi facilmente.

- Tem que treinar sua técnica, com espada. – Modi dizia

- Pegue a espada! – Modi estende a empunhadura da espada e Asthor a pega. – Ótimo, agora vamos treinar! Asthor tenta novamente. Treina com a espada e com os pesos, agora cada peso, tem 125,0 kg totalizando 500,0 kg. Ele continuava a fazer tudo com eles, correr, treina com espada, treina artes marciais, escalar montanha e fazer diversos exercícios. Passa algum tempo e Asthor está se tornando, um ótimo e habilidoso aluno. Sua massa corporal aumentou e sua velocidade, e condicionamento físico também. No treino com espada; agora bem melhor, já sabe manejá-la como qualquer guerreiro einherjar. Asthor e Modi iniciam o treino de luta, entre espadas.

-Se você conseguir me desarmar – dizia Modi –, hoje te eu levo para tomar os néctares dos aesires.

-E o que seria? Cerveja.

-Não, hidromel! Bem melhor do que a cerveja dos mortais pode ser dizer, que é a cerveja dos deuses.

-Bem... Então preparasse para perder!

Inicia a luta entre os dois, Modi golpeia Asthor, mas Asthor se defende com a espada. Asthor usa as técnicas, que foi aprendida e tenta golpear Modi, que também se defende dos ataques de espada de Asthor. Modi o ataca e desarma Asthor. Agora ele está desarmado, Modi o ataca e Asthor evita o ataque, com as mãos, segurando a espada sem se machucar. Modi tem dificuldade, em soltar a espada das mãos de Asthor, que segurava com muita força. Asthor o golpeia, com um chute no estomago de Modi, arremessando ao chão, tirando a espada das mãos de Modi. Caído no chão, Asthor aponta a espada para Modi. Asthor vira a espada ao contrario e aponta a empunhadura, em vez da lamina, entregando a Modi, em sinal de respeito pelo seu mentor. Magni e Uller aplaudem o desempenho de Asthor. Modi pega a sua espada de volta e Asthor estende a sua mão à Modi para ajudá-lo a levantar. Porém, Modi orgulhoso, recusa ajuda de Asthor e se levanta sozinho.

-Muito bem! – dizia Magni – Hoje vamos comemorar. Tomaremos hidromel, em companhia de muitas concubinas. Asthor, hoje você vai virar um homem de verdade.

Magni deixa Asthor, sem jeito, como ele ainda era virgem e não tinha contado a ninguém, achavam que todos haviam descoberto. Mas havia se lembrado de que, logo que chegou a Asgard revelou as valkirias, que era virgem. Asthor imagina que a noticia já havia se espalhado. Ele queria que, neste momento, um buraco se abrisse e fosse engolido por ele.

Capitulo 10

Asthor e seus mentores estavam a caminho de uma espécie de cabaré. Ao chegar ao local Asthor vê um salão como ele viu na primeira vez assim quando chegou a Asgard; o salão Valhalla, este era diferente em cima do salão havia um torre vermelha escarlate. O lugar cheirava a perfume de rosas, era todo iluminado com luzes e rosas que brilhavam como lâmpadas leds. Em cima havia um letreiro luminoso como nos cabarés e nightclub onde homens frenquentam após os 18 anos de idade. Com certeza não era um lugar, onde seu pai deixaria ir. Magni adverte Asthor;

- Magni! Em hipótese nenhum, a sua... quero dizer a rainha, nossa irmã pode saber que trouxemos para cá. Você me entendeu.

- Eu me lembro do dia que nosso pai, nos trouxe aqui, pela primeira vez. – dizia Uller

- Nossa mãe queria matá-lo. – lembrava Modi - Eu lembro que ele ficou dias dormindo fora dos aposentos. Por isso que não devemos contar nada para ninguém. Para todos os Asthor esta em seus aposentos dormindo. – Concluía Magni

O cabaré lembrava muito, o cabaré mais famoso de Paris, O Moulin Rouge. Antes do Ragnarok era chamado conhecido por outro nome, Salão Sessrumnir, aonde muito guerreiros são recebidos por Freya, à divindade da fertilidade e da beleza. Os guerreiros bebem, ouvem música, se divertem, com as concubinas. O hoje ele é conhecido pelo nome de;

- Bem vindo Asthor ao salão Tour Rouge! Onde suas fantasias são realizadas.

Dizia umas das concubinas que estavam na porta para recebê-los.

- Olá rapazes pode entrar.

Os quatros entram no salão muitas mesas muitos einherjars bebendo e muitas concubinas os acompanhando. Era o país da fantasia, muitas garotas dançando e divertindo os guerreiros. O quatro vão em direção ao bar. Asthor fica meio sem jeito para se descontrair. Nunca que seu pai permitiria que Asthor frequentasse um lugar desses. Tenta dar o primeiro gole, em seu primeiro hidromel.

- Vamos lá garoto! De o seu primeiro gole. – dizia Magni o incentivando

Asthor, meio ressabiado bebe o seu primeiro gole. Ele acha o gosto, um pouco amargo, mas refrescante, como nunca tinha bebido, após alguns goles, ele fica embriagado com facilidade. Logo a luzes se apagam e o som para um apresentar anão aparece no palco o os refletores o iluminava. O apresentador anão do show anuncia a grande atração do salão Tour Rouge, onde todos os einherjars sonham e tela nos seus braços, com sua voz suave e penetrante, quando canta e que hipnotiza a todos do salão, o apresentador em fim faz a apresentação,

- Bem vindos ao Tour Rouge aqui as suas fantasias se realizam. A nossa grande estrela dessa noite! A rainha das cortesãs e valkirias a aesir da sedução, Freya!

As cortinas se abriam, em meio uma cortina de fumaça, cor-de-rosa, com aromas de rosas perfumando todo o ambiente; Freya em seu vestido, sex vermelho escarlate, com decote e pernas a mostra, surgia poderosa. Freya junto com as valkirias dançarinas iniciava o show, cantando e dançando no palco do Tour Rouge. Todas as luzes iluminavam-na, pare que todos a vejam, como ela é a mais bela de todas as aesires. Linda e Maravilhosa, aonde nenhum guerreiro ou aesir resisti, aos seus encantos. Freya inicia o show cantando e encantando a todos que estavam ali no Tour Rouge.

Ei irmãs, vamos irmãs, imãs valkirias, ganharemos irmãs
Ei irmãs, vamos irmãs, irmãs valkirias,

Ele conheceu Freyja lá no velho Tour Rouge
Deixou sua armadura e espada na entrada
Ela disse, hei Guerreiro
Você quer vir comigo, oh.

Gitchi, gitchi ya ya da da (hei, hei, hei).
Gitchi gitchi ya ya he e (hee, oh)
Pele macia como a seda ya ya (ooh)
Bela Lady Freya (ohh)

Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh, oh)
(Você quer dormir comigo, esta noite (oh, oh))

Voulez- vous coucher avec moi (oui, oui, oui, oui).

(Você quer domir comigo (sim, sim, sim, sim))

Ele sentou-se na cama em seu quarto enquanto ela se refrescava
Ele bebeu todo aquele hidromel
E nos seus lençóis de cetim vermelho
Ele começou a louquecer, sim

Gitchi gitchi ya ya da da (da da)
Gitchi gitchi ya ya hee (ooh sim sim)
Pele lisa como a sede ya ya
Bela Lady Freya, uh


Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh oh)

Voulez- vous coucher avec moi (oui,oui, oui oui)

É, é, ah
A gente sobrevive com o ouro e as joias
Os deixa saberem daquele bolo, direto do portão.
Nós somos mulheres independentes, alguns os confundem com prostitutas.
E eu digo, para quê gastar o meu, quando eu posso gastar do seu
Se discorda, bem, isso eu lamento
E continuamos nesse jogo como se fosse um
Usamos saltos altos, tiramos amor das jóias
As safadas que vêm do Tour Rouge
Ei irmã, nossas irmã
Melhor pegar o seu ouro, irmãs
Bebemos vinho com diamantes no copo
O sentido desse gosto é tão caro
Você quer!... gichie gichie ya ya (vamos lá)
Pele lisa como a seda(o que?)
Bela deusa Freya
(Vamos lá, mais uma vez)

Freya (ooh)
Deusa Freya (hee sim sim)
Freya (Oh oh sim)

Hey, hey, hey
A pele dela é sedosa ao toque, oh

O cheiro de rosas inala pelo ar
Feito a fera selvagem interna
Ruge até ele gritar

Mais, mais, mais·.

Agora ele esta de volta a casa.

Viver uma vida de luxuria

Mas quando ele se desliga para dormir, lembranças o mantém.

Mais, mais, mais·.

Gitchi, gitchi ya, ya, da, da
Gitchi, gitchi ya, ya heer (ohh)
Pele lisa como a seda
Bela lady Freya

Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh oh)
Voulez- vous coucher avec moi (oui,oui, oui oui)

Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh oh)
Voulez- vous coucher avec moi (oui,oui, oui oui)

Vamos lá uh
Tour Rouge
Lady
Freya
Hey, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh
Amor.

Tour Rouge
Ooh
Diversão é aqui
Bela Lady Freya Sim-ah...

(Parodia da musica Lady Marmalade escrita por Bob Crewe e Kenny Nolan)

Quem é ela? - perguntava Asthor

-Freya a aesir da fertilidade. – respondia Uller

Asthor fica impressionado, com a sua beleza.

- Gostou? – perguntava Modi

- E como... muito!

Após Freya terminar o show ela agradece e se dirige a mesa onde Modi, Magni, Uller e Asthor estão. Todos os guerreiros abriam caminho para bela Diva Freya ser recebida.

- Olá rapazes! – cumprimentava Freya

Todos se levantam e puxam a cadeira. Magni limpa a cadeira com seu lenço, que levava em seu bolso para que ela se sente. Logo uma das taverneira serve um drink de frutas com hidromel para Freya que lembra muito caipirinha de frutas. Freya se senta, no meio deles e bebe um trago, saboreando o sabor de frutas do drink.

- Delicia! Como sempre, muito gentis! E esse rapaz, que é?

- Este é Asthor! – dizia Magni

- Então é este é o famoso Asthor.

Asthor fica tímido e sem fala perto de Freya devido a sua exuberância de sua beleza. Freya até brinca com Asthor.

- Por caso ele fala?

Todos olham para Asthor deixando mais sem graça. Gaguejando Asthor começa a falar com Freya e bebe para criar um pouco de coragem.

- Ah... Prazer Senhora, ou Senhorita, Deusa ah...

- Pode me chamar apenas de Freya. – dizia ela

- Eu... eu... sou... Asthor... ao seu dispor. – respondia Asthor

Freya ria da timidez de Asthor.

Modi e Magni gostariam de presentear Asthor, com o ritual de passagem, para que Asthor se tornar um homem de verdade. Eles propõem a Freya,

- Freya, como ele é novato, poderia lhe apresentar o salão e quem sabe, os aposentos da casa. Freya se espanta com a proposta de Modi e hesita por um momento.

- Eu uma aesir a um novato, há varias concubinas aqui no salão Tour Rouge.

- Vamos lá! Insistia Modi – Sabemos que você, não iria se recusar a fazer isso.

- Pelo que vejo você não me conhece mesmo, Modi. – dizia Freya – Está bem! Venha comigo, Asthor! – ela o chamava e estendia a mão

Asthor fica surpreso e sem jeito

Eu mas para onde nós vamos?

- É isso ai meu rapaz! – dizia Magni tirando um sarro – Vai conhecer a mais bela das aesires, esse é nosso presente.

Modi olha para Asthor e o apoia

- É com você. – dizia Modi – Isso também faz parte do treinamento.

Freya com os seus belos olhos de Iris avermelhada, o chama para segui-la para seus aposentos do salão que ficam acima da torre. Os dois sobem as escadas e chegam aos aposentos de Freya, aonde elas só levam os seus convidados mais ilustre a passar a noite. O seu aposento ficam no topo da torre vermelha, de onde pode ter uma vista deslumbrante de Asgard da sacada. Freya em sua sacada observa toda Asgard à luz de Nott, a divindade da noite, que a ilumina, resplandecendo sua beleza. Asthor em pé em meio a seus aposentos admira a sua beleza.

- Me diga é sua primeira vez?

- Na verdade... é.

- Então nós temos um puro. – Freya sai da sacada e se vira para Asthor indo a sua direção – Será um enorme prazer, ser a primeira. – Freya enfim o beija.

Asthor sente os seus lábios macios, o seu perfume irresistível, a sua pele macia que tocava ao beijá-la. O seu perfume tinha o desejo do prazer de estar vivo. Asthor a beija e finalmente, ele tem sua primeira experiência sexual, com a aesir mais bela e desejada, entre os nórdicos. Após há algumas horas, Asthor volta para o palácio Valaskjálf. Ele ainda meio tonto tenta chegar aos seus aposentos, mas se perde facilmente vai para nos jardins do Palácio. Ao chegar aos jardins Asthor, percebe que à noite estava bela e Nott esta a brilhar, ao viajar pelo céu. Asthor percebe que não esta no jardim sozinho e logo mais a frente vê Anna, observando o Luar, ou melhor, Nott viajando e as estrelas se ascendendo. Asthor se a próxima por trás, sorrateiramente, ela percebe que a alguém se aproxima. Ela tira uma faca, que fica escondida na faixa do seu vestido. Anna se vira rapidamente e coloca a faca na garganta de Asthor

- Calma, sou eu, Asthor!

-Ah, você por aqui. Você me assustou!

-Você sempre anda armada.

-Claro que sim. Para me defender de aproveitadores de belas donzelas, indefesas. – Anna, dizia ironicamente para Asthor.

Asthor ri da situação. Anna ainda estava com a faca, em sua garganta, deixando Asthor, um pouco incomodado.

-Ah... Anna! Eu já aprendi a lição. – dizia Asthor – Agora, dá para você afastar isto da minha garganta.

Parecia que Anna também estava distraída, ao ver Asthor em noite de luar, não percebendo que a faca ainda estava na garganta de Asthor.

- Ah... Claro! – dizia Anna afastando a faca – Desculpe-me! Estava se divertindo? – pergunta Anna à Asthor

Asthor ficou sem jeito, por causa do que tinha acontecido no salão. Preferiu não entrar em detalhes.

- Ah... É! Magni, Modi e Uller me deram uma folga, por ter progredido nos treinamentos.

- Então está progredindo no treinamento.

- É o que parece. Logo estarei pronto para prestar os teste e voltar para casa.

.

- Fiquei sabendo que estavam em Tour Rouge, o salão pertence à aesir Freya. Aposto que deve ter a conhecido.

Asthor fica sem jeito e tenta disfarçar.

- Eu! Imagina! O que eu faria em um lugar como esse? Orgia rolando a solta, não sou cara que frequenta esse tipo de lugar.

Anna não acreditava em uma só palavra no que Asthor dizia e fazia uma careta para ele mostrando isso.

Tá bem eu tava, mas ninguém pode saber disso.

Aposto que a todos já sabem. Inclusive a rainha.

Sério, o que droga.

To brincando só to jogando com você e você caiu direitinho.

Asthor fica mais tranquilo

-Serio mesmo ninguém sabe?

- Mais é claro essa hora estão todos dormindo. E tu conheceste Freya, a divina da fertilidade.

É... ela estava lá. Por quê?

-Nada! O que achou dela?

Asthor tenta fugir da pergunta

- Nada de mais.

Anna não fica muito convencida, com a resposta de Asthor, afinal, todos acham Freya, a mais bonita, entre as aesires.

- Ela é linda! – exclamava Anna – Todos a acham a mais bela entre todas as aesires.

- Sério – dizia Asthor –, nem reparei! - ele tentava mudar de assunto - Eu acho outra aesir, mais linda ainda, entre todas as aesires.

- E quem seria?

- Estou olhando para ela agora.

- Que galanteador!

- Acha mesmo. – Asthor se aproximava de Anna a ponto de beijá-la, quando ela põe a mão, em sua boca; o impedindo que avance. – Acho que já teve diversão demais, por hoje! – dizia Anna – Sugiro que descanse para poder continuar seus treinamentos.

Anna volta para seus aposentos, deixando Asthor sozinho no jardim. Ele sorrir ao ver Anna partindo.



Prólogo

Entre as nuvens, após as chuvas de verão vemos um arco-íris. Segundo as mitologias e lendas antigas, o arco-íris tem muitos significados e estórias que o envolve. Para a mitologia nórdica o arco-íris é o caminho, que dá acesso a Asgard; lar dos aesires, os deuses nórdicos à qual se encontra logo acima dos galhos superiores da árvore celestial. Esta árvore celestial era chamada de Yggdrasil, conhecida também como o eixo entre os nove mundos, que incluía Midgard, a terra dos mortais; conhecido também pelo nome de planeta Terra; Asgard, a terra dos aesires e mais sete mundos, todos sustentados por Yggdrasil. O arco-íris era conhecido pelo nome de ponte Bifrost. A ponte liga alguns dos nove mundos. Ela era guardada, por duas estatuas sentinelas com a imagem do guardião, que a guardou até o ultimo Ragnarok, (a batalha final entre a luz e as trevas). As estátuas ficam próximas à entrada de Asgard e era chamadas de portal Heimdall, em homenagem ao antigo guardião da ponte Bifrost que levava o mesmo nome. Através das suas trombetas de ouro, que elas seguravam, sempre em posição para ser anunciada, a qualquer sinal de perigo. Muito tempo após o Ragnarok, Asgard reinava com prosperidade e harmonia entre as terras vizinhas, mas em conflito com os mundos inferiores. Asgard era repleto de fartura, com os seus campos verdes, floridos e bem arborizados, com o seu ar puro, o sol radiante e com a sua fauna diversificada. Os aesires, também conhecidos como deuses nórdicos viviam em paz entre eles e seus aliados dos reinos vizinhos, conhecida pelos nomes de Vanaheim e Alfheim, na qual mantinham uma aliança. Em Asgard, encontramos o palácio desse reino, que se chamava Valaskjálf. Onde há um salão chamado Valhalla, onde eram recebidos todos os guerreiros honrados, mortos em batalha. Eles vivem eternamente até a chegada do novo Ragnarok.

A Asgard dos tempos atuais é governada por Thrud, a aesir do céu e das tempestades. Segundo a mitologia nórdica e a edda poética[1], Thrud é filha de Thor, o aesir do Trovão, neta do aesir Odin, quem reinou por muitas eras, desde os tempos primórdios. Ela era a quarta a suceder o trono de Asgard.

Thrud se dirige para o grande poço Ginungagap um imenso buraco negro, que fica na parte interior de Yggdrasil que leva a Helgard o mundo mais baixo e profundo entre os nove mundos a mordada do dragão Nidhogg que se alimenta das almas perdidas. Thrud com sua armadura alada mergulha neste fosso, e se dirige as raízes de Yggdrasil onde fica o lago do tempo e volta onde residem as nornas, acima de Helgard.

As nornas são deusas que veem o passado, o presente e o futuro. Elas vivem protegidas pelo ramo de Yggdrasil. Junto do lago, teçam; o passado, o presente e o futuro, em um enorme tecido que se enrolava por toda Yggdrasil, mostrando toda a história dos nove mundos, inclusive de Asgard com seu ultimo Ragnarok onde muitos heróis, deuses e muitos outros lutaram bravamente e morreram. Ao chegar às raízes, Thrud as encontram e pede para ver o futuro de Asgard.

- Senhoras nornas, há quanto tempo! – dizia Thrud

- Grande Thrud, veio veres o futuro?

Sinto que está próximo o dia. – dizia Thrud

O novo sucessor irá prestar os testes do guerreiro de puro coração. – dizia a norna do presente – Dentro de muito em breve ele se juntara aos aesires – diz a norna do futuro - Assim como seus antepassados. – dizia a norna do passado. É chegada à hora de convocar o seu descendente para assumir o seu destino. – dizia a norna do presente – Ele devera empunhar uma das mais poderosas armas dos aesires, Mjolnir (se pronuncia Miôlnir), o martelo do trovão. – dizia a norna do futuro – Mas precisara primeiro passar nos testes para provar que tem um coração puro – dizia a norna do presente. Assim como no passado que o empunhavas tinhas os corações puros e justos – concluía a norna do passado. Caso ele prove a Mjolnir, ser digno de empunhá-lo e tenha um coração puro – dizia a norna do futuro.

O novo aesir do Trovão renascera e protegerá Asgard, Midgard e o Universo. – concluía Thrud

Capítulo 1

Santos, estado de São Paulo, dia 12 de dezembro do ano atual. Em um dos ginásios municipais de Santos acontece o campeonato municipal de MMA[2]. Um dos integrantes da equipe está se preparando para lutar. Seu nome é Asthor Carvalho, um rapaz que esta a um dia de completar 15 anos; moreno de pele cor café com leite, cabelo castanho escuro e ondulado, estatura media, 1,75 para sua idade. Ele é um dos mais promissores lutadores de sua academia na modalidade de MMA. Ele está na final do campeonato entre academias, as vésperas de seu aniversário. O ginásio está lotado com as duas academias rivais. O seu mestre, Ryan Silva; um ex-lutador de MMA e professor da academia onde Asthor treina, o motiva a ganhar e lhe da às instruções.

- Asthor preste atenção! – dizia o treinador Ryan – O seu adversário é muito experiente! Foi campeão por duas vezes consecutivas. Mas isso não significa que, ele vai ganhar esse ano de novo. Fica ligado nos movimentos dele. No entanto, você é mais rápido. Vai lá e vence.

- Pode deixar mestre! Vou dar o melhor de mim. – dizia Asthor confiante – Hoje nós levamos esse campeonato.

Aparece a imagem no painel de placar dos brasões de ambas as academias, com os seus respectivos nomes o apresentador do evento, anuncia;

Asthor Carvalho da Academia Figthers Spiders, que leva o codinome de Aranhas; Contra Roger Dantas da Scorpions Kings, que leva o codinome de Escorpiões.

Naquele momento, Asthor estava apreensivo. Era final de campeonato de MMA. Tinha treinado há meses, acordava cedo para correr, malhava pelo menos duas horas por dia, para ganhar condicionamento físico e massa muscular e tinha uma alimentação balanceada para ter energia. Queria muito ganhar e levar sua academia a vitória, e deixar seu mestre e pai orgulhosos; e claro, sem falar na popularidade na cidade, principalmente com as minas. Asthor já estava na idade para se interessar pelo sexo oposto e sexo, Ainda era virgem e queria ter logo a sua primeira experiência sexual. Achava que se ganhasse o campeonato, muitas garotas o admirariam e seria muito mais fácil conseguir o que quer.

O Juiz da o sinal para iniciar a luta, e eles iniciam.

Inicia a luta entre Asthor e Roger. Asthor derruba Roger no chão e tenta imobiliza-lo com as técnicas de jiu-jítsu[3], Roger consegue escapar da imobilização. Ele contra ataca com socos e chutes no estilo muay-thai[4], Asthor se defende de todos os golpes. Asthor tenta ficar distante e analisa o adversário. Asthor sente os golpes de do seu adversário ele era muito forte porem Asthor era rápido. Acaba o primeiro round e ambos vão para os seus cantos do ring. Anuncia o segundo round, ambos começam a lutar. Roger ataca e com socos e joelhos e Asthor se defende, logo ele é derrubado e mobilizado. Asthor imobilizado esta sem opção poderia sair com o braço quebrado ou desmaiar a sua única opção era bater no chão. Todos ficam apreensivo, Asthor inverte a situação e sai da imobilização do golpe aplicado pelo adversário. Ele se afasta do adversário e usa o chute utilizado na capoeira, onde Asthor também é treinado. E acerta no rosto do adversário e leva para o chão. Roger se levanta e avança para cima de Asthor, o derrubado novamente. Mas Asthor é ágil, e escapa do golpe de imobilização Roger. Asthor o pega e o derruba, imobilizado de vez o adversário, que fica sem ação. O juiz faz a contagem e termina a luta, e dá a vitória à Asthor. Os Aranhas são os campeões do campeonato de MMA deste ano.

A multidão rodeia Asthor e o levanta, comemorando a sua vitória, fazendo a maior algazarra.
-Parabéns Asthor! Você ganhou... Muito bem! – dizia seu Mestre e companheiros de equipe

Na arquibancada está seu pai, Miguel Carvalho, um ambientalista que faz parte, de uma organização não governamental chamada Bestworld, que luta pelas causas do planeta (extinção de animais, poluição do ar e dos oceanos, leva alimento e remédio à população carente).

-Parabéns Asthor! – elogiava Miguel - Sabia que ia vencer, afinal, você é um Carvalho. Que tal sairmos para comemorar.

-Legal pai! Vai me levar para tomar cerveja? – pergunta Asthor.

- Ah... Não. Pergunta isso, daqui a uns três anos. – dizia Miguel

- Era bom demais para ser verdade. – Asthor se queixava

-Asthor você só tem 14 anos! Além disso, você é um atleta. - dizia seu pai o repreendendo

-Na verdade, quase 15 daqui a três dias e com isso, só faltaram três anos para atingir a maioridade.

- Até lá! – dizia Miguel – Vamos ficar com os hambúrgueres, batatas fritas, refrigerantes e pizza, que também não são alimentos ideais para um atleta.

-É... Pode ser. – Asthor concordava se conformado.

O time chamava Asthor para comemorar a vitória.

Asthor pede licença para seu pai e vai falar com a equipe.

- Asthor! Ai, você vem com a galera para comemorar a vitória da equipe? Cara as minas não para de falar de você, quem sabem é hoje que a gente não vai se der bem. Inclusive você! Saber pode resolver aquela sua pendência. – falava Beto um amigo e companheiro de equipe

- Ah cara! Desta vez não vai dar. – lamentava Asthor – Vou comemorar em família, meu pai está aqui, afinal é difícil estar com ele. Deixa para próxima, mas passa meu celular e meu e-mail e pede para me adicionar na rede. Cara faz essa por mim.

- Deixa comigo parceiro é nós!

- Firmeza Beto, é nós! -

- Está Certo!– dizia o seu colega de equipe.

Ambos tocam os punhos e seu Beto parte junto com outros integrantes da equipe em comemoração a vitoria.

- Falou galera! – Asthor se despedia e gritava com empolgação a vitória da equipe – E parabéns para nosso time, os aranhas levaram essa!

Todos respondiam comemorando a vitória dos Aranhas.

Aranhas! Aranhas! Aranhas!

Asthor e seu pai saem do ginásio, direto a uma pizzaria onde seu pai, Miguel sempre frequentava desde solteiro, esta pizzaria, lhe trazia muitas recordações para ele. Chegando seu Miguel dá o presente de aniversário adiantado para seu filho.

-Surpresa! – diz seu Miguel

Asthor pega dois ingressos e lê,

“Final do Jogo de Rúgbi[5] no dia 14/12 às 14h00min no Estádio Municipal de Santos”

-Legal pai! – dizia Asthor entusiasmado – duas entradas para a final de jogo de rúgbi dos Divinos de Santos contra os Gigantes de São Paulo, no estádio municipal de Santos. Bem no dia do meu aniversário!

Aposto uma grana! Os Divinos levam essa.

- Vai apostar nos Gigantes de São Paulo? Já que o time é da sua cidade.

– Vou! Vai que os Gigantes ganham essa.

- Pois eu duvido, essa é dos Divinos! Ai, vamos apostar? – perguntava Asthor

- Olha! Se eu ganhar – dizia Miguel para Asthor –, eu vou cobrar. Depois não venha me enrolar na hora de pagar a aposta.

- Pode deixar! Os divinos vão levar essa.

Miguel estava feliz vendo seu filho entusiasmado com a final de rúgbi, porém ele gostava mesmo e do famoso e tradicional futebol brasileiro, que também; assim como o rúgbi fora inventado pelos ingleses, mas foram os brasileiros quem aderiram e desempenham muito melhor.

- Esporte mesmo e bom é o nosso futebol! – dizia Miguel

- Qual é o nome do time que o senhor torce mesmo? – perguntava Asthor

- Ora, já esqueceu! São Paulo, em homenagem a cidade onde nasci que leva o mesmo nome. Hexa campeão brasileiro e tri campeão mundial embora a FIFA só tenha reconhecido um título. Que saudade de ver ao vivo, o jogo do meu time do coração. Só consigo acompanhar através da TV, radio ou pela internet, quando estou viajando a trabalho.

De repente se escuta um estrondo de trovões e um clarão forte dos relâmpagos, anunciando chuva do final da estação da primavera.

- Que droga! – reclamava Asthor – Vai chover! Será que essa chuva vai durar muito dias e vai estragar a partida?

- Fique tranquilo! – dizia Miguel o acalmando – Só é uma chuva passageira. O jogo é à tarde, até lá, a chuva já passou.

- Não me diga que o senhor, além de ambientalista faz previsões do tempo? – perguntava Asthor ao seu pai

- Não. Na verdade, uma pessoa me ensinou há prever o tempo. – respondia Miguel a Asthor - Se não fosse ambientalista, poderia trabalhar na previsão do tempo.

Miguel olha para o tempo pelo vidro da pizzaria, e acaba se entristecendo. Batia uma saudade de alguém muito especial do seu passado. A tempestade de chuva, os raios e os trovões o faziam lembrar-se dos momentos felizes que passou.

No dia seguinte, um sol radiante brilhava na cidade de Santos. O estádio estava lotado, parecia que todo mundo da cidade tinha ido ao ginásio para ver os Divinos contra Gigantes. Asthor e seu pai Miguel chegam ao estádio, e sentam nas poltronas indicadas nos seus ingressos. Ambos com uniformes e adereços; cada um com o seu time. Nenhum sinal de chuva à vista constatava Asthor e ficava surpreso com a previsão do seu pai.

- Pai! O senhor tinha razão, em sua previsão. Deveria pensar realmente nisso. – dizia Asthor

- Pensar em quê? – perguntava Miguel

- Deixar de ser ambientalista e heróis dos fracos e oprimidos, e ficar em terra fixa, trabalhando na TV com previsões do tempo.

Miguel deu de ombros, imaginado que poderia ser uma boa ideia, mas preferia continuar com a vida de sempre. Embora tenha criado seu filho sozinho, sempre contando com ajuda de sua família e de uma babá que cuidava de Asthor desde que ele era criança, devido à suas ausências por motivos do seu trabalho. Ainda sim, Miguel preferia a vida de andarilho, correr ao redor do mundo, na luta contra a destruição do meio-ambiente. Sentia-se bem no que fazia. Fazia esquecer as lembranças tristes do passado, que demorou a cicatrizar.

Sua esposa o abandonara quando Asthor, ainda era um bebê. Ele Sentia um amor imenso pela sua esposa. Esse amor é tão forte, que nunca a esquecera. Tentou várias vezes, relacionamentos com outras mulheres, mas nunca conseguiu esquecer a mãe de Asthor. Ela ainda vivia em seu coração.

Asthor e Miguel ouvem radio pelo celular dividindo o fone para ouvir os comentários do jogo.

“Estamos aqui reunidos, nesse grande evento no estádio de Santos, Os Gigantes de São Paulo enfrentam hoje os Divinos de Santos! Todos os espectadores desta tarde estão apreensivos com a partida. É muito importante a vitória dos Divinos hoje. Vencendo os Gigantes, estará mais próximo para disputar a final.”

Asthor e Miguel, já acomodados em suas poltronas ficam ansiosos com o início do jogo. Os jogadores de ambos os times entram em campo. Asthor grita com a entrada dos Divinos torcendo e lhe dando força para vencer essa partida.

-Vamos lá Divinos! – gritava Asthor

Inicia o Jogo entre os Gigantes e os Divinos. – Anunciava o locutor pelo radio

Enquanto o jogo rolava; pouco tempo depois, Miguel recebe uma ligação do Bestworld, interrompendo a transmissão do radio e tira fone do ouvido de Asthor e coloca nas duas orelhas para atender a ligação.

- Alô! – Miguel atende a ligação – Sim, estou bem. É, estou aqui no jogo dos Divinos contra os Gigantes... É estamos comemorando o aniversário do Asthor. – Miguel continuava a conversar com o Bestworld – Não dá...! Manda outro..., estou com meu filho... É o aniversário do Asthor..., você sabe como é difícil, conseguir uma folga... – Miguel recebe uma notícia que tira o chão dos seus pés – O quê? Você ta me dizendo que... Mas que droga...! As Baleias Azuis estão em extinção...! Está bem...! Estou indo para o aeroporto e pegarei o primeiro voo para Oslo.

Miguel encerra o contato com cara desanimadora e Asthor percebe a mudança em seu rosto.

– O que foi pai? – perguntava Asthor

- Filho, infelizmente apareceu um imprevisto. – dizia Miguel para Asthor.

Asthor percebeu que algo aconteceu no trabalho de seu pai. Não era a primeira vez, que Miguel saia às pressas e viajar para resolver problemas; relacionados ao meio ambiente, como salvar a floresta amazônica, a mata Atlântica, caçada e tráficos de animais e todo o mundo.

- O Bestworld detectou que há caçadores, no mar do norte. Vou ter que ir para Oslo, Noruega. Fique e curta o jogo e depois, quero o senhor em casa, logo após o termino do jogo.

Asthor fica decepcionado com a situação.

-Deixa pra lá, pai! – dizia Asthor – Não tem graça sem você. Posso ir junto, afinal é meu aniversario. Quero terminar o dia do meu aniversário com você.

Está louco! Eu to indo para Noruega, lá já é quase inverno. Deve estar graus abaixo de zero, você acha que vai aguentar o frio?

- Vou sim! Eu aguento e vou ficar na minha. Não vou atrapalhar. Por favor!

- Não sei não... pode ser perigoso.

- Qual é pai ta ligado já sou quase um homem afinal eu já tenho quase 15. Por favor, me deixa ir.

Está bem, mas vai ficar em nosso alojamento– ordenava Miguel –, não sabemos o que vamos encontrar... Talvez caçadores armados.

Asthor não gostava muito da ideia de ficar no alojamento sem fazer nada, mas acaba concordando. Miguel não tinha muito tempo de folga com o filho. Sempre que dava, Miguel levava Asthor em algumas missões. Para poder ensinar a importância, em proteger o meio ambiente e poder passar mais tempo, junto de seu filho.

A saírem da arquibanca e se dirigindo para fora do estádio, os divinos abrem o placar fazendo o seu primeiro try ou pontos. O locutor narrava o jogo quando os dois se retiram do estádio Municipal de Santos.

Miguel e Asthor vão ate um Heliporto embarcam em um Helicóptero direto para o Aeroporto internacional de Cumbica em Guarulhos, pegando o voo marcado as 17h00min que decola a destino a Oslo, Noruega.

O voo demora em torno de 13 horas ambos dormem Miguel lê um livro e Asthor com seu celular ouve musica e joga e acessa a rede social, respondendo aos seus amigos que lhe desejavam feliz aniversário.

Já é dia 15 de dezembro em Oslo. Eles chegam às 10h.

Chegando ao aeroporto internacional de Oslo; logo na saída do aeroporto, Miguel e Asthor encontram com o grupo do Bestworld e partem direto para a costa sudoeste Norueguês, onde fica um dos alojamentos. Miguel pede para Asthor ficar no alojamento, mas Asthor se nega e pede para ir junto nesta missão.

Qual é pai! – dizia Asthor – Deixa ir, quem sabe me interesso e me associo ao Bestworld como você, afinal eu tenho já quinze anos. Preciso me espelhar em você

Nós tínhamos combinado Asthor, que você ficaria aqui no alojamento. – dizia Miguel, que fica sem reação com os elogios e a admiração de Asthor com o pai – Está bem, mas não quero que se meta na missão, me obedeça e obedeça aos outros integrantes da equipe e nunca, jamais, saia da cabine.

Está certo! – concordava Asthor

Todos embarcam no navio do Bestworld, em direção ao mar da Noruega. Nesta época do ano faz muito frio na Noruega e neva muito, mas por sorte, o tempo está tranquilo, sem tempestade a vista.

Chegando ao local indicado aonde a caça ilegal acontece. Miguel e a Tripulação do Bestworld avista o navio pesqueiro dos traficantes, que estão caçando Baleias Azuis. Para vender sua carne e pele no mercado negro.

-Lá estão eles. – Dizia um dos tripulantes.

Miguel olha para o binóculo e vê caçadores agindo com arpões e rede de pescas. Ele se vira para Asthor e diz,

- Asthor! Quero que fique na cabine e não sai daqui. Você me entendeu? – ordenava seu pai

-Mas eu queria ver você acabando, com a alegria desses palhaços. – dizia Asthor

-Isso aqui não é diversão! Esses caras podem ser perigosos. Vocês esta me entendo?

-Sim senhor!

O navio do Bestworld se aproxima do navio pesqueiro, Miguel, pega o megafone, e sai da cabine se dirige a proa para advertir os caçadores.

Atenção! Somos do Bestworld a caça as Baleias Azuis é proibida. Estamos aqui para adverti-los, contra este crime.

Os caçadores ignoram a mensagem de Miguel e começaram a atirar, com rifles e metralhadoras no navio do Bestworld.

Miguel grita a todos que estão a bordo no navio, pelo megafone,

-Protejam-se! Chame a guarda costeira norueguesa! Esses caçadores, não estão de brincadeira. Os caçadores começaram a invadir o navio pulando sobre o convés, como se fossem piratas atacando os ambientalistas e a tripulação. Muitos se rendem aos traficantes. Miguel estava preocupado com a segurança de seu filho. Ele tentava impedir que os caçadores e contrabandista dominassem toda a tripulação. Miguel, já rendido com um rifle apontado para ele, não tem uma atitude sensata e enfrenta o contrabandista tentando tirar o rifle das mãos de um deles. Os caçadores, já tinham rendido a maior parte da Tripulação, até que um dos caçadores estava mirando o seu rifle, em Miguel enquanto ele enfrentava outro traficante. Asthor na cabine do navio, escondido estava com um pouco de medo. Ele nunca tinha vivido uma situação desta. Sempre acompanhava pela TV; assaltos a bancos, fazendo os clientes de refém, sequestro, guerras; muitas vezes, entre traficantes e bandidos contra a polícia. Asthor vê seu pai, sendo ameaçado enquanto luta com um deles. Momentaneamente, surgiu uma coragem e ferocidade, que nunca Asthor sentiu antes. A mesma, quando estava no tatame, ou nos campos, quando jogava rúgbi na seleção juvenil do clube em que frequentava. Ele sai da cabine, sorrateiramente, chegando mais perto possível tomando todo o cuidado para não ser notado pelos caçadores. O caçador está com Miguel, em sua mira, pronto a atirar. Ele aperta o gatilho, e o rifle dispara a bala em direção a Miguel. Misteriosamente, como um passe de mágica; em grande velocidade, Asthor se atira na frente de seu pai; sendo atingindo no ombro. Com a força do impacto da bala do rifle, mais a velocidade com que Asthor se jogou, o jogou para fora do navio, caindo diretamente no mar. No momento em que seu filho é atingido, e o vê cai no mar, Miguel fica totalmente paralisado; só observando, sem reagir devido ao surpreendente ato de loucura heroica do filho. O instinto do pai surge como de um leão, que luta para defender a sua família. Ele fecha o punho com toda a sua força e atinge a face do caçador, que está enfrentando, fazendo o cair ao chão. Logo Miguel corre para o casario do convés, para ver o seu filho.

–Não, Asthor! – gritava Miguel desesperadamente – O outro caçador se encontra, atrás de Miguel, com o rifle, mirando em sua nuca.

-. – ameaçava o caçador.

Miguel no momento de fúria; rapidamente se vira, tira o rifle do caçador e o golpeia com um soco frontal; quebrando o nariz do caçador.

- ! – gritava o caçador de dor –

Miguel vai para cima do caçador, mas é segurado por outros dois caçadores. Um deles golpeia com o cabo do rifle, em seu estômago, fazendo cair de joelhos no chão. O caçador com o nariz quebrado, jorrando sangue se levanta e pega o rifle, mirando na testa de Miguel.

<- Eu vou estourar os seus miolos. –> ameaçava o caçador< – Ambientalista maldito!>

No fundo do mar gelado da Noruega, Asthor inconscientes estava sendo levado pelas correntes marítimas. Seus batimentos cardíacos estavam ficando fracos. A sua temperatura estava caindo, o seu corpo estava começando a se congelar. Além disso, estava sangrando, chamando logo à atenção de peixes e mamíferos carnívoros, principalmente das Orças que sente o odor de sangue. Parecia que este era o fim dele. Morrer congelado, ou virar comida de orca. Não há mais nada, a se fazer, apenas esperar a morte. Asthor estava desacordado, mas seu cérebro, ainda está ativo. Embora tivesse perdido todos os seus sentidos, o seu subconsciente pensava em toda a sua vida, o que tinha feito, e o que não faria mais. Aos quinze anos, havia morrido; Não iria mais se formar, e não entraria para a universidade; não tiraria mais a sua carteira de motorista; Não participaria dos torneios de MMA; Nunca conheceria uma garota, na sua intimidade; Tinha vivido muito pouco, não queria morrer, mas não tinha mais nada a se fazer. Somente um milagre, o poderia salvá-lo. Somente Deus poderia salvá-lo. Asthor não era muito religioso, embora fosse de família protestante. Frequentava aos domingos a igreja, ele ia mais obrigado do que ia por prazer. Ele às vezes faltava, preferia ficar o domingo até mais tarde na cama do que ter que ir a igreja. Por isso pensava que Deus, não perderia seu tempo em salvá-lo.

Asthor já estava sendo rodeadas por um grupo de orcas, prontas para atacá-lo e o devorá-lo.

Em Asgard em uma câmara secreta um artefato mágico em cima de uma cripta de pedra conhecido chamado de Mijolnir ressoa e se manifesta. Ele brilha e soltar raios elétricos.

Quando a primeira orca avança para abocanhá-lo. A mesma luz formada por raios elétricos envolve-o Asthor, fazendo desaparecer no meio das águas marítimas, deixando as orcas perdidas. Devido o desaparecimento do corpo, que estava ali para alimentá-las.

Capitulo 2

Desacordado, Asthor reaparece flutuando nos ar e logo em seguida, se transforma numa centelha de luz que viaja pelos céus da Terra, acima das nuvens até se deparar com um arco-íris. A centelha começa a percorrê-lo, ultrapassando a estratosfera e viajando pelo espaço, entre o cosmo. Esse arco-íris não um arco-íris comum. Era a ponte Bifrost, a ponte que liga a Terra a Asgard. Ao percorre a ponte Bifrost, a centelha se aproxima de Asgard e tem a sua entrada permitida, pelo portal Heimdall. Chegando a Asgard, a centelha pousa na grama verde, próximos aos campos floridos de Asgard. Ela se transforma em Asthor.

No palácio de Valaskjálf, a aesir Thrud, vê que Asthor já tinha chegado e tinha pousado, nos campos de Asgard.

- Ele chegou. – constatava a rainha– Vão e traga-o para Valaskjálf!

As valkirias se preparam para partir, em seus cavalos alados, indo à direção aos campos floridos para trazer Asthor. Chegando ao local, elas o veem ele desacordado. Elas percebem que Asthor está ferido. A sua temperatura está baixa e com batimentos cardíacos, estão fracos. Imediatamente elas cortam a camiseta de Asthor e com magia, cura o ferimento no ombro de Asthor, cicatrizando-o sem deixar nenhuma marca do ferimento. O cobre com um manto feito da pele de carneiro e o coloca na biga de uma das valkirias, e levam diretamente para o palácio de Valaskjálf.

Chegando, as valkirias o instalam em um dos aposentos reais. Vendo o seu estado, as valkirias fazem uma bebida, feita da polpa de uma fruta mística.

Esta fruta era a maçã de Induna. Ela dava vida e juventude eterna, para todos em Asgard. A aesir Induna era conhecida como a aesir da poesia e guardiã dos pomares sagrados, cujas maçãs permitem que os aesires e todos que vivem em Asgard, vivam para sempre e jovens.

Segundo a mitologia nórdica, a maçã era dada para as divindades nórdicas para que vivessem até o Ragnarok. Sem ela, as divindades não podiam ser imortais. O pomar ficava em um lugar secreto e guardado pelos melhores guardiões asgardianos, somente os aesires e seus aliados tinham acesso. Após ter tomado o líquido feito da maçã de Induna, Asthor se recupera rapidamente, algum tempo depois, ele desperta. Ao acordar e vê a visão do paraíso – lindas valquírias, e pensa estar na terra da fantasia.

- Uau! Com certeza, eu morri e estou no céu. –dizia Asthor, ao acordar.

As valkirias sorriem para ele, agradecendo pelo elogio. Asthor vê que estava sem roupas, totalmente nu. Somente coberto com uma manta, cobrindo as partes intimas e as pernas.

– Ai caramba! – dizia Asthor – Vou perder a virgindade no céu. Quem disse que a vida após a morte, não era boa. Já tava, preocupado. Afinal, eu morri virgem. – Asthor achava que estava se dando bem, até tinha se esquecido do que tinha ocorrido com ele – Vocês são lindas! – continuava a elogiar Asthor – Muito bem, quem vai ser a primeira?

As valkirias riem de Asthor, e ele fica sem entender nada e fica constrangido. Afinal, acorda em um quarto, com lindas garotas, nu. O que haveria de pensar? Neste instante, as portas dos aposentos, se abrem. Na porta, estão dois cavaleiros que montam guarda, em frente aos aposentos, onde ele está instalado. Entre os cavaleiros, surge uma linda mulher, que entra nos aposentos. Essa mulher tinha a pele lisa e branca, como à seda; os olhos azuis como o céu; os cabelos resplandeciam como ouro; era de longe, uma das mais belas que estavam ali. Ela vai até aos pés da cama de Asthor.

- Retirem-se! – ordenava a mulher imponente às valkirias.

As valkirias obedeciam e se retiravam dos aposentos.

Asthor não entendia nada. Quem era a mulher de cabelos dourados e com voz imponente, que mandara as outras se retirarem. Uma das servas, antes de sair, coloca nos pés da cama as roupas secas, feitas de pele carneiro, linho e algodão.

- Se vista e me encontre no Saguão principal de Valaskjálf! – dizia a mulher de cabelos dourados

Sem discutir, Asthor teme as suas ordens e a vê, sair dos aposentos. Não tinha muita escolha precisava entender o que estava acontecendo.

- Afinal de contas! Que diabos esta acontecendo aqui? – se perguntava Asthor a si mesmo – Não to entendendo, mais nada.

Asthor se vestiu, achou estranhas as roupas. Calças, cinto, botas de couro; camisa de linho e um sobreposto ou colete de pele de carneiro. Asthor parecia um personagem, que tinha saído dos livros de Tolkien. Ele precisava de resposta, no momento, veio à lembrança do que acontecera. O jogo dos Divinos contras Gigantes, a viagem para Oslo na Noruega, Asthor junto de seu pai, a bordo de um navio no mar do Noruega, os caçadores, e se lembrava de ter tomado um tiro de rifle e que caiu no mar. Logo se deu conta de ter lembrado, do que tinha acontecido. Depois disso, ele tinha perdido os sentidos, quando caiu na água gelada. Pensava, se o seu Pai, estava bem. Precisando de resposta, Asthor até se esquece das Valkirias e vai atrás da mulher, que pediu para encontrar no saguão principal de Valaskjálf.

Asthor achou estranho às portas, não tinham maçaneta e tentava encontrar um jeito de abrir. Viu que tinha um dispositivo ao lado da porta, que ao tocá-lo, as portas se abriam automaticamente e se mantinham aberta, por alguns instantes. Asthor sai dos aposentos e estranha a tecnologia, misturada com artigos e objetos medievais. Logo pelo corredor ele avista dois guardas, que pareciam estátuas vestidos como armaduras medievais e elmos de vikings, guardando a entrada de um terraço, por onde entrava a claridade.

- Será que estou em algum tipo de filme de fantasia da era medieval? – perguntava Asthor a si mesmo

-Onde eu estou? – pergunta Asthor aos guardas – Onde eu posso encontra...

Um dos cavaleiros o interrompeu, antes que Asthor terminasse de perguntar.

– Vossa majestade se encontra no saguão principal de Valaskjálf. Siga em frente e a encontrará.

Asthor fica com cara de espanto, com o profissionalismo da guarda que ficam imóveis como estatuas, sem olhar para Asthor e sem a menos piscar, olhando para o nada, lembrando muito os guardas reais do Reino Unido que guardavam a entrada do palácio de Buckingham.

- Valeu! É por aqui?

Os guardas, não o respondiam e ficavam imóveis.

-Então ta. Até mais!

-Isso que chamo de profissionalismo! – dizia Asthor.

Ele seguia o corredor e se espantava, com a decoração e arquitetura no estilo bizantino, românico e gótico[6] do local, havia vários retratos de pintura e esculturas. Nelas mostravam vários guerreiros enfrentando gigantes, com armas medievais. Após percorrer todo o corredor, Asthor vê a saída, em fim ele vê a sacada e avista a mesma mulher de logos cabelos dourados, que estava de costas. Asthor vai até ela.

-Com licença! – dizia Asthor – Oi! Poderia me dizer o que aconteceu comigo. Onde eu estou? E que lugar é este? Como vim parar aqui?

Asthor fazia muitas perguntas para saber o que estava acontecendo, sem saber ao certo, aguardava alguma resposta da misteriosa mulher de cabelos dourado.

- Acalme-se! – dizia a mulher de longos cabelos dourados – Todas suas perguntas serão respondidas e suas dúvidas serão esclarecidas. Chegue até saguão!

Asthor meio encabulado e apreensivo se aproxima calmamente, no saguão ao ver a vista, ele fica impressionado.

– Ohhh! Que lugar é este? - pergunta Asthor deslumbrado

- Essa é Asgard! – respondia a linda mulher de cabelos dourados – Lar dos aesires, os deuses nórdicos.

Asthor estava meio tonto, com tudo aquilo. O lugar era lindo e não tinha outra explicação para ele. Aquilo era o céu. O reino todo com arquitetura diversos estilos; bizantino, góticos, românicos e Art Nouveau.

- Ah, me desculpa! – dizia Asthor – Eu não me apresentei, meu nome é...

- Eu sei quem você é. – interrompia a mulher de cabelos dourados – Asthor Carvalho!

Asthor fica surpreso, por ela saber que ele é.

- E a senhora seria...

- Thrud, aesir do céu e do clima. Eu sou a rainha de Asgard, desta era.

A aesir Thrud sai da sacada e pede para que Asthor, a acompanhe para conhecer o castelo Valaskjálf.

- Venha conhecer o castelo Valaskjálf!

- Castelo Vala o quê? – pergunta Asthor

- Castelo Valaskjálf! – ela dizia – O castelo onde Odin reinou por muitas eras.

Asthor quer algumas explicações, que tinham sido lhe prometidas. E corre atrás de Thrud.

-Por favor, diga-me! Eu morri e estou no céu? – pergunta Asthor

- De certa forma, sim. Você morreu e renasceu, e sim. Asgard pode ser chamada de céu.

Asthor ainda não estava entendendo e se perguntava,

Como assim, morri e renasci? De fato, estou realmente no céu, poderia confiar no que esta mulher diz.

Mesmo não a conhecendo, a rainha Thrud lhe inspirava confiança, era como se Asthor, já a conhecesse. Mas Asthor ainda precisava de respostas. Aquelas respostas, não eram o suficiente para compreender, o que estava acontecendo. Asthor com firmeza pede uma explicação mais concreta, a Thrud.

-Por favor, eu preciso de respostas, mais claras! Afinal de conta, o que aconteceu de fato comigo.

-Não fique tão aflito, mantenha-se calmo! Já lhe disse! Todas as suas perguntas serão respondidas. Por favor, me acompanhe.

Ao sair do castelo, eles fazem um tour pelo aos redores e chegam a um salão, onde vê uma fila imensa de guerreiros chegando e fica curioso. Por caso vai ter algum show importante hoje ou algum jogo imperdível.

Este e o salão Valhalla! É para cá que vem os guerreiros honrados, mortos em batalha. Veem para se tornarem guerreiros imortais para lutarem por Asgard, no Ragnarok que se aproxima.

- Então está me dizendo que eu morri, e vou me tornar um guerreiro imortal. – concluía Asthor

- Mais do que isso! – respondia Thrud – Talvez, um dos maiores heróis divinos, que já existiu.

Asthor imaginavam estar em um sonho. Como assim, se tornar um herói divino? Já que morreu e renasceu, não poderia voltar para casa e continuar a viver, uma vida normal como de um rapaz normal. Asthor tenta recusar a oferta;

- Eu realmente estou agradecido com a proposta – dizia Asthor querendo fugir da situação –, mas sabe como é! Eu ainda sou menor de idade, sabe! Não tenho idade para entrar no exército, ainda não tirei a minha carteira de habilitação. Francamente, não é a minha praia essa de me tornar, um tipo de herói como nos quadrinhos.

Thrud olhou com seu olhar penetrante, o assustando, fazendo o abaixar o tom de sua voz, até que, ele se cala. Thrud continuava andando pelo castelo e Asthor a seguia em silêncio.

- Você já ouviu falar, em mitologias nórdicas e eddas poéticas escandinavas? – perguntava Thrud, quebrando o silêncio – como, por exemplo, o anel dos nibelungos ou crepúsculo dos deuses.

- Sim. – respondia Asthor – Inclusive fizeram até uma ópera, baseados nestes poemas épicos. Mas o que isso tem haver?

- Vou lhe contar a historia de Asgard e dos nove reinos. A verdadeira história, contados por esses poemas épicos e mostrarei que não há nada de mito, e que tudo é muito verídico.

Asthor não queria uma aula de mitologia, apenas saber como ele chegou até Asgard, de como poderia voltar para casa, e se realmente ainda estava vivo. Asthor não tinha muita escolha, se não a ouvir, até descobrir e poder entender tudo que estava acontecendo. Na escola, na aula de história, Asthor ouvia muito sobre mitologias. Mitos de deuses tanto gregos, romanos, egípcios, hindus e claro, nórdicos. Seu pai também falava muito sobre mitologia, especialmente a mitologia nórdica. Achava estranho o interesse de seu pai sobre este assunto. Embora Asthor fosse um atleta, ele também se interessava nas aulas de história. Principalmente quando envolvia o tema mitologia. Muitos acham que a maioria dos atletas, não tem cérebro para se interessarem por estes assuntos. Apenas se preocupam com, os músculos, popularidade, vencer os campeonatos e as garotas. Ele sempre esteve concentrado nas aulas de história, participando delas. Até mesmo ia à biblioteca do colégio para pesquisar sobre as matérias dadas, em aula. Até já chegou a apresentar um trabalho sobre o assunto, no qual ele foi elogiado pela Sra. Kátia, a professora de História. Ela deu um “10”, pelo seu trabalho de pesquisa, sobre mitologias e seus panteões.

- Diga-me!– dizia Thrud a Asthor – O que sabe sobre mitologias nórdicas.

- Bem! O que eu sei, foi o que aprendi no colégio e o que meu pai me conta. Asgard, lar dos deuses nórdicos, conhecido como aesires. Eles eram governados por Odin, que era casado com Frigga. Ele tinha muitos filhos, um deles era o deus do Trovão, Thor.

- Sim. E o que mais?

- Pelo que me lembro, eles se preparavam para uma guerra. Essa que a senhora chama de Rag... O que mesmo?

Ragnarok – corrigia Thrud

Na crença cristã; segundo a bíblia no livro de Revelação, o Ragnarok é comparado ao Apocalipse, o dia do juízo final.

-Pode se dizer que sim, o Ragnarok é o Apocalipse ou Armageddon. Muito bem Asthor! – Thrud cumprimentava Asthor pelo pequeno conhecimento

- Obrigado! É que eu fiz um trabalho de pesquisa para o colégio sem falar que meu pai se interessa por este assunto. Ele sempre me contava historias sobre Asgard, Thor, Odin até mesmo da senhora... Deusa Thrud.

Thrud sorri e fica lisonjeada por Thurs saber que ela é.

- Asthor! Vou lhe contar desde o inicio o que os mortais chamam de mitologia nos, os Aesires chamamos de historia dos deuses nórdicos.

Capitulo 3

Thrud inicia a historia da cosmologia dos deuses nórdicos.

No início dos Tempos, quando não existia terra, mar e nem o ar. Só existia a escuridão, já estava lá o “Pai”... Ao começar a criação, mesmo no centro do espaço abria-se Ginnungagap – era um terrível abismo sem fundo e sem luz, circulado por uma massa de vapor. Ao norte estava a Terra de Niflheim – o mundo de água e escuridão que se abria ao redor da eterna fonte de Hvergelmir. Desta fonte nasceram 12 rios do Elivagar, as doze correntes que corriam até aborda do seu mundo, antes que encontrarem-se, com o muro de frio, que gelava as suas águas, fazendo-o também, cair no abismo. As águas escoavam no abismo adentro para muito longe de sua origem, onde em alguns pontos; a água congelou, formando assim camadas sobrepostas de gelo que foram pouco a pouco, preenchendo o abismo... Ao sul deste caos, estava a terra de Muspelheim – país do fogo, o cálido lar do fogo elementar, cuja custódia estava encomendada ao gigante Surtur - gigante do fogo que lá vivia. Surtur lançava nuvens de centelhas ao brandir a sua espada flamejante, enchendo o céu de fogo, mas este fogo quase não conseguia fundir o gelo do abismo e o frio venceria de novo, fazendo com que se elevasse uma coluna de vapor que também não podia fugir do abismo, dado que, ao encontrar-se com o mundo do gelo, condensava as grandes colunas de umidade, enchendo de nuvens o espaço central... Deste lugar surgiu o Gigante Ymir, a personificação do oceano gelado, e nasceu com fome voraz, que só pode saciar com outras criaturas nascidas. Ao mesmo tempo em que ele o devorava se misturava com pedaços de gelo. Desta mistura nasceu a Vaca Audumla (o símbolo da fecundidade) de suas tetas brotavam quatro rios de leite. Audumla, procurando avidamente o seu alimento, lambeu um bloco de gelo que o fundiu com a sua língua, fez aparecer um corpo adormecido e congelado. Este corpo era o bom aesir Buri, enterrado Muito tempo antes nos gelos perpétuos. Enquanto isso Ymir criou outro ser chamado, Thrudgelmir e logo depois uma companheira Belgemir com que deu a cria aos Gigantes do gelo. Iniciava a guerra do bem e do mal. Buri também gerou um filho e aliado esse era o aesir Bor. Os gigantes de gelo viram que era necessário iniciar o ataque aos aesires. Buri e Bor eram muito fortes e a guerra se estendeu por muitas eras. Logo Bor conheceu uma giganta chamada Bestla ela era filha do seu inimigo Gigante Bolthorn. Eles viveram um amor proibido. Mesmo esse amor sendo proibido pelos seus pais, Bor e Bestla se uniram em matrimonio e tiveram três filhos, Odin, Vili e Vê (eram representados pelo o espírito, à vontade e o sagrado). Tendo seus filhos, como aliados eles conseguiram derrotar todos os Gigantes de Gelos. A luta acabou, quando Ymir caiu. Com a sua grande quantidade de sangue a jorrar, fez afogar quase todos os gigantes, exceto dois. O gigante Bergelmir e sua esposa fugiram e uma barca para o limite do mundo. Do enorme corpo de Ymir, se fez Asgard e Midgard (Terra) e os mundos restantes. Do seu corpo se fez Midgard. Da sua carne encheu o enorme vazio chamado Ginnungagap; seu sangue fez os rios, lagos e os oceanos. Seus ossos inquebraveis faziam as Montanhas de seus dentes rochas, pedras e os desfiladeiros sobre as quais colocaram as sobrancelhas do gigante, para fortificar a fronteira com o mar. De seus cabelos e pelos fez a vegetação.

Asthor frequentava pouco a igreja, e lia pouco à bíblia, mas conhecia o livro de Gênesis onde fala que Deus criou o mundo, em sete dias. Ele agora estava ouvindo e comparando com que aprendeu, segundo o livro de gênesis. Asthor ouvia Gênesis, segundo a Mitologia Nórdica.

A muita distância da criação da vida, O gigante Belgemir e sua esposa foram para um lugar, onde só havia frio e gelo. Esse lugar passou a ser chamada de Jontunheim, a terra dos gigantes de gelo. Lá inicia a criação de uma nova raça de gigantes de gelos. Eles queriam continuar, a renovada luta entre as forças opostas. Enquanto isso nascia Midgard, a Terra. Faltava apenas fechar este novo mundo e, julgou-se conveniente, fazer isso. E assim se fez. Encarregando aos anões, Nordri, Sudri, Austri e Vesdri fecharam e fixaram em cada em quatro dos pontos cardeais, que levavam os seus nomes. Do crânio de Ymir fez-se nascer o céu, com o cérebro fez o ar e as nuvens. Só faltava a iluminação desse espaço, os aesires foram à Muspelheim a terra do fogo, com espada flamejante de Surtur fez com sua centelha, fazendo surgir o crepúsculo. O gigante Mundilfari tinha dois filhos chamando de Sun e Mani. Sun era responsável pela a iluminação do dia e Mani era responsável em, mergulhar nove mundos na escuridão na noite. Ambos brilhavam como esferas luminosas. Considerados, gêmeos divinos, Sun, a divindade do Sol e Mani, a divindade da Lua. Logo Midgard começara a ter os seus primeiros habitantes. Para habitá-la era necessário muito mais do que os elfos, bons e maus para dar sentido ao Universo, e os aesires pensavam que tinha terminado de construir Midgard. Odin viu que precisava ter a presença de um homem e uma mulher. Vendo perante as duas arvores Olmeiro e um Salgueiro junto à beira mar criou se o homem e a mulher. Dando alma, carne e sangue para que juntos procriassem para habitar Midgard. Odin casou com Frigga, com quem teve filhos, entre eles estava Balder. Mas Odin também teve relacionamentos extraconjugais, com outras divindades. Uma dessas divindades foi Jord, a deusa de Midgard. Deste relacionamento nasceu Thor, o aesir do Trovão, o maior guerreiro e herói de Asgard e de Midgard, dentre outros casos amoroso, foram gerados Loki e Vidar e outros mais. De todos os filhos, somente quatro foram selecionados por Odin, para herdar e assumir o trono do reino de Asgard. Foram esses, Vidar o aesir do Silencio e da Revanche, Loki o aesir do fogo e das trevas, Thor o aesir do Trovão, Balder o aesir da justiça e da sabedoria.

Dentre os quatros, Odin escolheu Balder, por ter o senso de justiça e bondade em seu coração. Era o mais maduro de todos. Alem dessas qualidades, Balder era o filho legitimo de Odin e Frigga e não um filho bastardo como os demais. Entre os outros filhos de Odin, haveria um que o trairia, por sentir inveja e sede de poder. Esse era seu filho mais velho, Loki o deus das trevas e da trapaça. Ele sentia inveja de Balder, por ser o preferido e por ser o filho legitimo não um bastardo como ele e os demais. Loki queria o trono de Asgard para si e dominar Asgard e Midgard e todos os nove mundos. Balder, por ser o mais justo e bondoso entre os filhos de Odin, não tinha essa ambição de Loki por isso, o achava fraco para se tornar o sucessor de seu pai. Loki tramou contra seu irmão, provocando a sua morte. Balder tinha um dom dado a ele, era imune a qualquer tipo de ataque ofensivo, nada poderia atingi-lo porem, uma única planta; um visgo inofensivo era mortal para Balder. Loki induziu o seu outro meio irmão, Hodr[7], porem também era filho legitimo de Odin e Friga que não estava selecionado, para se tornar sucessor de Odin. BalderBalder foi morto por seu irmão, Hord que o outro filho legítimo de Odin e Frigga, o aesir cego Hord. Ele disparou uma flecha, acidentalmente com ramo de visgo , no coração de Balder, graças a influencia de Loki. , na ponta da flecha, havia uma erva inofensiva, mas mortal para Balder a única coisa que poderia feri-lo e matá-lo. Após ter tramado e conseguido a morte de Balder, Loki já se sentia vitorioso e acharia que seria o próximo a se tornar sucessor ao trono de Asgard. Mas Odin não escolheu, escolheu seu outro filho, Thor. Odin deu de presente a Thor, uma arma poderosa, o martelo Mjolnir, por ter merecido e por se tornar um guerreiro de coração puro. Isso fez Loki odiar seu outro meio irmão. Odin sempre consultava o futuro de Asgard, com a nornas que viviam sobrem às raízes de Yggdrasil e teciam o passado, o presente e o futuro. Elas teciam as previsões na tela de Algodão e mostraram à Odin, a traição de Loki. Ele iria liderar as forças das trevas, junto com suas crias, em direção a Asgard fazendo-a mergulhar em trevas.

Odin, ouvindo o alerta das nornas começa a observar Loki. Via que seu filho mais velho cometia muita maldade, tentou varias vezes prejudicar Thor. Descobriu pela nornas que foi o verdadeiro responsável, pela morte do bondoso aesir Balder. Ao contrario de Balder, Loki tinha o dom da maldade, sempre sentido inveja de seus irmãos, queria se tornar o sucessor de Odin e assumir o trono, a qualquer custo. Odin foi obrigado a banir Loki de Asgard, aprisionando em uma gruta, onde somente ele conhecia sua localização. Após liberto de sua prisão, Loki foge para Jotunhein, a terra dos gigantes de gelos. Ele jurou vingança e arquitetava o ataque a Asgard, junto com suas crias, o lobo Fenrir, a serpente Jormungand e a senhora do submundo, HellHellaa.

Antes do Ragnarok, Odin juntos com os outros aesires, sequestraram os três filhos de Loki, para impedir que o Ragnarok aconteça. Aprisionou o lobo Fenrir, em Asgard, a serpente Jormungand foi lançada nos oceanos de Midgard e HellHella foi banida para Niflheim, onde se tornou rainha do Submundo, mas era inevitável, o destino. Chega o dia do Ragnarok, todos os filhos de Loki são libertados e convocados pelo próprio para lutar no Ragnarok. No exército de Loki era composto por; Gigantes de gelo, gigantes de fogo, elfos negros, trolls e guerreiros imortais, vindos do submundocompostos pelos Gigantes de gelo, gigantes de fogo, elfos negros, trolls e guerreiros imortais vindos do submundo, , chamados de nibelungos. Sem contar com os seus três filhos. Todos liderados por Loki, e suas crias. Eles avançam em direção a Asgard, pela a ponte Bifrost, a ponte arco-íris. Heimdall toca a sua trombeta, anunciando a invasão das trevas. O guardião da ponte Bifrost tenta impedi-los com suas defesas, mas suas defesas são destruídas pelos seres das trevas. Ele é atacado por Loki, e ferido mortalmente por uma rajada de energia mágica, lançada pelo próprio. As trevas passam pelas defesas de Bifrost, e os exércitos das trevas chegam aos campos de Asgard, próximo a grande muralha que envolvia todo reinoreino.

Do outro lado da muralha, oO exército estava formado por, elfos, valkirias, anões, einheijar e aesiresaesires; pronto para defender o reino de Asgard das forças das trevas. Em cima dos muros de Asgard, arqueiros preparam-se para atirar suas flechas. Logo abaixo, nas planícies fora dos muros de Asgard, encontram-se guerreiros, empunhados com espadas e escudos, em suas montarias; cavalos alados, grifos e bigas puxadas por bodes e carneiros celestiais. Todos se preparavam para o ataque para defenderem Asgard a todo custo. Logo à frente estava Odin, com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Thor com sua biga puxada por seus bodes celestiais e Vidar montando em um grifo. Odin avista a chegada das forças das trevas, lideradas por Loki e suas crias.

- Se preparem! – dizia Odin – Eles estão chegando. Já passaram pelas defesas de Heimdall.

-Preparem-se para o ataque, Asgard! – anuncia Thor – Vamos lutar até o fim! Lutaremos em nome de Asgard! Nesta mesma hora, um alvoroço de todos, gritando e repetindo as palavras de Thor. “Em nome de Asgard”!

As tropas das trevas chegam a Asgard. Estabelecem-se a 1 km dos Portões de Asgard se preparando para o Ataque, encarando os adversários, frente a frente. Nesta hora, Odin sentia frio na barriga e uma profunda tristeza, quando via Loki.

Seu filho havia se tornado seu inimigo. Thor e Vidar põem as mãos nos ombros de seu pai, sentia a sua dor.

– Ataquem! – ordenava Loki – Entrem em Asgard, não quero ver nenhum asgardiano vivo. Matem todos!

As tropas das trevas avançam, em um alvoroço, pronto para passar por cima do exército asgardiano e seus aliados, querendo a qualquer custo, invadir o reino. Do outro lado nas tropas asgardianas, Odin da o sinal de ataque. Os arqueiros atiram suas flechas, atingido o exercito das trevas. Guerreiros montados, em seus cavalos alados e grifos, indo em direção ao inimigo, empunhando suas espadas. Do outro lado, gigantes, elfos negros e trolls, montados em dragões que cuspiam fogo, sobre os arqueiros, queimando-os. Os guerreiros asgardianos lutam contra os seres das trevas, com espadas, matando uns aos outros. Muitas mortes de ambos os lados. Vidar em cima de seu grifo matava dragões e gigantes. Thor em sua biga matava os gigantes, com o seu martelo, derrubando-os, um a um, usando os seus raios com trovoadas e com os ventos, os afastavam de Asgard. Odin com sua espada golpeava e matava muitos gigantes, elfos negros e trolls. Ele pede para Vidar voltar para Valaskjálf, para protegê-lo, enquanto ele e Thor tentam impedir, que as forças de Loki avancem para dentro do reino. Obedecendo-o; Vidar volta para o palácio, junto com um grupo de guerreiros. Chegando ao Palácio Valaskjálf, Vidar se prepara para defendê-lo, a qualquer custo.

- Vamos proteger Valaskjálf! – Ordenava Vidar – Não permitam que ultrapassem as muralhas de Asgard.

- Ainda há civis no reino. – informa um dos einherjar

-Mande todos para dentro do palácio – ordenava Vidar –, precisamos protegê-los.

Os guerreiros faziam o máximo, mandando todos os habitantes de Asgard para dentro do palácio para se protegerem. Dentro de Valaskjálf também estava os filhos de Thor; Magni, Modi, Uller e Thrud. Eles saem do palácio, a fim de ajudar a população asgardiana. Alguns nibelungos conseguem entrar nos domínios de Asgard, que vinha montado em dragões, que invadiam a cidade pelo céu, cuspindo fogo em toda ela. Magni, Modi, Uller e Thrud, ainda eram muito jovens e pouco experientes, praticamente era, a sua primeira batalha. Todos estavam muito apreensivos, com aquele momento. Eles formam uma barreira para que os seres das trevas, não avançassem mais para dentro de Asgard. A batalha iniciava entre eles,

Magni era o mais forte de todos, tão forte quanto seu pai. Usava uma luva de ferro, com que esmagava os inimigos, com um só golpe; Modi era o mais habilidoso com espadas. Ele manejava com muita coragem, retalhando os inimigos com ela, além de lutar muito bem desarmado em lutas corpo a corpo; Uller era o mais sábio e sensato de todos, usava a inteligência e táticas, em vez da força física. Com o seu arco atirava flechas em seus inimigos, tinha uma ótima pontaria, além de ser muito velozes. Suas flechas eram mágicas, feitas de energias nunca acabava além de atingir a velocidade da luz; Thrud, a aesir dos elementos. Ela os usava, assim como seu pai para derrotar os inimigos. Quando se enfurecia, ela levantava voo com sua armadura alada, em direção ao céu, trazendo as nuvens escuras com trovões e raios que caiam sobre os inimigos. Ela usava um cajado mágico, que o usava para invocar os elementos;

Todos eles lutavam bravamente para defender Asgard, como uma verdadeira equipe de heróis, tentando fazer os inimigos, recuarem. Mesmo com os seus dons, eles estavam em menor número e se encontravam em desvantagem perante o inimigo. Com o ar gelado que os Gigantes de gelo sopravam, congelavam os portões de madeira da entrada da cidade, e com suas forças, golpeavam e destruíam-nas para abrir passagem. Uma parte dos nibelungos era liderada por HellHella, a senhora do submundo que penetravam na cidade, após os gigantes abrirem caminho. HellResponsável pelo submundo convocou muitos desses guerreiros imortais, de almas perdidas, conhecido pelos nomes de nibelungos para lutar ao lado de Loki. Os quatros jovens aesires tentavam impedir que os nibelungos avançassem, cada vez mais. Magni foi para cima deles com sua luva de ferro, golpeando e derrotando-os. Ele batia no chão com um único golpe, e se formava um grande tremor, fazendo monumento de pedras caírem sobre eles. Logo atrás está Modi, com a sua espada, e Uller com seu arco e flechas. Pelo ar vinha Thrud com seus relâmpagos e tornados. HellHella lança suas rajadas de energia, contra os jovens aesires, que caem ao chão. Uller que era o mais sensato, ,a.rcebe que precisa supreender Hell para poder derrot percebe que precisa surpreender HellHella para poder derrotá-la,

Thrud enfurecida, não da atenção a Uller. Ela sobe novamente para os céus e invoca os ventos, formando um enorme tornado. Ela o manda em direção a HellHella. A senhora do submundo, desviou o tornado mandando de volta, em direção a Thrud que a envolvia e a lançou longe; caindo em cima de um telhado de uma das casas da cidade de Asgard. Magni e Modi avançam com ataques frontais. HellHella lança sua rajada de energia, pelas mãos, também os arremessando para longe. Uller surge em frente a ela, e atira suas flechas místicas, contra HellHella. Ela estava protegida com um escudo mágico, absorvendo o impacto das flechas. HellHella vai à direção a Uller, que continua atirando suas flechas ineficazes, contra ela. Ela se aproxima dele, e com suas mãos; pálidas e frias toca o rosto de Uller. Com o seu olhar penetrante, olha diretamente para os olhos dele, o hipnotizando, fazendo-o abrir a boca. HellHella abre sua boca também, e se aproxima da boca de Uller. Ela suga a vida de Uller, fazendo-o envelhecer rapidamente. Modi ao longe, vê o que está acontecendo e corre rapidamente para deter HellHella. Ele dá um grande salto, em cima de Uller e HellHella, com sua espada a separa de Uller, fazendo HellHella recuar e se afastar de Uller. Modi pega Uller e se afasta de HellHella, se escondendo, ele tenta acorda-lo da hipnose.

- Uller! Acorde, saia desse transe! – dizia Modi tentando o acordar

Ele acorda e volta ao normal e sua juventude retorna.

-O que aconteceu? – pergunta Uller

-Ela quase tirou a sua vida. Está tudo bem agora! Você tem razão, vamos, precisamos de plano para acabar com ela.

-Ela é muito poderosa! – constatava Uller – Precisamos trabalhar, como um só se nós quisermos vencer.

Capitulo 4

À frente a tropa de Asgard; está Odin, Thor, alguns dos aesires e mais o exercito asgardiano, que lutam bravamente contra as trevas, não permitindo que eles avancem para Asgard.

-Seres das trevas! – gritava Odin – Se afastem de Asgard! Eu, o aesir Odin, não permitirá que entres, em meus domínios.

Thor em sua biga, com Mjolnir, criar tempestades elétricas. Os raios eram mandados para os gigantes, os atingidos e para os dragões; onde estavam montados os nibelungos, elfos negros e trolls, que também são atingidos. Do outro lado, Loki ordena que suas crias, Fenrir e Jormungand ataquem o exercito de Asgard.

- Vãos meus filhos! – ordenava Loki – Traga o sangue de todos, matem todos, principalmente Odin e Thor!

Fenrir avança com fúria, com grande velocidade, em suas quatro patas. Fenrir era a primeira cria de Loki, um lobo gigante que devorava tudo. Ele atacava e devorava a todos das tropas de Asgard.

No passado, as nornas previram atrocidades que Fenrir, e seus irmãos iriam cometer. Os aesires o aprisionou próximo ao reino de Asgard, em uma caverna, acorrentando. Fenrir era muito forte e crescia a cada dia que passava. Ele estourava as correntes de ferro, com muita facilidade. Logo depois que se libertou das correntes de ferro. Odin pediu para os anões[8] ferreiros, que lhe fizessem um grilhão. Este grilhão era macio como a seda e inquebrável; feito de muitos ingredientes especiais. Fenrir é amarrado, e quanto mais tentava se soltar, mais o grilhão o apertava. Fenrir deixa de lutar, e se rende para provar que desiste de fugir, mas pede para Tyr, aesir da guerra e responsável em alimentá-lo, e guardá-lo ponha a mão em sua boca para provar, que desistiu de se soltar e fugir. Tyr, que é muito corajoso acredita em Fenrir, e aceita colocar a sua mão dentro de sua boca. Fenrir com muito ódio o morde e arranca-lhe, parte do seu braço. Antes que o Ragnarok viesse acontecer, dois nibelungos a mando de Loki vão à Asgard e se infiltram, entre os soldados imortais. Logo descobrem a localização de Fenrir, que se encontra numa prisão fora dos domínios do reino de Asgard. Esses espiões se dirigem para a prisão. Vendo que Fenrir está amarrado e preso, por grilhões. Eles se transformam em servas, que trazem alimento e vinho com sonífero para Tyr, e o serve-lhe. Ele come e toma o vinho, logo cai num sono profundo. Os espiões possuem uma adaga feita de metal Gram, o único capaz de cortar os grilhões. Eles cortam e libertam Fenrir. Ao libertar Fenrir, eles se preparam para fugir. Fenrir odiava Odin e queria matá-lo naquele momento,

- Vou devorar Odin – dizia Fenrir –, agora que estou solto!

Mas os espiões disseram que aquele, não era o momento e que precisavam ir para Jotunheim, para ao lado seu pai, Loki.

- Agora não! – dizia um dos nibelungos – O castelo é guardado com muitos guardas, precisamos seguir o plano.

-Não. – dizia Fenrir – Estou com sede de sangue, e o que me satisfará é o sangue de Odin.

Loki mentalmente diz a Fenrir,

Acalme-se, meu filho! Tu terás a tua vingança, mas agora, não é o momento. Venhas para Jotunheim, estarei lhe esperando ao lado de seus irmãos. Venhas para a sua família!

Fenrir se conformou e obedeceu a seu pai.

- Como quiser meu pai.

- Vamos para Jotunheim, agora! – dizia um dos nibelungos – Lorde Loki nos aguarda.

Logo quando os três saem da prisão, um dos espiões assovia e um inocente pássaro, pousa entre eles. O pássaro passou a se transforma, em um enorme dragão, que os transporta para Jotunheim. Logo se anuncia pelas trombetas, avisando a todos que Fenrir, havia sido solto e fugira para Jotunheim.

Voltando para o Ragnarok, Fenrir ataca todos em seu caminho, os devorando. Fenrir é muito forte, ninguém é capaz de derrotá-lo. Ele destrói e devorando tudo e a todos, logo em sua frente está Odin, montado em seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Os dois se encaram, Fenrir com ódio de Odin por ter sido aprisionado e amarrado; o vê, com a sede de vingança. Ele parte para cima de Odin com toda a sua ferocidade. Odin, por outro lado, também parte para cima com sua lança, Gungnir[9] lançado em direção, ao coração de Fenrir, atingindo, mas não o ferindo. A pele de Fenrir era tão dura, que nada penetrava, nem mesmo sua poderosa lança Gungnir. A serpente Jormungand, também ia para o ataque em direção aos soldados de Asgard, soltando o seu veneno. Todos morrem rapidamente intoxicados, paralisando o corpo, perdendo os sentidos e paralisando o coração. Outros morriam asfixiados por Jormungand, ela os enrolava em seu corpo, e os matava.

Jormungand e a segunda cria de Loki, a ser banida por Odin para Midgard, onde viveu por muito tempo nos oceanos. Presa nos oceanos de Midgard foi libertada por Loki e convocada para o Ragnarok, para lutar ao lado das trevas.

Thor viu a serpente matar a todos, que estavam ali lutando por Asgard. Soltava seu veneno sobre o ar, fazendo os morrer intoxicado pelo veneno, paralisando o corpo, fazendo-os perder os sentidos e parando o coração. Thor estava lutando com dragões e gigantes, enquanto via o massacre que Jormungand estava fazendo. Thor ordena aos seus bodes celestiais, que levava a sua biga para ao ataque, a Jormungand. Thor se aproxima com Mjolnir, surpreendendo a serpente, golpeando no queixo dela, fazendo a cair no chão.

- Maldita serpente! - dizia Thor – Vou mandar você direto para Hellgard

Jormungand se levanta e o ataca. Com a sua boca e presas, tenta abocanhar Thor, junto com sua biga. Sua biga desvia dos ataques. Thor lança vários raios elétricos, com o Mjolnir, contra Jormungand. Por sua vez, ela o ataca com o seu veneno, que se espalha pelo ar. Thor, rapidamente invoca os ventos, formando um tornado que absorvendo o veneno, que esta em forma de gás. Jormungand, com sua cauda, atinge a biga de Thor, fazendo cair diretamente do chão. Jormungand lança outra vez, o seu veneno gasoso em Thor, que está caído no chão. Rapidamente, Thor salta para trás; fazendo acrobacias e se defende com Mjolnir; fazendo sopra o vento, retardando e o repelindo o veneno. Entre a cortina de fumaça de veneno, Thor não enxerga nada. Jormungand surge entre o gás venenoso, e ataca Thor com um ataque frontal, com a sua boca, querendo o engoli-lo. Rapidamente, ele se desvia do ataque, contra-atacando com o martelo. Ele golpeia do lado direito da cabeça de Jormungand e golpeava também com os seus fortes punhos e chutes. A serpente o ataca novamente, desta vez envolvendo-o em seu corpo, querendo quebrar os seus ossos e o asfixiando. Thor grita de dor.

-Buri, Bor... Deem-me forças! – gritava Thor aos seus antepassados.

De repente, ele se solta do corpo de Jormungand, utilizando as forças de seu corpo. Jormungand era muito forte e rápida e Thor precisava ficar atento a ela.

-Preciso tomar cuidado – dizia Thor –, se eu inalar esse veneno, posso não resistir.

Jormungand prepara o próximo ataque. Avança novamente em Thor, que assovia e seus carneiros celestiais, que puxam a sua biga, vão até ele voando baixo. Thor se agarra na roda da biga e sai rapidamente da mira de Jormungand, que da o bote.

Na batalha também está Sif a bela aesir da colheita, esposa de Thor. Com sua espada, ela consegue matar muitos nibelungos. Luta bravamente ao lado de seu amado, em nome de Asgard. Alguns gigantes tentam matar Sif, tentando esmagá-la com os seus [10]tacapes. Com suas técnicas de saltos acrobáticos, ela escapa dos ataques. Ela chega aos pés de uns dos gigantes, e fura-o com sua espada. O faz grita de dor, tropeçando e caindo em cima de outro gigante, indo ambos, ao chão. Sif ri do que acontece, só que uma pequena distração, ela da alguns passos para trás, tropeçando em um troco, caindo no chão. Um dos gigantes, vendo Sif no chão vai até ela, e com o seu tacape, prepara para esmagá-la. Sif grita de desespero e tenta inutilmente, se proteger cobrindo a cabeça com os braços. Thor ouve os gritos de Sif

- Sif! – gritava Thor desesperadamente

Ele a vê sendo atacada por uns dos gigantes.

Rapidamente, a biga de Thor vai até Sif, e com as mãos ele a pega e a retira do chão, antes que o tacape atinja-a.

Já na biga, Sif fica aliviada por Thor ter a salvado;

-Ah... Graças a Bor! – Sif agradece, suspirando – Você me salvou. Obrigada, querido!

-Precisa tomar mais cuidado – adverte Thor –, não me perdoaria se algo lhe acontecesse.

Os dois se olham com olhares apaixonantes.

- Eu te amo! – dizia Sif apaixonada para Thor.

Distraídos, Jormungand os ataca com seu veneno. Thor vê o gás venenoso vindo, em sua direção. Ele pega Sif, e salta para fora de biga. Thor e Sif voam com o Mjolnir pelos ares. Thor se desespera, ao ver a sua biga sendo envolvida, na cortina de gás venenoso. Thor e Sif ainda não estavam salvos. Enquanto flutuava, eles são atingidos pelo tacape de um dos gigantes e vão para o chão. Thor rapidamente se vira e abraça Sif, protegendo-a como se fosse uma redoma, para que ele possa absorver todo impacto. Ele atinge o chão, protegendo Sif, que fica desfalecida. No momento do ataque, Mjolnir sai das mãos de Thor, caindo longe dele. Loki viu que Thor estava ao chão, sem o seu martelo. Ele lança um feitiço em cima de Mjolnir criando uma espécie de campo. Com isso, Thor não consegue se comunicar telepaticamente, com Mjolnir para poder chamá-lo de volta, para as suas mãos. Loki tinha bloqueado a telecomunicação de Mjolnir e Thor.

- Vamos ver – dizia Loki –, como ele se sai, sem o seu precioso Martelo.

Logo vem o gigante para acabar, com que tinha começado. Thor, meio tonto, por causa do impacto vê Sif; desacordada, mas viva. Thor percebe que o gigante vinha em sua direção. Ele pega Sif nos braços, tentando escapar para leva-la, para um lugar mais seguro, longe do gigante. Ele a coloca e a esconde, em uma biga vazia que estava virada por causa dos ataques. Thor espera que isso a mantenha segura. Ele vê; pela ultima vez, o belo rosto de sua amada; acariciando o seu rosto. Com o seu gesto, ele demonstra o seu amor por Sif. Thor volta para a luta, entre ele e o gigante. Agora ele estava sem seu martelo, Mjolnir. Thor só contava com a sua superforça, que era concedida pelo cinto, Megingjord[11] e as luvas Járngreipr que lhe dava firmezas na mão. O cinto fazia uma conexão entre Thor e Mjolnir, fazendo o manejar o martelo, com mais facilidade. O gigante volta a atacar Thor. Rapidamente, ele se desvia de seus ataques, utilizando da sua velocidade. O tacape atinge o chão, em vez de Thor. Ele desaparece e os gigantes tenta encontrá-lo, reaparecendo, em cima do tacape, onde ele cai diretamente, como mágica. Ele corre pelo tacape; que ainda está no chão e pelo braço do gigante, que segurava o tacape. Ia em direção à face do gigante, e com seu punho, o golpeia com um ataque frontal, fazendo o gigante cair ao chão, ficando inconscientemente. Enquanto Thor estava distraído, lutando com o gigante, sorrateiramente, Jormungand se aproxima.

A serpente Jormungand, se prepara para dar o bote. Nesta hora, Jormungand atira seu veneno. Thor, após ter derrubado o gigante é atingindo, pela fumaça de veneno, sendo intoxicado. Ele cai no chão, sufocado com a fumaça, tossia muito, seu corpo estava ficando gelado e sentia muito frio. A sua visão estava embaçada, não enxergava a serpente de Midgard, a sua frente. Ele cai no chão, desmaiando. Loki vê que Thor foi atingido e fica satisfeito,

-Agora é questão de tempo, para a sua morte, Thor. Não ira se salvar do veneno de Jormungand.

Sif acorda um pouco tonta, por causa do impacto e vê que Thor, que está caído e que Jormungand está preste a engoli-lo. Ela se levanta, recupera as forças, saca a sua espada e vai até Thor, para proteger o seu amado. Sif salta em direção à cabeça de Jormungand, golpeando-a com sua espada.

-Se afaste do meu marido, criatura maldita! – exclamava Sif

Jormungand a ataca. Ela tenta se defender de todas as maneiras, com suas habilidades de acrobacia e de combate, com sua espada. Sif não é párea para Jormungand. Ela é apanhada por Jormungand, que a envolve em seu corpo, sufocando-a e quebrando os ossos do seu corpo. Thor, muito fraco e tonto, por causa do veneno, quase perdendo os sentidos, vê o que Sif está sendo morta, por Jormungand. Ele tenta se levantar, querendo arrumar força para salvá-la. Jormungand aperta cada vez mais, estrangulando Sif. Desesperado, Thor vê o sua esposa sendo assassinada. Thor pede forças a seus antepassados pela ultima vez. –Buri, Bor; dê-me forças. De repente, Thor se levanta e diz;

- Mjolnir, venha até mim!

O martelo não respondia. Mais uma vez Thor se concentrar emana todo a sua aura mística e diz;

- Mjolnir, venha até mim! – gritava Thor

O martelo obedece e vai até ele. Loki vê Thor de pé, com Mjolnir e não acredita.

-Mas como? Ele ainda esta de pé, e com Mjolnir! Impossível!

Thor voa para o alto, com Mjolnir, ganhando altura. Ao chegar a uma determinada altura, ele mergulha em direção à serpente; em uma grande velocidade, caindo em cima de sua cabeça.

Thor golpeia a cabeça da serpente com o Mjolnir; com todas as suas forças que lhe restavam. A Serpente Jormungand sente o choque de raios trovejantes e ensurdecedor, em sua cabeça. Ela solta o corpo de Sif, já morta caindo no chão. Thor ainda em pé, sente que suas forças estão lhe deixando. Ele cai de joelhos, por causa do veneno, que o consome todo o seu corpo. Mesmo sendo imortal, não tinha como ser salvo, nem mesmo pelas maçãs de Induna. Thor acabou morrendo, feliz e satisfeito com a sua missão cumprida. Naquele momento morria um dos mais bravos, forte e respeitado heróis que já existiu. Todos sentiam a sua morte e despertava a fúria nos guerreiros, que lá estavam. Thor era muito admirado por todos! Loki viu a morte de seu irmão, morto por sua cria. Sentiu uma profunda alegria pela sua morte. Ele comemora, ao dar uma grande e alta gargalhada. Gozando de felicidade pela morte de seu irmão.

-Morreu! – dizia Loki rindo – Ele morreu! – e continuava a dar a sua gargalhada – Pobre irmão! Morreu por Asgard, mas que idiota, era tão bom, que acabou morrendo. Loki aumentava o tom de sua gargalhada – Eu sim sou forte, acabei vencendo você, irmão. Logo, o trono de Asgard será meu! – Loki dizia confiante dando a sua gargalhada macabra.

Odin lutava contra Fenrir, e na hora viu a morte de seu filho querido.

- Não, Thor! – Gritava Odin, golpeado com sua espada, a face de Fenrir o derrubando. Odin corre em direção ao corpo do filho, o pegando em seus braços, chorando pela sua morte. Odin deu em seguida um grito, que se ouvia em todos os noves mundos.

Odin levantou-se; deprimido, sem vontade de lutar. Fica de pé, indo em direção, à Loki. Jogava a sua espada no chão, olhando diretamente para Loki. Com o seu olhar de tristeza e decepção, como quem se culpa, por ter criado um monstro. Loki do outro lado olha para Odin, com olhar de deboche; sorrindo, Loki já se sentia vitorioso com a morte de seu irmão.

- Pai! – dizia Loki – Foi vossa majestade, quem matou a seus filhos. Se não tivesse me banido, tivesse feito de mim o seu preferido; jamais Thor teria morrido e essa guerra, nunca aconteceria.

- Você não entendeu mesmo! – dizia Odin a Loki – Amava todos vocês por igual. Não tinha preferência. Balder e Thor eram sim, os mais indicados a assumir o trono, pelas suas qualidades. Se você não tivesse inveja e maldade, em seu coração; poderia assumir o trono de Asgard. Mas é ambicioso e ganancioso para assumir o trono de Asgard. Tenho pena de você, meu filho e mesmo assim, não consigo te odiar.

Logo atrás de Odin está Fenrir; pronto para atacar.

Odin sente o bafo quente, que fungava atrás dele. Ele se vira e vê Fenrir; babando, pronto para o ataque; querendo saciar sua sede de vingança e de sangue. Odin, não mais disposto a lutar, se entrega para a morte. Fenrir o devora, arrancando-o o seu corpo pela metade, o mastigando e o engolido.

Fenrir, após ter devorado Odin; uiva em sinal de comemoração e vitória.

Loki não ri, fica pensativo nas palavras que ouviu de seu pai. Uma lágrima cai de seus olhos, em sinal de arrependimento.

- Não queria que sentisse pena de mim. – dizia Loki, a Odin que já estava morto. – O que eu queria é... Que o senhor, se orgulhasse de mim.

Passando esse momento temporário de tristeza e talvez até de arrependimento, Loki e Fenrir seguiam para Asgard, junto de suas Tropas.

Naquele momento, as forças das Trevas estavam na vantagem, vencendo a batalha, Loki já se achava vitorioso.

-Vamos tomar o Palácio Valaskjálf, quero sentar logo em meu trono.

As tropas iam à frente; logo em seguida, vinham Fenrir e Loki em sua biga; puxado por lobos gigantes. Uma das valkirias vai até o Palácio Valaskjálf, para avisar sobre a morte de Odin e Thor. Ao chegar ao palácio, a valkiria vai até Vidar para lhe dar a noticia.

-Milorde Vidar, trago noticias.

-Diga mulher!

Com o olhar triste e lagrimejando, a sua voz não saia. Embora as valkirias fossem guerreiras fortes, nunca demonstram seus sentimentos, ela chorava, com profunda tristeza.

Vidar grita com ela, exigindo uma resposta,

-Diga-me de uma vez mulher, o que aconteceu!

Aos prantos ela dizia,

- Milorde, Thor e nosso querido senhor, Odin... Foram mortos!

Vidar fica pasmo, com a notícia dada.

-Como... Mortos! Eles são Thor e Odin, eles não podem estar mortos.

Vidar vê a morte de seu pai e de seu irmão, mortos em batalha, pela esfera mágica que a valkiria mostra. Vidar decide agir, tomando o comando das forças de Asgard e os liderando para a última, batalha.

- Loki não pode ficar com o trono de Asgard. Nem que eu me sacrifique também, mas não permitirei que ele tome posse. Organize as tropas, vamos em direção a Loki e suas crias!

Outro soldado o informa que Loki, já está dentro da cidade de Asgard.

- Loki está nos domínios de Asgard, com o seu exercito.

- Perfeito! Vai nos poupar tempo, de ir atrás de sua carcaça. Vamos em frente, ele ainda não ganhou essa guerra!

Vidar, junto com seu exército vai em direção as tropas de Loki. Enquanto isso, na cidadela de Asgard, os quatro jovens aesires, filhos de Thor estavam escondidos, entre os becos da cidadela. Eles preparavam um ataque surpresa a HellHella. Ela tenta os encontrar, fazendo uma devastação, com seus poderes mágicos,

- Onde estão vocês, priminhos? Vamos! Apareçam! Quero muito brincar, com vocês.

- Vamos! – dizia Uller – Ao meu sinal, iremos atacar todos juntos, e a derrotaremos.

HellHella insistia em procurá-los.

- Eu sei que vocês estão escondidos.

Uller da o sinal,

-Agora! – gritava Uller

Thrud aparece com o poder, dos elementos. Ela cria uma nevoa densa, inibindo a visão da senhora da morte. Em meio à névoa surge Magni; saltando em direção a HellHella, com sua luva de ferro; atingindo ao chão, criando uma grande reação em cadeia; a jogando para trás, com a força do impacto. HellHella prepara para atacar. Uller lança as suas flechas de luzes, em direção a HellHella; atingindo-a, desarmando-a; antes mesmo que, ela contra-ataque. Magni arremessa Modi, para dar o golpe final, com sua espada.

-Morra bruxa! – gritava Modi

Mas antes que ele possa atingi-la; Modi é atingido por uma rajada de energia, lançada por Loki; o arremessando para longe de HellHella.

- Essa é a defesa de Asgard? – perguntava Loki – Essas pobres crianças, filhos de meu falecido irmão, Thor.

Logo os jovens aesires, ficam surpresos com o Loki,

-Então esse é Loki. –constatava Uller

- O irmão de nosso pai. – concluía Thrud

- Onde está nosso pai? – pergunta Magni a Loki

- Ele disse... Falecido irmão! – concluía Modi

Loki sorri, com o seu olhar penetrante de felicidade, pela morte de seu invejado irmão.

- O pai de vocês lutou bravamente, até matou uma de minhas crias, mas ele caiu junto com ela, e sua linda e amada esposa, mãe de vocês, também.

- Isto é mentira! – dizia Modi o afrontando – Ele é Thor, o aesir do Trovão!

Thrud e Magni também diziam apoiando ao irmão.

- Isso mesmo! Ele Thor, não morreria facilmente.

Uller olha para alguns guerreiros de Asgard, que recuaram para cidadela e vê em seu rosto, a confirmação de Loki.

- E verdade – dizia Uller –, nosso pai e nossa mãe, estão mortos!

- Pobres crianças! – dizia Loki e tom sarcástico – Não se preocupem logo vocês vão vê-los.

Mais uma vez, ele deu a sua gargalha. As forças das trevas se preparavam para atacar, os jovens aesires. Fenrir era quem estava à frente das tropas, com seu rosnado, querendo mais sangue. HellHella recuava, por estar, muito ferida. Os jovens aesires ficam acuados, pelos seus inimigos. Quando as forças das trevas se preparam para atacar, aparece o restante do exercito de Asgard, liderados por Vidar.

Capítulo 5

Loki vê a tropa de Asgard, a sua frente, liderada por Vidar.

- Ora, ora, ora! – dizia Loki para o seu irmão Vidar – O meu irmão caçula liderando as tropas. Não me diga que és tu quem será o novo herdeiro. Já que nosso pai; Odin, Balder e Thor foram mortos.

- Loki! – respondia Vidar – Não entregarei Asgard, a você e nem as tuas crias. Nem que seja, a última coisa a fazer nesta vida. Lutarei até o fim; por Odin, Balder, Thor e todos que morreram nesta guerra.

- Querido irmão, não sejas ingênuo! Tenho uma proposta a lhe fazer. Junte-se a mim, e governaremos não só Asgard, mas todos os nove mundos. Seja sábio eu e tu no poder, sendo reverenciados e temidos por todos os nove mundos. Juntos, seriamos invencíveis.

Após ouvir a proposta tentadora do irmão, Vidar a recusa por ter bom caráter.

- Jamais me uniria a você! A um filho e um irmão, ingrato e traidor. Por causa da sua ambição pelo poder, matou o próprio pai e os irmãos. Não entendo como não consegue sentir, nenhum pouco de remorso.

Loki ouviu as palavras de Vidar, com aquele semblante sério. Voltava a ter; por menor que seja, aquele arrependimento de quando ouviu as palavras de seu pai, Odin; antes de morrer.

- A culpa foi de nosso pai Odin! – dizia Loki a Vidar - Ele preferia Balder e Thor para serem os herdeiros ao trono, eram os filhos perfeitos e queridos. Você sabe muito bem, o que estou dizendo, irmão. Você também não era o preferido, assim com eu.

- Você não entende mesmo – dizia Vidar –, nosso pai nos amava! Assim como amava Thor e Balder, amava você e eu por igual. Você é que nunca entendeu isso. Balder e Thor eram realmente os preferidos ao trono, por causa de suas qualidades. Eu também não entendia, mas com o tempo, eu vi em Balder; a sua bondade e sua justiça, com todos os súditos de Asgard e com os homens de Midgard; e Thor, o que ele fazia para este povo, por Asgard e pelos mortais de Midgard, quando lutavam contra nossos inimigos, os gigantes. Eles os protegiam, mesmo que custasse a sua vida. Passei a respeitá-los e admirá-los e finalmente entendi por que, eles eram os preferidos para assumir o trono. O amor de nosso pai não era menor ou maior, tanto por mim ou por você, por Balder e por Thor.

Loki fica com fúria do discurso moralista de Vidar.

- Chega! – Loki o interrompe – Se for isto, que você vê e entende. Não me resta alternativa. Mandarei você também para junto deles. Ataquem todos! – Ordenava Loki as suas tropas.

As tropas restantes de Asgard se preparavam para defender o reino, pela última vez.

Os jovens aesires, filhos de Thor também se junta para lutarem.

-Lutaremos também para defender Asgard, em nome de nosso Rei, Odin e nosso pai, Thor.

Então, vamos! – gritava Vidar – Em nome de Asgard!

Todos gritam em resposta a Vidar

- Em nome de Asgard! – gritavam todos os asgardianos.

A luta iniciava. A luz contra as trevas em sua batalha final.

Muitas mortes surgiam de ambos os lados. Magni; com sua luva de ferro, derrotava muitos inimigos. Os dragões no céu de Asgard atacavam cuspindo fogo, incendiando todo o reino. Thrud; com seu poder, invocam a tempestade com seus raios, trovões e chuvas; para apagar os focos de incêndios. As nuvens escuras se formavam e eram lançados raios, em cima dos dragões e nos nibelungos que neles, estavam montados. Modi; com sua espada e agilidade, matava todos os nibelungos, que ali estavam. Uller; com seu arco, atirava suas flechas contra os inimigos, que vinham em suas montarias; fazendo os cair. Vidar; por sua vez, derrubava todos com sua espada; os golpeando, e indo em direção à Loki, que estava protegido por Fenrir e HellHella. HellHella atacava com sua magia, em cima dos soldados os transformando em cinzas. Fenrir, por sua vez, devorava todos que estava ali. Loki, com sua magia, também matava muitos guerreiros imortais asgardianos.

Longe dali, na Ponte Bifrost, estava Heimdall, ferido gravemente por Loki. Ele se rastejava e se levantava, se apoiando em sua lança, indo em direção, à Asgard.

- Não posso morrer aqui. – dizia Heimdall a sim mesmo – Preciso voltar e lutar. Não posso decepcionar o meu senhor, Odin.

Heimdall vai até Asgard, seguindo a ponte Bifrost – mesmo ferido – ele caminhava para batalha. A batalha final chegava ao seu clímax.

-Precisamos tirá-los, da cidadela – dizia Vidar –. Empurre-os para fora dos muros!

A tropa avança, os empurrando para fora do reino. A intenção era mandar de volta, à ponte Bifrost. As forças de Loki recuavam, até chegar aos portões. Loki ordenava aos poucos gigantes, que restara para atacar as tropas asgardianas.

-Gigantes, esmague-os! – ordenava Loki

Quando um Gigante tentava esmagá-los, com seu enorme pé. Magni, que estava no meio do exército, segura o seu enorme pé, impedindo que o esmague ele a os demais guerreiros. O gigante, acha estranho e percebe que algo o impede. Com sua força, Magni o empurrou em cima das tropas de Loki, fazendo cair acima deles. Há outros gigantes que também avançam. Uller atira suas flechas, em direção aos olhos dos gigantes, os cegando. Modi, com sua astucia e os outros guerreiros, amarraram cordas, em seus pés.

Puxem com força! – ordenava Modi às tropas asgardianas – Vamos lá, puxem!

Fazendo outros dois gigantes, caírem sobre o chão. Vidar avança em direção a Loki, o surpreendendo, mas Fenrir está lá, para protegê-lo.

Fenrir via Vidar, e não via a hora de devorá-lo, assim como fez com Odin.

-Mais um para saciar, a minha sede de sangue. – dizia Fenrir

-Tu não terás a mesma sorte, outra vez, besta maldita! – respondia Vidar

Fenrir rosnando e babando, encarava Vidar. Do outro lado, Vidar encarava com olhar de ódio, querendo vingar a morte de seu pai. Fenrir era muito grande, entre todos os lobos, ele era o maior. Media cinco metros de comprimento e três metros de altura. A sua boca, tinha dois metro de comprimento – quando fechada – e quatro metros, aberta. Podia engolir um ser humano, de uma só vez. Fenrir se prepara para atacar. Vidar, querendo vingar a morte de seu pai, não se importava com que podia acontecer, consigo. Ele era habilidoso nas lutas, tanto com espadas, quanto desarmado. Já matou muitos dragões, gigantes e feras monstruosas. Mas Fenrir, não era como as essas feras que ele já tinha enfrentado. Teria que usar a sabedoria, em vez da força. Vidar tinha uma estratégia para derrotar Fenrir. Estava esperando o momento certo para surpreendê-lo. Vidar abaixou sua guarda, guardou a sua espada na bainha. Fenrir viu Vidar abaixar a guarda e estranha sua atitude.

-Esta querendo se entregar. – dizia Fenrir – Morra como um covarde!

Vidar se prepara para uma missão suicida. Ele corre em direção a Fenrir. Loki vê a atitude suicida e acha que Vidar, enlouqueceu.

-Tolo, queres mesmo morrer? Muito bem! Que seja feita, a tua vontade. – dizia Loki, antes de engolido por Fenrir.

Em nome de Asgard! – gritava Vidar, enquanto corria direto para a boca de Fenrir.

Fenrir abre sua enorme boca, pronto a engolir Vidar. Vidar pula, diretamente para dentro da boca de Fenrir. Todos que estão no local se espantam, com a atitude louca de Vidar. Fenrir, após ter engolido Vidar, se vira e olha para Loki de repente, em seu olhar, Fenrir mostra que algo não esta certo, como se ele tivesse comido algo que não fizesse bem. Sentia-se, indigesto. Sentia uma dor por dentro, como algo querendo sair. Logo se via a espada de Vidar, atingir o coração de Fenrir, o furando de dentro para fora.

Loki com olhar de espanto via a sua cria, sendo morta.

-Vidar ainda vive! – dizia Loki espantado com o irmão

A espada corta Fenrir, do coração até o maxilar. Ao cortar, Vidar sai de dentro da fera, todo coberto de sangue. Com satisfação, ele grita em tom de comemoração.

Loki acha surpreendente, a sua sagacidade.

-Vidar! – Loki elogia – Não deviria tê-lo subestimado.

Fora do reino de Asgard; chegando a Ponte Bifrost, HellHella aconselha seu pai, a recuar.

- Vamos voltar para Jotunheim, estamos perdendo esta guerra.

-Cala-se! – respondia Loki – Não vou recuar, estou tão perto da minha vitória.

Atrás de Vidar, estavam os jovens aesires e o que restava do exercito de Asgard.

- Desista Loki! – gritava Vidar para Loki – Vocês perderam!

-Nunca! – respondia Loki

Thrud invoca os ventos, para afastar os seres das trevas; fazendo todos recuarem para a ponte Bifrost. HellHella vê que a luta está perdida e desaparece, em uma cortina de sombras, voltando para o seu reino em Niflheim.

- Sua traidora covarde! – dizia Loki – Volte aqui!

- Ela puxou ao pai, no aspecto traição e covardia. – dizia Vidar

Já em cima de Bifrost, eles continuavam a recuar. Restavam poucos no exercito das trevas. Todos eles eram deixados, bem aonde queriam. Vidar pede a todos, voltem ao inicio da ponte. Loki se entender, viu que as tropas de Asgard, estavam recuando. Ele vê a chance de voltar para Jotunheim.

– Vamos voltar. – dizia Loki

De repente, Loki é apunhalado pelas costas por uma lança, que lhe atravessava e que lhe foi atirada. Com a sua expressão de dor e agonia, do golpe tomado, Loki se ajoelha. Ao olhar para trás, Loki tem uma surpresa. Ele vê Heimdall.

Heimdall estava vivo, para surpresa de todos. Vidar tem muita alegria em vê-lo, porém percebe que ele está muito ferido.

- Quando você matar seu oponente. – dizia Heimdall à Loki que estava a uma pequena distancia do outro lado da ponte Bisfrot– Tenha certeza, que ele realmente esteja morto.

Loki geme de dor, pela apunhalada; não esperava que Heimdall sobrevivesse ao seu ataque. Ele; com suas últimas forças, se levanta e sai da biga. Olha para Heimdall, com olhar de fúria, o amaldiçoando. Ele vai para o meio de sua tropa. Os nibelungos, gigantes e trolls restantes abrem caminho, para ele passar. Ao longe, Vidar olha para Loki, ferido mortalmente, satisfeito por ter feito justiça. Loki cai morto, no meio de sua de suas tropas, bem em cima da ponte Bifrost.

Heimdall também não resiste aos ferimentos, e perece sobre a ponte, a qual guardava com sua vida. O aesir guardião da ponte arco-íris morreu, com sua missão cumprida.

Muito bem, amigo! – dizia Vidar em honra a memória de Heimdall – Você guardou Bifrost até o fim. Tenha uma morte honrada e descanse em paz! Asgard lhe agradece.

Vidar ordena Thrud, que destruía a ponte Bifrost, com sua tempestade de raios e trovões.

- Thrud faça o que tenha que fazer, destrua a ponte Bifrost!

Thrud voa para os céus de Asgard para agir.

- Eu invoco; Os raios, trovões e a tempestade!

Nuvens negras se formam, com trovejo e raios, que caem diretamente na ponte Bifrost, destruindo-a. Logo abaixo da ponte, está o poço das nornas dá direto ao abismo Ginnungagap, a parte interna da Yggdrasil, que leva para a terra do submundo Helgard. As tropas das trevas restantes caem para dentro do abismo. Asgard vence a guerra, dando fim ao Ragnarok.

Capitulo 6

Um novo tempo de paz chega a Asgard e a Midgard, a terra dos mortais. São feitas homenagens, aos grandes guerreiros, que morreram em batalha, inclusive a Thor e Odin e outros mais. Foram construídas enormes estátuas, em homenagens a eles. Vidar e todos em Asgard ajoelham-se, em frente às estátuas, prestando os seus sentimentos, em suas memórias. Uma enorme pedra é gravada em runas; a antiga inscrição nórdica, os nomes de todos os guerreiros mortos em batalha. A pedra é colocada na praça principal de Asgard.

Uma nova era chega a Asgard. Surgia com o seu novo senhor, para olhar por Asgard, e pelos mortais de Midgard, Vidar. Ele era o novo líder de Asgard.

Com a morte de Odin, Loki e Thor, ele era o próximo, à sucessão do reino de Asgard. Vidar Governou por muitos anos, mantendo a ordem e alianças entre Vanaheim, à terra dos vanires[12], Alfheim; a terra dos elfos[13] e nas minas dos anões Nivadellir, que fica no subsolo de Asgard.

Magni e Modi eram os sucessores de seu pai Thor, e com isso, se tornaram os herdeiros do martelo Mjolnir, umas das armas mais poderosas deste Universo. Mjolnir foi forjado pelos anões ferreiros, conhecidos por, Brokk e Eitri. Essa arma, assim como outras armas dos aesires, foi forjada, com o metal mágico. Este metal mágico era conhecido como, metal Gram, que é encontrado somente no subterrâneo de Asgard, nas minas Nivadellir. Mjolnir foi feito, a pedido de Odin para dar a Thor, caso ele merecesse. O martelo era tão pesado, que com seu impacto, fazia uma grande devastação. Ele tinha o poder de controlar o clima, e também dava o dom de voar, quem o empunhava devido o poder de controlar os ventos. Muitos diziam que quando esbravejassem os trovões, em tempestade, era Thor usando Mjolnir na luta contra os gigantes e seres malévolos. Muitos queriam para si, mas Mjolnir tinha um encanto. O próprio martelo tem vida própria. Ele é quem decide quem irá empulhá-lo e aceitá-lo como seu companheiro. Odin disse para Thor, que ele teria que passar em alguns testes para ser aceito, por Mjolnir. Esses testes eram conhecidos como, o teste do guerreiro de coração puro. Eram compostos por três testes; Bravura, Resistência e Altruísmo. Thor foi aprovado neste teste, mostrou muita bravura, na luta contra os Gigantes de Gelo. Resistiu a muitas tentações, imposta por Loki e Freya, a vanir do amor, que sempre o seduzia para conquistar seu amor. Mas Thor amava Sif e por isso, sempre resistiu aos seus encantos. O ultimo testes, foi o teste do altruísmo, graças ao amor que sentia por Sif, Thor conseguiu passar no teste. Sif tinha sido vítima da maldade de Loki. Os seus cabelos eram negros como a noite, mas foram cortados, deixando-a totalmente, com a cabeça nua. Sif ficou triste, não queria mais ser vista por ninguém. Thor foi ao seu encontro, mas ela não queria vê-lo, por causa de sua aparência, e isto, a deixava muito triste. Para alegrar o seu coração, Thor foi para as minas de Nivadellir, que ficava nos subsolo de Asgard, aonde se encontram os anãos ferreiros. Nivadellir era cheia de perigos, com, Trolls, Dragões e muitas Armadilhas. Após passar por todos os perigos de Nivadellir, ele pede para que os anões ferreiros, Eitri e Brokk venham para Asgard, e faça uma nova cabeleira para Sif. Chegando a Asgard, os anões fazem sua cabeleira, com os raios solares, fazendo fios de cabelos dourados e enraizando no couro da cabeça de Sif. Só assim, Sif ficou alegre e continuava a ser, uma das mais belas aesires. Cumprindo todas as provas imposta por Odin, Thor foi merecedor de Mjolnir. Foi feito também e dado a ele, o cinto Megingjord e as luvas de Ferro Járngreipr. Este cinto de ouro dava uma superforça, a quem usava. Com Megingjord, Thor podia levantar toneladas, dando também, velocidade e resistência. Assim Thor poderia levantar e usar Mjolnir sem dificuldades. Járngreipr dava firmezas nas mãos ajudando a Thor a manusear Mjolnir. Mjolnir, Megingjord e Járngreipr tem uma conexão entre eles, dando poderes incríveis, jamais vistos antes, a quem os usavas. Com a morte de Thor, Mjolnir, Meingjord e Járngreipr foram deixados de herança a dois de seus filhos, Magni o aesir da força e Modi, o aesir da coragem. Mas Mjolnir os recusou como companheiros. Não eram dignos de empulhá-lo. Logo, sugeria um terceiro candidato, que não estava entre os filhos de Thor.

Thrud e Asthor caminhavam e pelo palácio, enquanto continuava a contar a história de Asgard. Eles chegam a uma, sala onde na porta tinha os mesmo soldados vestidos com trajes medievais, que Asthor tinha encontrado pela primeira vez, que guardavam a entrada deste salão. As portas se abrem automaticamente, para que Thrud e Asthor entrem no salão. Dentro salão está repleto de relíquias, pinturas, esculturas e armas medievais. Este salão nada mais era um museu de história, onde mostra toda a história de Asgard. Em todo o salão havia uma estatua, que particularmente chamavam atenção de Asthor e Thrud. Ela estava no fundo do salão, com a imagem de um guerreiro, grande e forte. Ele usava um elmo, com asas nas laterais, a roupa medieval, dando aquela imagem divina e imponente e tinha uma barba comprida. Asthor olhava para os olhos, daquela escultura e via que os olhos dela, o encaravam e Asthor pensava,

Seria aquele, que tanto a ela, fala. - Asthor pensava - Seria esse... Thor.

Thrud agora em silêncio, se dirige a estátua imponente.

Siga-me! – ordenava Thrud.

Asthor estava confuso. Segui-la, mas para onde só havia a estátua do guerreiro a sua frente.

- Tá, mas te seguir para onde?– pergunta Asthor

Thrud continuava a olhar diretamente para estátua. A estátua segurava um martelo de pedra. Asthor não tinha mais dúvidas, aquela estátua era Thor, o aesir do trovão. Thrud tocou e segurou no cabo do martelo de pedra, que a estátua segurava. O martelo era uma alavanca, Thrud direciona para abaixo. De repente, um barulho vindo da estatua. Ela se partia ao meio. A estátua nada mais era, que uma porta que dava passagem a uma câmara secreta.

Quero lhe mostra algo. –dizia Thrud, após abrir a passagem para essa câmara.

Thrud pegou uma tocha, que estava pendurada na parede do corredor da câmara, e logo após a entrada da câmara havia dois recipientes com fogueiras, que nunca se apagavam, era uma espécie de fogo mágico, que iluminava apenas o começo da entrada da câmara secreta. Thrud acende uma das tochas, soltando raios elétricos pelas mãos, deixando Asthor impressionado. Ela vai em frente, seguindo o corredor escuro. Asthor vê que está muito escura, para dentro da câmara. Ele pega uma tocha, acende no recipiente de fogo para poder enxergar, e corre atrás de Thrud para ver o que ela tem para lhe mostrar. Embora Asthor achasse tudo àquilo, loucura;

“A história do Ragnarok, ele ter vindo para Asgard, e o que ele tinha afinal, tinha a ver com tudo aquilo. Afinal, ele tinha morrido? Poderia voltar para casa?”

Mesmo assim, ele queria ir até o fim desta história. Pensava uma maneira de voltar para casa, para junto de seu pai, para ver se estava tudo bem com ele. Seu pai deveria estar preocupado, pensado que Asthor estivesse morto. O corredor era escuro, frio e cheirava a mofo. Um caminho cheio de teias de aranhas, ratos e muita poeira.

Nossa! Deve fazer milênios, que não faz uma faxina neste corredor. – Pensava Asthor a respeito da câmara.

Alcançando o destino, eles chegam ao um lugar; fechado, sem saída; parecia mais uma espécie de cofre. O chão tinha muitas joias e muito ouro e prata, logo se via dunas de moedas de ouro e pedras preciosas.

- Ouhhh! Então é Aqui, que está o tesouro escondido. – ironiza Asthor

- Sim. – responde Thrud – Aqui se encontra todo o tesouro de Asgard.

- Por acaso não há nenhum tipo de cão, ou monstro como por um dragão por aqui para guardar todo esse tesouro.

Não, porque teria um dragão aqui? - Pergunta Thrud estranhando

- Por nada! Eu preciso parar de ler livros e assistir filmes de fantasias.

Seguindo mais a frente, via-se um caminho aos meios de ouro e joias.

Asthor pensava em pegar algumas moedas de ouro e algumas pedras preciosas. Como havia muitas, Asthor achava que ninguém sentiria falta.

Se pegar algum, resolveria todos os meus problemas financeiros. – pensava Asthor a respeito – Acho que ninguém vai sentir falta.

Asthor se abaixa para pegar e colocar nos bolsos, mas logo é interrompido por Thrud.

- Se eu fosse você, não faria isto. – adverte Thrud

Thrud tirou um dos seus brincos de prata; que ela usava, e jogou em direção ao mar de ouro, joias e prata. Uma energia se manifestou como magia, transformando o brinco de prata, em cinzas.

Asthor se impressiona cada vez mais.

- Isso que é segurança! – dizia espantado.

Vamos! –Thrud dizia em tom autoritário – O que nos trouxe até aqui, está mais a frente.

Asthor a seguiu, sem questionar, até que eles chegam a uma entrada, que dava acesso, a outra câmara, cheio de armas. Ele vê; em cima de um púlpito de pedra; que ficava no centro da câmara um martelo de ferro.

Em outro púlpito; mais abaixo, a direita um cinto de ouro e a esquerda outro púlpito com luvas de ferros em cima. Em toda câmara contem diversas armas.

-Aqui está – revelava Thrud –, o que viemos ver. O martelo Mjolnir, o cinto Meingjord e as luvas de ferro Járngreipr.

Asthor não fica tão impressionado, com os artefatos.

-Então esse que é o famoso martelo, Mjolnir. – dizia Asthor desdenhando o martelo

Thrud assentiu.

- Ta me dizendo que este martelo de ferro; empoeirado, enferrujado; pertenceu ao deus do trovão, Thor.

- Isso mesmo, esse é Mjolnir. – assentia Thrud.

Thrud se lembra do dia, em que Mjolnir apareceu em frente a ela, e a seus irmãos e o antecessor do trono Vidar. Mjolnir projetava a imagem de Thor, informando o destino de cada um deles.

Meus filhos, Magni e Modi. - dizia Thor deixando os surpresos.

-Pai! – respondia Magni e Modi

-Venho por meio de Mjolnir, indicá-los para se tornarem o novo aesir do trovão e continuar o meu legado. Ambos terão que prestar os testes do guerreiro de puro coração; Bravura, resistência e altruísmo.

Passando pelos testes, se tornará meu sucessor. Se ambos passarem, terão de duelar entre si, e disputar para ver quem levantará Mjolnir. Deixo este legado a vocês.

Capitulo 7

Vidar já esperava a indicação de, Modi e Magni para serem os seus sucessores, ao legado de Thor; devido ao perfil, que ambos têm para ser o mais novo aesir do Trovão.

-Magni e Modi são os candidatos para ser, o sucessor de Thor. – dizia Vidar, e decide referente aos outros dois filhos de Thor – Uller!

Majestade! – respondia Uller

- Será meu conselheiro e meu assessor direto. Thrud! - chamava a atenção dela

Ela prontamente fica atenta com a posição, que terá no novo reinado de Asgard.

-Quero que seja a minha sucessora!

Thrud fica surpresa, não só ela, como os seus irmãos, também ficam surpresos, devido pronunciação de Vidar.

- Como? – dizia Modi

- Thrud! – espantado dizia Magni

Uller em silencio aceitava e concordava com a decisão de Vidar

- Grande Vidar! – dizia Thrud – Eu serei a sua sucessora, mas acho que eu não tenho capacidade para assumir, tamanha responsabilidade.

- Sim, tu terás. – respondia Vidar – Quero que aprendas a se tornares uma verdadeira Líder. Eu te mandarei a Midgard, para aprenderes mais sobre os mortais.

Thrud não poderia recusar, seria uma desfeita para Vidar. Era uma grande honrar, em se líder de Asgard. Era sem dúvidas, uma proposta tentadora. Além de Thrud ficar surpresa, com a proposta, ela fica intrigada, com a ordem de visitar Midgard.

- Que seja feita a tua vontade, Grande Vidar. – aceitava a condição imposta humildemente – Mas por que preciso ir à Midgard, meu senhor; após tanto tempo, sem contato com os mortais; muito nos esqueceram.

- Grande Odin e Thor, sempre protegeram Midgard e os mortais, eles gostariam que continuassem a protegê-los, mas precisamos saber se são dignos de nossa proteção. Por isso, quero que vá a Midgard e viaje pelo tempo e espaço das eras e verifique se são dignos de proteção.

- Como queiras; grande Vidar. – acata Thrud obedientemente.

- Espero que essa minhas decisões – dizia Vidar –, não tenha questionamento e que a inveja, não toques os vossos corações, assim como tocastes meu irmão mais velho, Loki.

Como queira grande Vidar! – dizia Modi – Meu único interesse e se tornar o próximo aesir do Trovão.

- Isso se tu passares em todos os testes e me vencer em duelo - Magni protestava

Percebia-se a disputada de longe, entre Magni e Modi para ver que seria o novo aesir do Trovão e que não estavam, nem um pouco, interessado no trono de Asgard. Após todos serem colocados, em suas determinadas posições, Asgard continuara a convocar grandes guerreiros honrados, mortos em batalha para a chegada do próximo Ragnarok, que se renova a cada milênio.

Após Vidar assumir o poder ele mostra a todos, que Asgard ainda continuava de pé. Thrud foi para Midgard para aprender mais sobre os mortais. Magni e Modi se preparavam para prestar os testes, para se tornarem o novo aesir do Trovão. Uller estava como conselheiro do rei Vidar e também como assessor dele.

Asthor interrompe Thrud;

- Eu ainda não entendi! – dizia Asthor e perguntava – O que eu tenho a ver com tudo isso?

- Tenha paciência, logo você saberá! – Thrud da continuidade a explicação

Modi e Magni eram os candidatos, ao legado de Thor, mas foram reprovados nos testes. Ambos estavam ansiosos, treinavam com os melhores guerreiros de Asgard. Treinava lutas e técnicas de combates. Em toda Asgard, ambos tinham suas respectivas torcidas para que um deles conseguisse passar nos testes, impostos por Mjolnir. O primeiro a prestar este teste era Modi, o aesir da coragem. Modi não era tão forte, quanto o seu irmão, mas era muito corajoso, combativo e estratégico.

O primeiro teste é o da bravura, Modi vai para a terra dos gigantes, em Jotunheim para matar um gigante de gelo e trazer a prova de sua bravura. Modi monta, em um cavalo alado e vai em direção a Jotunheim. Ele viajava pela ponte Bifrost, aonde dá acesso, ao mundo dos gigantes de gelo. Chegando a Jotunheim, Modi pousa com o seu cavalo alado e sai galopando, pelas terras de gelo. Enquanto galopa, à procura de gigantes, eis que avista dois gigantes de gelo.

- Fostes mais fácil, do que eu esperava! – dizia Modi e chamam a atenção do Gigante – Gigantes de gelo preparassem para ir morrer!

Os gigantes de gelo mediam cerca de 3 a 7 metros, dependendo podiam chegar até 10 metros de comprimento e grande força física, sem falar no sopro gelado que vinha dos seus pulmões frios. Eles atacam Modi, com o seu tacape. Modi e seu cavalo alado voam, antes que o tacape, o acerte. Os gigantes não veem que Modi está acima deles. Modi salta com sua espada empunhada, pronta a golpear. Modi decepa a cabeça de um dos gigantes, com um golpe certeiro que faz a lamina brilhar. A espada lança cortes de luzes, que parte ao meio qualquer coisa, tanto metal, como rochas. O outro gigante vai ao ataque, com o seu machado, tentando o acertar. Mas Modi é rápido, desvia dos ataques, pulando para trás, escapando do ataque do gigante. O gigante investe um novo ataque, com o machado golpeando pela lateral, Modi se abaixa e contra ataca, decepando a mão do gigante, que acaba desistindo da luta e foge. De volta à Asgard, Modi trás dentro de um saco, a cabeça do gigante e mostra a todos; como um troféu, fazendo inveja à Magni.

Mjolnir é meu! – dizia Modi para quem, quisesse ouvir.

-Não conte vitória antes do tempo. – dizia Magni – Ainda faltam mais dois testes, sem falar nos meus testes.

-Vamos lá irmão! – dizia Modi – Me mostre no teste da bravura, o que você pode fazer.

O próximo a prestar esse teste, era Magni, o aesir da força.

Magni era tão forte, quanto seu pai. A sua força foi um dom dado a ele, desde que nascera. Chegou a ter que salvar teu pai que estava debaixo da perna de um gigante; isso com pouquíssima idade, ele conseguiu levantar a perna do gigante para que seu pai saísse. Com o premio, Magni ganhou uma luva de ferro feita do metal Gram, tão poderosa, que podia destruir uma montanha, com apenas um golpe e levantar qualquer coisa, independente do seu peso, inclusive o martelo Mjolnir. Ele sempre vestia para uma batalha. Magni monta em seu grifo, Gullfaxi, que também foi um presente de seu pai e parte para Jotunheim, para a prova de bravura. Magni é o mais forte em Asgard, pode dizer que ele é tão forte quanto, ou até mais, que seu pai. Ele pode levantar toneladas, tem uma grande resistência física, mas não é tão rápido, quanto ao seu irmão, Modi. Isto se dá, pelo seu tamanho de dois metros e meio, que o deixa mais lento. Chegando a Jotunheim, ele avista um grupo de gigantes, caçando. Ele pula do grifo, Gullfaxi, em direção aos gigantes, caindo no meio de deles.

Magni com a sua luva de ferro desafiava os gigantes.

- Quem vai ser o primeiro? – Perguntava Magni

Os gigantes com fome e vendo o tamanho de Magni, pensam que ele poderia ser uma farta refeição para eles. Os gigantes o atacam. Todos foram para cima de Magni, caindo sobre ele, querendo o esmagar. Mas com a sua enorme força, ele os levanta e os arremessam para longe.

-Vão ter que fazer melhor, do que isso. – dizia Magni

O primeiro gigante ataca, com o tacape. Magni destrói o tacape; com um único golpe, com a sua luva de ferro; deixando o gigante abismado. O outro ataca com um enorme martelo, golpeando e arremessando Magni a uma parede de gelo, penetrando-a.

Os gigantes vão até o buraco da parede de gelo para ver Magni. Ele sai de lá, saltando e golpeando um dos gigantes, com sua luva de ferro. Ele pega e um dos pés de um deles e o gira em voltas de trezentos e sessenta graus, o arremessa, para cima dos outros gigantes. Magni avança para cima deles, com toda a sua fúria.

Após lutar com os gigantes, Magni volta – com um enorme saco, que carregava nas costas – para Asgard. O saco continha, três cabeças de gigantes de gelo. Deixando todos em Asgard, impressionados.

Modi fica enciumado, com o desempenho de Magni.

- Preciso me superar na próxima prova. – dizia Modi

- Irmão o Mjolnir já é meu. – dizia Magni fazendo inveja à Modi

-Isso que vamos ver. – respondia Modi – Esqueceu, tem a prova da resistência.

-Eu sei, eu sou o guerreiro mais forte de Asgard. Nenhuma prova é difícil para mim. – dizia Magni

- Quanta Modéstia! – Modi dizia com tom de ironia

A competição entre ambos era muito acirrada e forte.

Capitulo 8

A prova da resistência.

- A prova não é de resistência física. – dizia Uller à Modi e Magni

- O quê? - diziam Magni e Modi juntos e surpresos.

Modi discute com Uller, exigindo explicações.

-Como assim, a prova não é de resistência física.

- A prova é de resistência, às tentações. – explicava Uller – Mjolnir que testar quão você resistente às tentações. Para isso Modi, terá que ira para Svartalfheim, lar do elfos negros.

-Em Svartalfheim? – Modi continua surpreso

- Isso mesmo. Irá pegar o anel dos nibelungos, o anel Andvarinaut[14].

- O anel Andvarinaut! – dizia Modi surpreso

- Quanto retirar o anel, por favor, o mais breve possível fique com ele em suas mãos, coloque-o rapidamente nesta caixa de ferro, feita pelos anões ferreiros. – Explicava Uller

Modi conhecia a lenda do anel e do que ele era capaz de fazer. Mas estava muito confiante.

- Deixa comigo, vou trazer de volta esse anel.

Modi parte com seu cavalo alado, para o mundo escuro de Svartalfheim. Junto de seu cavalo, alado ele percorre poço de Yggdrasil que também dava acesso à terra de Svartalfheim onde era encoberto por nuvens escuras aonde os raios solares nunca alcançavam, Svartalfheim ficam abaixo de Midgard. Ao chegar Svartalfheim, Modi discretamente, junto de seu cavalo alado pousam, em cima de um morro. Abaixo, ele vê o reino de Svartalfheim, lar dos elfos negro. Uma cidadela sombria e escura, com várias tocas, e ao fundo, um enorme e medonho castelo.

Ele deixa seu cavalo, aposto, em cima desse morro e segue sozinho e se infiltra no castelo dos elfos negros, discretamente, graças ao treinamento de espionagem.

Os elfos negros eram conhecidos também, como elfos da noite, são criaturas do mal, dizem que elas são responsáveis, pelos pesadelos e influência negativa nos humanos. Modi usa uma capa, com capuz preto mágico, que dá o dom da invisibilidade confeccionado pelos magos de Asgard. Modi já invisível se mistura entre os elfos negros, indo em direção castelo de Svartalfheim. Modi é um guerreiro muito habilidoso, um ótimo espião, podia entrar em lugares, sem ser notado. Modi entra no castelo e vai até a sala do trono que fica nos andares superiores do castelo. Na sala do trono esta o rei Alberich, o líder dos elfos negros. Ele tinha em mãos, o anel Andvarinaut. A missão de Modi era tirar esse anel, das mãos do rei Alberich e trazer a para Asgard. Modi vê que o rei Alberich, o líder dos elfos negros, estava dormindo. Ele vai para trás do trono e com sua afiada espada, encosta-se a sua garganta o acordando com a pressão dela.

- Shiiissss...! – Modi o manda ficar em silêncio - Quero Andvarinaut, o anel dos nibelungos. Dê-me, ou se não, lhe corto a garganta.

O rei Alberich, sem escolha, lhe dá o anel.

- Bom garoto, agora! Agora eu preciso ir.

Modi sai correndo, em direção a uma janela, que ficava no ato na sala do trono.

O rei Alberich tossindo fica aterrorizado pelo atentado e pelo roubo do anel, aciona toda a guarda real.

- Guardas, Guardas! Pegue este intruso, ele roubou o anel dos nibelungos! – ordenava aos berros, o rei Alberich.

Todos os elfos negros saem da escuridão da sala do trono, como sombras que ganham vida se materializam em massa e vão atrás de Modi. Ele vê uma corda que pendura um candelabro de chamas negras, que faz uma iluminação violeta no ambiente, deixando o lugar com certa penumbra. Ele corta a corda e faz o candelabro cair e ele se segura na corda que o leva para alto próximo a uma janela. Chegando a janela, ela a chuta com força abrindo e vai ao encontro de seu cavalo. Alguns elfos negros escalam e pulam como aranha e vão atrás de Modi. Ele salta da janela e direção ao chão. O cavalo alado vem a seu encontro e o apanha, antes que Modi cai sobre o chão. Modi foge de Svartalfheim para Asgard, no caminho para Asgard, Modi se sente tentado e o coloca o anel em seu dedo. Ele começa a sentir o poder do anel Andvarinaut. Modi sente uma sede de poder, querendo o anel para si. Ao colocá-lo em sua mão, sua fisionomia muda, drasticamente. Embora ele seja combativo e violento, Modi ficou ainda pior, ninguém mais, o reconheceria. Ele chega a Asgard, montado em seu cavalo alado, discretamente, sem que ninguém perceba. Ao aparecer pelos arredores do castelo Valaskjálf, Modi encontra pelo caminho Magni e Uller que estranha seu retorno.

- Voltou! Muito bem trouxe o anel? – pergunta Uller

Modi tenta fugir da pergunta, não o respondendo e passa por eles. Ele usa luvas para disfarçar e para ninguém desconfie que ele esteja com o anel.

- Onde esta o anel? – Uller continua a insistir, na pergunta sobre o anel dos nibelungos.

Não o encontrei. – respondia Modi – Não estava com o rei dos elfos negros. Ele me disse que foi roubado, e não soube me dizer, com que estava.

Uller desconfia de Modi e percebe que ele mente. E sabe que o anel está com Modi. Ele da às costas para ambos, e vai para seus aposentos. Magni estranha à reação de Modi.

- Uller! Não acha que Modi está estranho? – perguntava Magni

- É o anel dos nibelungos. – respondia Uller

- O quê?

- O anel está com ele!

- Mas, por que ele mentiu?

-O teste iniciou! Agora é com Modi. – explicava Uller – Ele precisa resistir às tentações do anel.

A noite cai em Asgard, todos vão para os seus aposentos, alguns guardas trocam de turno para vigiar o castelo e o reino, durante a noite. Mas alguém não está dormindo. Modi sai de seus aposentos e vá para a câmara secreta, que fica no museu de história de Asgard. Aonde se encontra a arma mais poderosa de Asgard, O martelo Mjolnir, a quem pertenceu ao seu pai. Modi se sente tentado, em pegar o martelo para se tornar o novo, aesir trovão, assumir o trono de Asgard e tornar-se o guerreiro, mais poderoso do Universo. Ela tenta pegar o martelo, mas o martelo é muito pesado, não consegue nem mover do lugar. Ele pega o cinto de ouro, Megingjord, põe em sua cintura, sente seu corpo bem mais resistente e com uma força incrível, e também coloca as luvas de ferro Járngreipr, Modi tenta pegar novamente Mjolnir, e desta vez, ele consegue pegar e levantá-lo.

- Finalmente, Mjolnir é meu, ninguém vai tirá-lo mim. Vou me tornar o novo aesir trovão.

Ele sai da câmara com o Martelo e o cinto, discretamente para que ninguém possa perceber, usando a capa de invisibilidade. No pátio do castelo, ele volta a ficar visível e olha para o martelo, mais uma vez e o levanta. Mjolnir sente o poder escuro da maldade do anel dos nibelungos, controlando quem o usa. Logo, nuvens negras se formam no céu de Asgard. Um atinge Modi, o eletrocutando, caindo desfalecido ao chão. Todos no castelo ouviram o estrondo vindo do pátio do palácio. Eles se dirigem até lá para ver, o que acontecia. Veem Modi, caído. As valkirias tiram as luvas Járngreipr verificam a sua pulsação.

- Ele ainda esta vivo! – dizem um dos guardas

Todos percebem que Modi, usava o anel e o cinto Megingjord e ao seu lado está o martelo Mjolnir.

- Ele tentou se apoderar de Mjolnir antes de completar os testes. – dizia Magni espantado

- Como eu suspeitava! Aquele não era Modi e sim, o seu lado sombrio, dominado pelo anel dos nibelungos, que o fez quebrar às regras. – explica Uller –, Mjolnir o recusou. Modi está fora dos testes, do guerreiro de puro coração.

Mjolnir, Megingjord e Járngreipr retornam para a câmara secreta, se teletransportando, como mágica. Modi é levado para seus aposentos, para descansar após a descarga elétrica, que tinha tomado. No dia seguinte, Modi acorda e vê em sua frente, Magni e Uller.

- O quê aconteceu? – Pergunta Modi e se queixa de dores - Que dor de cabeça!

Uller e Magni não deixam que Modi, se levanta.

-Você precisa descansar – dizia Uller

- O choque que você tomou, foi muito forte. – explica Uller

- Choque? Mas que choque? – continuava a perguntar sem entender nada.

- Você não se lembra de nada? –perguntava Magni

- Na verdade, não.

- Você foi até a câmara secreta, pegou o Mjolnir e foi até o pátio. – explicava Magni – Você quase morreu eletrocutado.

- Como? – Modi fica espantado pelo que fez

- Você estava sob o domínio do anel dos nibelungos. – explicava Uller – Ele o controlava. Infelizmente, você não passou no teste. Quebrou a principal regra do teste. Todo aquele que participa dos testes e tentar pegar Mjolnir, sem ser aceito, é automaticamente eliminado dos testes. Com isso, você foi desclassificado.

Modi fica desgostoso, por não ter passado e ter sido desclassificado.

- Agora Magni é com você. Boa sorte! – Modi desejava sorte ao irmão, mas ainda estava muito chateado consigo mesmo.

- Pode deixar irmão, vou vencer essa por nós dois. – dizia Magni com otimismo tentando amenizar a dor de Modi.

Agora é a vez de Magni. Terá que ir até Svartalfheim para pegar novamente o anel dos nibelungos.

- Como assim? Pegar novamente o anel?– perguntava Modi – Eu pensei que o anel, estivesse aqui, em Asgard, já que retornei com ele.

- Na verdade, o anel faz parte do teste. – explicava Uller – Logo pela manhã, os einherjars mandaram de volta o anel, o devolvendo para o líder dos elfos negros.

Os einherjars viajam pelo poço de Ginungagap, chega ao reino de Svartalfheim e vão até o castelo, em missão de paz e devolvem para Alberich, o reino dos elfos negros. Esta é a forma de pedido de desculpas, de Asgard para não ter quer provocar uma guerra desnecessária.

-Grande Vidar, pede desculpa, por ter roubado o anel. – dizia uns dos einherjar que devolvia o anel.

- Então isso faz parte do teste. – concluía Modi

- Exatamente! – Respondia Uller

Modi fica emburrado com que ouve,

-Tive tanto trabalho para nada. Até o anel voltou para as mãos, daquelas criaturas.

Os dias passam e agora chega à vez de Magni. Ele parte montado seu grifo Gullfaxi e voa, em direção a abismo Ginungagap para Svartalfheim para trazer do anel dos nibelungos de volta. Antes de Magni partir, Uller deixou bem claro a ele,

-Não deves colocar o anel, no dedo, mesmo que se sinta tentado por ele. Coloque na caixa forjada pelos anões ferreiros, onde ela neutraliza o poder do anel.

Magni estava ciente, já tinha visto a reação de Modi, não podia cair no truque do anel. Isto fazia dele, muito confiante. Chegando a Svartalfheim, Magni entre pela frente, dizendo a todos, que veio atrás, do anel Andvarinaut. As sombras elfos negros tentam impedir a entrada de Magni, no castelo. Ele derrotava todos, com seus punhos e com sua tremenda força. Magni continuava a caminhar, até o castelo de Svartalfheim. Os elfos negros continuavam a atacar com espadas e lanças. Mas nada era capaz de deter, Magni. Usava a sua luva de ferro, e golpeia a terra, fazendo a tremer. Todos os elfos negros caem ao chão. Ele ate levanta uma casa e arremessou, contra eles. Chegando ao castelo, as portas estavam trancadas por dentro e os elfos negros, a seguravam para que Magni, não entrasse. Magni vê a porta e analisa. A porta tinham uns cinco metros de altura e 100 cm de espessura de pura madeira. Ninguém era bastante forte para arrebentar esta porta. Magni, com seu punho direito, vestindo a sua luva de ferro golpeia uma única vez e a porta cede e vai para chão, caindo em cima dos elfos negro que evapora em fumaças pretas. Todos os elfos negros ficam assustados com Magni, que passa por cima das portas, que estava acima de alguns dos elfos negros. Ele segue até a sala do trono, chegando, Magni pega o rei Alberich pelo colarinho de sua roupa e o ameaça.

-Você viu o estrago que fiz; agora, por favor, me de o anel.

Com muito medo, o rei dos elfos negros, lhe dá o anel, nas mãos de Magni.

Magni pega o anel e logo, ao pegá-lo, sente-se tentado por ele. Magni sai imediatamente de Svartalfheim e vai direto para Asgard. Modi e Uller estavam a sua espera, eles avistam Magni, surgindo do abismo Ginungagap para o céu de Asgard, que vinha montado em seu grifo, Gullfaxi e se preparava para pousar. Uller estranha à atitude dele. Ele estava indo, em direção ao Museu de Asgard. Magni salta em cima do telhado, caindo sobre ele, o penetrando. Todos correm para ver o que está acontecendo.

- Uller! O quê está acontecendo? – perguntava Modi sem entender – Parece que Magni... Ele enlouqueceu?

– Ele ficou no mesmo modo, que tu, Modi. – Uller o respondia

Chegando ao museu de Asgard, os einherjar tentam impedir que Magni, vá até a câmara secreta.

- Magni se afaste da entrada da câmara! – dizia um dos guardas

Eles olhavam para os olhos de Magni, e não o reconheciam, parecia outro ser, que tinha o possuído. Parecia um animal enfurecido, pois gritavam como um. Ele continuou indo em direção à estátua de Thor. Os guardas os impediam, mas Magni os derrubavam ali mesmo, com sua força. Ele pegou a estátua de Thor e a levantou, jogo-a para trás e com sua força, ele abre a porta da entrada da câmara, usando as mãos. Magni entra na câmara e vai em direção ao martelo. Uller e Modi entram na sala do museu, vê os einherjar caídos ao chão.

- Quem fez isso com vocês? – pergunta Modi

- Magni. – responde um deles

- Ele esta sob o encanto do anel dos nibelungos. – dizia Uller

- Vamos atrás dele! – dizia Modi

Uller, Modi e os outros guardas, vão até Magni para tentar impedir, que ele faça algo, que possa se arrepender. Magni chega até a câmara, e vai, em direção ao púlpito, onde está Mjolnir.

- Mjolnir é meu!

Ele tenta pegar Mjolnir, com a sua luva de ferro, mas vê que Mjolnir é muito pesado, mesmo para ele que é o aesir da força física. Era preciso usar a duas mãos. Ele faz muita força para conseguir levantá-lo. Ele o levanta e o maneja, mas com muita dificuldade. Uller, Modi a guarda chegam ao local. Eles veem Magni, atordoado.

- Magni, mantenha a calma! – dizia Modi

- Você está sob o domínio do anel dos Nibelungos. – dizia Uller – Ponha Mjolnir de volta e tire o anel.

Nunca! – dizia Magni – O anel e o martelo são meus.

Os soldados de asgardianos avançam para o ataque, contra Magni. Mas Magni se defende, com o Mjolnir.

- Cuidado! – grita Modi a todos

Magni acerta o chão, com o Martelo e faz toda a câmara tremer e o teto ceder. Muitos o continua a atacar, mas são derrubados por Magni, que usa o martelo para golpeá-los. Uller não o atacam, só observa e tenta se desviar dos ataques de Magni.

- Não podemos atacar, é nosso irmão. – dizia Uller

- Mas se não atacarmos, ele vai matar a todos nós. – dizia Modi

Modi, mesmo sabendo que é o seu irmão; com sua espada é o primeiro atacá-lo. Ele o golpeia com a sua espada. Magni se defende, dos ataques de Modi e se enfurece, o golpeia com seu punho esquerdo, o arremessando para longe. Uller, que esta sem escolha, atira as suas flechas de energia, em Magni. Mas Magni as repele, com o martelo, em direção a Uller, que desvia do contra- ataque.

Magni sai da câmara e do museu, totalmente descontrolado. Lutando e derrubando a todos, que se colocavam em seu caminho. Uller e Modi vão atrás de Magni, para tentar impedi-lo de cometer, atrocidades.

- Uller, Mjolnir já aceitou Magni? – pergunta Modi

-Não sei – respondia Uller não sabendo explicar. – Eu não entendo. Eu sei que ele é muito forte, consegui levantá-lo, mas ainda sim, falta mais um teste para que Mjolnir o aceite.

Chegando à praça principal de Asgard, todos tentavam conter Magni, mas não conseguiam. As nuvens negras se formam. Neste instante, Magni levanta o martelo para matar um dos einherjar caídos e Modi se interpõe, na frente.

- Não Magni! – gritava Modi tentando acorda-lo

Logo cai um raio cai sobre Magni, eletrocutando. Magni grita de dor, por está sendo eletrocutando, causando uma grande explosão. Magni é arremessado para uma parede, atravessando-a. Mjolnir flutua pelos ares e sai das mãos de Magni e se teletransporta de volta para a câmara. Mjolnir recusa Magni o desclassificando do teste do guerreiro de puro coração.

Após terminar as recordações, Thrud revelava finalmente para Asthor o seu verdadeiro papel.

- Asthor! Você é o ultimo e único indicado, a prestar os testes do guerreiro de puro coração. Você foi escolhido para se tornar o sucessor, ao legado de Thor e lutar no Ragnarok, que se aproxima.

Capítulo 9

- Como? Eu sou o sucessor de Thor... Tá... acho que vocês devem ter se enganado. – dizia Asthor com ironia

Thrud ainda insistia e afirmava que Asthor era o novo sucessor.

- Impossível! – rebatia Thrud – É você Asthor, somente você, pode prestar os testes do guerreiro de puro coração.

- Mas que estória é esta? Eu não estou entendo mais nada. Aonde eu entro nesta estória? Para ser sincero, não sei se quero saber. –Asthor relutava em aceitar

-Acalme-se! Precisa ouvir tudo. – insiste Thrud

Asthor abaixava a cabeça e a balançava não aceitando a situação enquanto Thrud falava;

- Você é o único indicado, ao legado de Thor para lutar e proteger, Asgard e Midgard do novo Ragnarok,

- Por que eu? Por que sou o indicado a esse tal legado de Thor? – pergunta Asthor querendo entender à situação

- Thor o escolheu, a assim como Modi e Magni. Portanto é um indicado e o único ao seu legado, a se tornar o novo aesir do trovão, mas para isso, precisa prestar e passar nos testes do guerreio de puro coração.

Asthor não queria ser um dos indicados e nem prestar teste nenhum. O que queria realmente era voltar para casa, para junto de seu pai.

- Olha! Eu lhe agradeço pela indicação. – dizia Asthor agradecendo e tentando sair pela tangente – Você pode falar para Thor, que estou lisonjeado, mas não é a minha. Só quero voltar para casa, viver como um rapaz normal, que vai tirar a carteira de motorista, competir nos campeonatos de MMA e de rúgbi, se formar no colégio e ir para universidade. Asthor deu as costas, pronto para ir embora. Thrud o impede de ir ordenando que fique

- Espere!!! Não posso deixá-lo ir. – dizia Thrud com tom autoritário – Asgard agora é seu lar.

- Olha! Estou grato por me salvar, mas se é para deixar como um prisioneiro; era melhor ter me deixado morrer.

- Jamais poderia deixá-lo morre. Eu... Eu não me perdoaria por isso – dizia aesir aflita, como quisesse proteger Asthor.

- E por que, não poderia me deixar morrer? Afinal, você nem me conhece. – Asthor interrogava Thrud

- É claro que o conheço. Acompanhei toda a sua vida, desde o seu nascimento, até o dia de hoje. – dizia Thrud deixando Asthor surpreso – Você tem um grande papel, em sua vida e na vida de outros, sem falar que...

- Sem falar que sou um candidato ao legado de Thor – Asthor se adiantava –, e por isso, me salvou... Claro! Existe um interesse por de trás de tudo isso. Ninguém faz nada por ninguém, se algo em troca. Aposto que não fosse interessante para você, me deixaria morrer. Estou certo?

- Isso não é verdade! Esta me julgando mal, rapaz! – Dizia Thrud enfurecida com as insinuações de Asthor

- Você disse que eu tinha um papel importante, na vida e na vida de outros. Muito Bem! Na minha vida e na vida de meu pai, quem deve estar muito preocupado comigo, agora. A única pessoa, que se importa realmente comigo. Só temos um ao outro, preciso voltar. Deixa-me seguir meu caminho e voltar para casa. Por favor!

- Se engana se pensa que só seu pai, se importa com você. Existem mais pessoas, que se importa com você.

- Então me diga Vossa majestade! Thor, o povo de Asgard, a senhora... Fala sério! Nenhum de vocês sabe que eu sou de verdade.

Asthor deixava Thrud, sem fala, em um beco sem saída. Ela tinha que convencê-lo, a ficar, e aceitar seu destino.

Muito bem! – dizia Thrud imponente – Então, não terei escolha. Proponho-lhe um acordo.

- E que acordo é esse? – perguntava Asthor

- Fique e treine, com os melhores guerreiros de Asgard e faça os testes do guerreiro de puro coração.

- Já disse! Esta estória, não me interessa! – Asthor passar por Thrud, não querendo dar mais ouvidos.

- Só com Mjolnir, você poderá voltar para a Terra. – dizia Thrud, fazendo Asthor esperar.

Asthor para e reflete um pouco e se volta para Thrud.

- Ele tem o poder de tele transportá-lo de volta para Midgard, ou como prefere dizer, para a Terra. – concluía Thrud.

- Você ta me dizendo que, se eu treinar e passar nos testes; poderei voltar para casa?

- Exatamente! - dizia Thrud assentindo

- Afinal, por que insistem tanto em mim? Pelo que vi pelos arredores deste lugar, vocês devem ter muitos guerreiros bons aqui.

- Mas só você é o indicado para o legado de Thor.

- Enquanto ao tal do Modi e Magni?

- Uma vez os testes prestados e terem sido reprovados por, Mjolnir; nunca mais, poderão refazer os testes. Mjolnir não dá uma segunda oportunidade.

- Então está me dizendo, que, caso eu passe nestes testes, eu poderei retornar para Terra.

- Isso mesmo!

E caso eu seja reprovado o que acontecera comigo.

- Ficara em Asgard para sempre. – respondia Thrud com franqueza

- Preciso pensar! – dizia Asthor – É muita informação para mim. Não é fácil, responder isso agora. Preciso de um tempo!

- Sim, claro. Você terá o seu tempo.

Asthor sai da câmara e resolve dar uma volta pelo castelo de Valaskjálf, enquanto Asthor pensava na proposta de Thrud, ele ainda continuava a admirar Asgard. O reino de Asgard era incrível perante aos olhos de Asthor. A Tecnologia misturada, à idade medieval. Passado e futuro, juntos neste lugar. A Asgard desta época era diferente daquela que ele ouvia e lia nos livros. Embora fossem divindades e imortais, eles conseguiam aprender com os mortais, muito sobre tecnologia e conseguia supera-los, estando bem mais a frente. Naves, cruzadores e bigas tecnológicas, voando pelos céus de Asgard. Toda a infraestrutura do palácio de Valaskjálf era computadorizada. Na agricultura, era usado à tecnologia futurística, bem sofisticada para o século XXI. Alguns habitantes asgardianos, ainda preferiam trabalhar e usar transportes, por meios antigos. Muitos não estavam adeptos a tecnologia. Alguns ainda usavam animais, como meio de transportes, por exemplo, Os cavalos alados (comparável aos pégasos, animal mitológico grego) e grifos (animal com corpo de leão, cabeça e assas de águia). Asthor ficou muito impressionado com Asgard, ao conhecê-la. Ao percorrer o castelo, Asthor ouve uma bela melodia, vinda de trás de um ipê florido. Parecia um som de um violão. O som era encantador, e o hipnotiza. Asthor foi até o ipê, que ficava em um pátio do palácio e vê, uma linda garota de cabelos cor de mel, sentada abaixo deste ipê, aonde caia as flores e as pétalas, deixando a sua imagem, mais deslumbrantes. Ela tocava um instrumento que lembrava muito um violino, o som era de música clássica. Ele continuava a ouvi-la tocar.

- Que linda! – a interrompendo a deixando encabulada

- Como? – pergunta a garota

- Eu disse que a música é linda. – Asthor desconcertado; redizia para disfarçar, o que realmente ele elogiava.

-Ah, obrigada! – respondia a bela donzela

- Nossa que instrumento é esse, é um violino?

Não uma lira. Instrumento grego, aprendemos muito com eles.

Você é? – pergunta Asthor

- Sou Anna, a aesir dos conselhos. Sou uma serva da rainha Thrud.

-Ah, sei! Uma dama de companhia. – dizia Asthor

Asthor se apresenta também, mas ela o interrompido.

Eu sou...

Eu sei. Asthor! O mais novo indicado, ao legado de Thor. Todos sabem quem é você.

- Sério... ual! Quer dizer que, sou bem famoso, por aqui?

Ela sorri para Asthor

- Vai prestar os testes? – pergunta Anna

- Eu não sei ainda. É muita informação para processar, eu disse que precisava pensar.

- Entendo!

- Mas, Thrud me disse, que se eu passasse, eu poderei voltar para casa.

- E você ainda esta pensando? - perguntava Anna

- Sim, pensando. Por quê?

- Nada. Se for uma oportunidade, que tem para voltar; deveria tentar. Por que ainda esta pensando? Deveria fazer o teste. Afinal, você não tem nada a perder.

Asthor ficou pensativo, com as palavras de Anna e viu que ela tinha razão.

-É verdade! O que tenho a perde? Vou falar com a rainha, agora mesmo. Obrigado, pelo conselho.

Asthor, até faz um elogio, a Anna ao ir embora.

Agora eu já sei o porquê do titulo de deusa do conselho. Tchau.

Ela sorriu para Asthor ao ver indo.

Logo acima em uma das janelas do castelo, três aesires, o observam. E comentam sobre Asthor entre eles.

- Então é ele, o novo indicado para prestar os testes? – perguntava um dos aesires

- Exatamente! – respondia o segundo aesir

- Ele é ainda um garoto! – dizia constava o terceiro aesir– Será que ele vai conseguir passar nos testes?

- Vamos aguardar para vê como ele se sai. – dizia o primeiro aesir.

Asthor procura por Thrud, pelo castelo de Valaskjálf. Ele pergunta para um dos einherjars onde ela se encontrava.

- Onde eu encontro a rainha, Thrud.

Os einherjars o indicava a sala do trono.

- Ah, valeu! Quero dizer, obrigado! – dizia Asthor querendo se corrigir.

Asthor vai direto para a sala do trono. Ao chegar, a entrada da sala, as portas se abrem automaticamente. Asthor entra e vê a aesir Thrud sentada em seu trono de ouro, o trono que pertenceu a Odin, o trono que tudo vê. Quem se sentava nele, conseguia ter a visão sobre os nove mundos. Abaixo estavam as valkirias e as servas, e mais três aesires que já tinha observado Asthor. Um deles media um dois metros e meio, era forte e musculoso como mister fitness e tinha cabelos, e barba ruivos era o aesir da força, Magni. O outro tinha uma fisionomia seria, parecia um sargento, tinha cabelo preto, bem mais baixo que o anterior, mas também era forte era o aesir Modi, o aesir da coragem. O terceiro parecia mais simpático e calmo, tinha cabelos louros como do da rainha Thrud, não parecia muito forte, como os outros dois. Esse era Uller o aesir da justiça. Asthor meio encabulado por todos o observarem, fica sem jeito para se aproximar.

- Asthor! – dizia aesir Thrud – Se aproxime!

- Ashtor ainda encabulado se aproxima do trono

-Já tomou a sua decisão? – perguntava Thrud

- Sim, Rainha Thrud. Eu aceito a sua proposta. – respondia Asthor

- Muito bem! – dizia Thrud – Vou lhe apresentar os três aesires, que vão lhe treinar.

Eram os três guerreiros, que já estavam na sala do trono, que Asthor já tinha notado.

-Asthor esse são Modi, Magni e Uller. – apresentavam Thrud um aos outros – Uller, Modi, Magni, esse é Asthor, o terceiro indicado.

Ambos se olham uns para outros, observando atentamente e analisando.

Uller logo o cumprimenta.

- Muito prazer Asthor sou o Uller. Então você é Asthor o novo indicado ao legado de nosso pai.

- Está certo que tomou a decisão certa garoto. - pergunta Magni

- O que tenho a perde. – respondia Asthor – Se for o único jeito de voltar para casa.

-Muito bem! – dizia Modi – O treino será árduo e bastante rigoroso, serão de dois a três anos intensos de treinamento.

Asthor fica espantado com a notícia.

- Dois anos a três anos! Vou ter que ficar aqui todo esse tempo. – questionava Asthor – Não era isso, que tínhamos combinado. – Asthor se queixava para Thrud

- É o mínimo de tempo para se tornar um guerreiro. – dizia Modi – Muitos dos guerreiros levam anos para se tornarem um.

Asthor pensou por um instante, e bufa.

- Tudo bem, eu aceito! Dois anos no máximo? O importante é passar nestes testes e voltar para casa.

- Isso e o que veremos! – dizia Modi

Muito bem! – dizia Thrud – Deixo Asthor, em suas responsabilidades.

- O treinamento começara amanhã – dizia Modi –, sugiro que vá para os seus aposentos, bem mais cedo do que de costume.

Asthor não tinha problemas, em acordar cedo. Correia sempre pela manhã, malhava e treinava no ginásio, antes de ir para a escola aulas. Ele foi para os aposentos, lhe concedido no palácio de Valaskjálf. Chegando aos aposentos, ele encontra as servas, que preparam seu banho e seu servem o seu jantar. Asthor logo se anima.

- Olá meninas! – cumprimentava Asthor – Vieram cuidar de mim? Isso que é tratamento vip. Vai ser difícil eu dormir com lindas gatas aqui, em meu quarto. Alias, que quarto, heim!

Asthor logo tem uma surpresa, atrás dele as portas, se abrem e surge, Anna a mesma que tocava a lira, no pátio do castelo. Asthor se vira e a vê, linda e deslumbrante. Asthor logo imagina que ela também está em seus aposentos, com o mesmo propósito.

- Você também vai...

- Deixe o jantar e retirense. – ordenava Anna para as servas – O banho dele está preparado? – Pergunta Anna a uma das servas.

- Sim, Lady Anna. – respondia uma das servas.

- Deixe que ele se banhe sozinho!

As servas saem dos aposentos de Asthor, deixando o seu jantar servido e o banho preparado.

-Sugiro que se lave, se alimente e vai dormir. Amanhã terás um dia cheio.

Anna se vira para sair dos seus aposentos e deixa Asthor, em sua privacidade.

-Por favor, espere! – Asthor falava a Anna – Diga-me! Com são esses três aesires? – perguntava Asthor

- Você vai descobrir. Eles vão lhe transformar em um ótimo einherjar, assim como o aesir, Thor.

Asthor fica mais tranquilo, com que Anna diz.

- Você é sempre assim? –perguntava Asthor a Anna

- Assim como?

- Anima sempre os outros, tem sempre esperança e acredita em quem, acabou de conhecer.

- Acredito em você! – respondia Anna – Mesmo não conhecendo, sinto que você é muito especial.

Ela se vira e Asthor diz em voz baixa,

- Você também! Além de linda é muito especial.

Anna fica parada na porta de costas e sorrir, ao sair dos aposentos de Asthor.

- Boa Noite! – dizia Anna se despedindo

- Boa Noite! – responde Asthor.

Asthor fica parado, olhando a sair sorrindo.

Anna, ao caminhar pelos corredores do palácio vai até uma janela e olha para Nott a divindade, que viaja pelo céu estrelado, ascendo-as e ilumina a noite. Anna observar a noite estrelada e começa a pensar em Asthor e talvez um início de interesse.

Asthor se banha, janta e toma um néctar, feito das maçãs Induna.

- Nossa! Isso o que é chamar de néctar dos deuses.

Ele se deita e logo adormece e começa a sonhar com Anna. Sonha com sua pele macia e sensível, e com os seus lindos cabelos louros e encaracolados, e seus lindos olhos castanhos. Na sua boca macia, louco para beijá-la. Quando Asthor vai beijar, Anna, ele é acordado, com balde d’água e ouvindo gritos.

- Acorde, já amanheceu!

- O que é isso cara! Você ficou maluco, cara! Que horas são?

- O sol nasce daqui duas horas. – dizia Magni

-O quê? Ainda são quatro da manhã.

Modi, Magni e Uller riem.

- Você não quer ser tornar um guerreiro, em pouco tempo. – dizia Modi – Então, vamos ao treinamento.

Após ter se secado e comido uma maçã Induna, Asthor se revitaliza e fica como novo. A suas forças parecia que tinha aumentado, deixando seu corpo, mais saudável. Asthor estava pronto para o seu primeiro dia de treinamento, em Asgard.

Nos campos de Asgard, Asthor inicia o treinamento com os aesires guerreiros.

-O que sabe sobre lutas? – pergunta Modi

-Luto desde criança. – dizia Asthor – Aprendi a lutar muay–thai, jiu-jítsu, capoeira, hapkidô e pratico até os dias que viva na Terra, e faço parte da equipe de MMA da academia que eu treino.

- Então, vamos ver. – dizia Modi – Ataque-me!

- O quê? - Asthor se espanta

- Vamos ver com tu és bom! Vamos lá me ataque.

Asthor vai para cima de Modi. Ele desvia e Asthor vai para chão e come terra.

- E você diz que luta, desde criança. – provocava Modi

Asthor enfurecido, o ataca novamente. Desta vez Asthor o agarra, mas Modi o golpeia arremessando no chão, levando ao chão.

Sua técnica é boa, mas você precisa ser mais rápido. O que falta em você é velocidade.

Sou bem rápido no rúgbi! – dizia Asthor – Sou uns dos melhores jogadores do meu time, para marcar pontos.

-Precisa ser mais rápido, do que isto. – dizia Modi

Asthor com raiva voltava atacar e Modi se defendia de todos os ataques. Asthor usava a técnicas de capoeira usando a pernas, Modi se defendia de todos os ataques e o surpreendia com golpes. Asthor insistia nos ataques e cada vez mais, ele ficava com mais raiva. Ele usava o muay-thai e o hapkidô e na luta contra Modi. Magni e Uller só observam a ação de Asthor e como Modi se defendia facilmente dos golpes lentos de Asthor. Por último Asthor usa o jiu-jítsu, tentando agarrar as pernas de Modi. Ele pega na cintura de Asthor e o levanta e o arremessa para longe. Asthor fica cansado e desiste.

Modi vai até ele e diz;

- Como eu estava dizendo, você é bom, mais falta velocidade. Até uma tartaruga ou lesma é mais rápido que você.

– Coloque isto, nos calcanhares e nos pulsos.

Modi tinha dado pesos de 10,0 kg cada, totalizando 40,0 kg.

- O que é isso?

- Isso vai deixá-lo, bem mais rápido.

Asthor coloca os pesos, em suas canelas e seus pulsos. Asthor anda com bastante dificuldade, os seus braços não se movimenta como ele quer além do esforço físico que ele faz.

- Tem um total de 40,0 kg – dizia Modi –, quero que corra, caminhe e faça tudo o que você faz, com esses pesos.

– O quê! – reclamava Asthor –, mal consigo andar com eles.

- Aumentaremos os pesos, gradativamente. – continuava a explicar Modi

- Você ta falando serio! Só pode ta de brincadeira! – dizia Asthor

- Vamos! Pare de reclamar e comece a correr. – ordenava Modi

- Droga! - reclamava Asthor

- Vamos lá, agora! – Modi dava ordens, como um sargento.

Asthor começou a correr, com bastantes dificuldades, em seu primeiro dia. Por varias vezes, ele cai ao chão e tenta se levantar, com bastante dificuldade, continuava a corrida.

- Modi, você não acha que exagerou? – perguntava Uller

- Você ainda não viu nada, Uller.

- Será que esse franguinho, aguenta? - pergunta Magni

- Não se esqueçam de quem ele é descendente... – dizia Uller

Asthor corre por horas. Seu rosto respingava suor, além de estar muito cansado. Logo ele vê um lago, para matar a sede e refrescar, sem perder tempo, Asthor vai para o lago.

- Ah, água fresca, que maravilha! – dizia Asthor, bebendo e jogando água no rosto – Acho que vou descansar, um pouco. Afinal, estou morto de cansaço. Asthor tira os pesos dos pulsos e tornozelos.

Asthor deita na grama, fecha os olhos e sente o calor da luz do dia. Mas logo a sua alegria, acaba. Os aesires estão vigiando o seu treinamento. Eles em cima de suas bigas voadores tapam luz do divino Dagr, – o responsável em iluminar o dia em Asgard – fazendo sombra em Asthor.

Quem tapou o sol? – reclamava Asthor

Ele abre os olhos e dá de cara com os três aesires.

Acabou o descanso! – dizia Modi – Vamos, continue o treinamento. Só por isso, vou aumentar mais uma hora de treinamento.

- O quê? – questionava Asthor

- Vamos! O quer que eu aumente, duas horas?

- Ta bem! To indo, não precisa pegar pesado.

Asthor se levanta e começa a correr Modi o chama a atenção novamente;

- Espere!

Asthor para e olha para ele. Que foi?

- Não está se esquecendo de nada?

- Não, está tudo certo!

- Tem certeza?

Asthor olha para o chão e vê os quatros pesos de 10 kg. Ele bufa e pega os pesos e os colocas nos pulsos em nos tornozelos pesando 40 kg a mais que seu peso. Asthor continuava a correr por dias, com os pesos até se acostumar. Com o passar do tempo, Modi aumentava gradualmente os pesos, o torturando cada vez mais. Ele continuava o treinamento, sem parar até conseguir, correr normalmente e mais rápido com os pesos no seu corpo. Asthor não só corre, mas escala montanhas, faz exercícios com os pesos como flexões, barras, abdominais entre outros. Modi ensina Asthor lutar, como os einherjars e a lutar com armas também. De primeira, ele usa bastão, no treino. Modi também ensina Asthor, a meditar debaixo de uma cachoeira, onde água forte e gelada, que cai sobre o seu corpo. Asthor tenta resistir, e concentrar-se para entrar em harmonia com a natureza.

Treine sua mente e espírito – dizia Modi –, aguente a água fria, como uma rocha.

- Não dá! – reclamava Asthor – Água é muito forte e fria.

- Vamos lá, é só se concentrar! – dizia Modi

Asthor medita, se concentrando e ouve as palavras de Modi.

“Esqueça o que esta em seu redor, ouça seu coração e sua mente.”

Asthor consegue ficar por horas de baixo da cachoeira, treinando sua mente e espírito. Os dias se passam; após o treino de combate, corpo a corpo; Modi lhe deu uma espada para ele se habituar. A espada era pesada, mas como Asthor treinava com os pesos em seu corpo, não tinha tanta dificuldade em manejá-la. Asthor, nunca tinha lutado com uma espada, mal sabia manejá-la. Modi manda Asthor atacar, com a espada. Ele ataca, mas é desarmado por Modi facilmente.

- Tem que treinar sua técnica, com espada. – Modi dizia

- Pegue a espada! – Modi estende a empunhadura da espada e Asthor a pega. – Ótimo, agora vamos treinar! Asthor tenta novamente. Treina com a espada e com os pesos, agora cada peso, tem 125,0 kg totalizando 500,0 kg. Ele continuava a fazer tudo com eles, correr, treina com espada, treina artes marciais, escalar montanha e fazer diversos exercícios. Passa algum tempo e Asthor está se tornando, um ótimo e habilidoso aluno. Sua massa corporal aumentou e sua velocidade, e condicionamento físico também. No treino com espada; agora bem melhor, já sabe manejá-la como qualquer guerreiro einherjar. Asthor e Modi iniciam o treino de luta, entre espadas.

-Se você conseguir me desarmar – dizia Modi –, hoje te eu levo para tomar os néctares dos aesires.

-E o que seria? Cerveja.

-Não, hidromel! Bem melhor do que a cerveja dos mortais pode ser dizer, que é a cerveja dos deuses.

-Bem... Então preparasse para perder!

Inicia a luta entre os dois, Modi golpeia Asthor, mas Asthor se defende com a espada. Asthor usa as técnicas, que foi aprendida e tenta golpear Modi, que também se defende dos ataques de espada de Asthor. Modi o ataca e desarma Asthor. Agora ele está desarmado, Modi o ataca e Asthor evita o ataque, com as mãos, segurando a espada sem se machucar. Modi tem dificuldade, em soltar a espada das mãos de Asthor, que segurava com muita força. Asthor o golpeia, com um chute no estomago de Modi, arremessando ao chão, tirando a espada das mãos de Modi. Caído no chão, Asthor aponta a espada para Modi. Asthor vira a espada ao contrario e aponta a empunhadura, em vez da lamina, entregando a Modi, em sinal de respeito pelo seu mentor. Magni e Uller aplaudem o desempenho de Asthor. Modi pega a sua espada de volta e Asthor estende a sua mão à Modi para ajudá-lo a levantar. Porém, Modi orgulhoso, recusa ajuda de Asthor e se levanta sozinho.

-Muito bem! – dizia Magni – Hoje vamos comemorar. Tomaremos hidromel, em companhia de muitas concubinas. Asthor, hoje você vai virar um homem de verdade.

Magni deixa Asthor, sem jeito, como ele ainda era virgem e não tinha contado a ninguém, achavam que todos haviam descoberto. Mas havia se lembrado de que, logo que chegou a Asgard revelou as valkirias, que era virgem. Asthor imagina que a noticia já havia se espalhado. Ele queria que, neste momento, um buraco se abrisse e fosse engolido por ele.

Capitulo 10

Asthor e seus mentores estavam a caminho de uma espécie de cabaré. Ao chegar ao local Asthor vê um salão como ele viu na primeira vez assim quando chegou a Asgard; o salão Valhalla, este era diferente em cima do salão havia um torre vermelha escarlate. O lugar cheirava a perfume de rosas, era todo iluminado com luzes e rosas que brilhavam como lâmpadas leds. Em cima havia um letreiro luminoso como nos cabarés e nightclub onde homens frenquentam após os 18 anos de idade. Com certeza não era um lugar, onde seu pai deixaria ir. Magni adverte Asthor;

- Magni! Em hipótese nenhum, a sua... quero dizer a rainha, nossa irmã pode saber que trouxemos para cá. Você me entendeu.

- Eu me lembro do dia que nosso pai, nos trouxe aqui, pela primeira vez. – dizia Uller

- Nossa mãe queria matá-lo. – lembrava Modi - Eu lembro que ele ficou dias dormindo fora dos aposentos. Por isso que não devemos contar nada para ninguém. Para todos os Asthor esta em seus aposentos dormindo. – Concluía Magni

O cabaré lembrava muito, o cabaré mais famoso de Paris, O Moulin Rouge. Antes do Ragnarok era chamado conhecido por outro nome, Salão Sessrumnir, aonde muito guerreiros são recebidos por Freya, à divindade da fertilidade e da beleza. Os guerreiros bebem, ouvem música, se divertem, com as concubinas. O hoje ele é conhecido pelo nome de;

- Bem vindo Asthor ao salão Tour Rouge! Onde suas fantasias são realizadas.

Dizia umas das concubinas que estavam na porta para recebê-los.

- Olá rapazes pode entrar.

Os quatros entram no salão muitas mesas muitos einherjars bebendo e muitas concubinas os acompanhando. Era o país da fantasia, muitas garotas dançando e divertindo os guerreiros. O quatro vão em direção ao bar. Asthor fica meio sem jeito para se descontrair. Nunca que seu pai permitiria que Asthor frequentasse um lugar desses. Tenta dar o primeiro gole, em seu primeiro hidromel.

- Vamos lá garoto! De o seu primeiro gole. – dizia Magni o incentivando

Asthor, meio ressabiado bebe o seu primeiro gole. Ele acha o gosto, um pouco amargo, mas refrescante, como nunca tinha bebido, após alguns goles, ele fica embriagado com facilidade. Logo a luzes se apagam e o som para um apresentar anão aparece no palco o os refletores o iluminava. O apresentador anão do show anuncia a grande atração do salão Tour Rouge, onde todos os einherjars sonham e tela nos seus braços, com sua voz suave e penetrante, quando canta e que hipnotiza a todos do salão, o apresentador em fim faz a apresentação,

- Bem vindos ao Tour Rouge aqui as suas fantasias se realizam. A nossa grande estrela dessa noite! A rainha das cortesãs e valkirias a aesir da sedução, Freya!

As cortinas se abriam, em meio uma cortina de fumaça, cor-de-rosa, com aromas de rosas perfumando todo o ambiente; Freya em seu vestido, sex vermelho escarlate, com decote e pernas a mostra, surgia poderosa. Freya junto com as valkirias dançarinas iniciava o show, cantando e dançando no palco do Tour Rouge. Todas as luzes iluminavam-na, pare que todos a vejam, como ela é a mais bela de todas as aesires. Linda e Maravilhosa, aonde nenhum guerreiro ou aesir resisti, aos seus encantos. Freya inicia o show cantando e encantando a todos que estavam ali no Tour Rouge.

Ei irmãs, vamos irmãs, imãs valkirias, ganharemos irmãs
Ei irmãs, vamos irmãs, irmãs valkirias,

Ele conheceu Freyja lá no velho Tour Rouge
Deixou sua armadura e espada na entrada
Ela disse, hei Guerreiro
Você quer vir comigo, oh.

Gitchi, gitchi ya ya da da (hei, hei, hei).
Gitchi gitchi ya ya he e (hee, oh)
Pele macia como a seda ya ya (ooh)
Bela Lady Freya (ohh)

Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh, oh)
(Você quer dormir comigo, esta noite (oh, oh))

Voulez- vous coucher avec moi (oui, oui, oui, oui).

(Você quer domir comigo (sim, sim, sim, sim))

Ele sentou-se na cama em seu quarto enquanto ela se refrescava
Ele bebeu todo aquele hidromel
E nos seus lençóis de cetim vermelho
Ele começou a louquecer, sim

Gitchi gitchi ya ya da da (da da)
Gitchi gitchi ya ya hee (ooh sim sim)
Pele lisa como a sede ya ya
Bela Lady Freya, uh


Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh oh)

Voulez- vous coucher avec moi (oui,oui, oui oui)

É, é, ah
A gente sobrevive com o ouro e as joias
Os deixa saberem daquele bolo, direto do portão.
Nós somos mulheres independentes, alguns os confundem com prostitutas.
E eu digo, para quê gastar o meu, quando eu posso gastar do seu
Se discorda, bem, isso eu lamento
E continuamos nesse jogo como se fosse um
Usamos saltos altos, tiramos amor das jóias
As safadas que vêm do Tour Rouge
Ei irmã, nossas irmã
Melhor pegar o seu ouro, irmãs
Bebemos vinho com diamantes no copo
O sentido desse gosto é tão caro
Você quer!... gichie gichie ya ya (vamos lá)
Pele lisa como a seda(o que?)
Bela deusa Freya
(Vamos lá, mais uma vez)

Freya (ooh)
Deusa Freya (hee sim sim)
Freya (Oh oh sim)

Hey, hey, hey
A pele dela é sedosa ao toque, oh

O cheiro de rosas inala pelo ar
Feito a fera selvagem interna
Ruge até ele gritar

Mais, mais, mais·.

Agora ele esta de volta a casa.

Viver uma vida de luxuria

Mas quando ele se desliga para dormir, lembranças o mantém.

Mais, mais, mais·.

Gitchi, gitchi ya, ya, da, da
Gitchi, gitchi ya, ya heer (ohh)
Pele lisa como a seda
Bela lady Freya

Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh oh)
Voulez- vous coucher avec moi (oui,oui, oui oui)

Voulez- vous coucher avec moi, ce soir (oh oh)
Voulez- vous coucher avec moi (oui,oui, oui oui)

Vamos lá uh
Tour Rouge
Lady
Freya
Hey, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh
Amor.

Tour Rouge
Ooh
Diversão é aqui
Bela Lady Freya Sim-ah...

(Parodia da musica Lady Marmalade escrita por Bob Crewe e Kenny Nolan)

Quem é ela? - perguntava Asthor

-Freya a aesir da fertilidade. – respondia Uller

Asthor fica impressionado, com a sua beleza.

- Gostou? – perguntava Modi

- E como... muito!

Após Freya terminar o show ela agradece e se dirige a mesa onde Modi, Magni, Uller e Asthor estão. Todos os guerreiros abriam caminho para bela Diva Freya ser recebida.

- Olá rapazes! – cumprimentava Freya

Todos se levantam e puxam a cadeira. Magni limpa a cadeira com seu lenço, que levava em seu bolso para que ela se sente. Logo uma das taverneira serve um drink de frutas com hidromel para Freya que lembra muito caipirinha de frutas. Freya se senta, no meio deles e bebe um trago, saboreando o sabor de frutas do drink.

- Delicia! Como sempre, muito gentis! E esse rapaz, que é?

- Este é Asthor! – dizia Magni

- Então é este é o famoso Asthor.

Asthor fica tímido e sem fala perto de Freya devido a sua exuberância de sua beleza. Freya até brinca com Asthor.

- Por caso ele fala?

Todos olham para Asthor deixando mais sem graça. Gaguejando Asthor começa a falar com Freya e bebe para criar um pouco de coragem.

- Ah... Prazer Senhora, ou Senhorita, Deusa ah...

- Pode me chamar apenas de Freya. – dizia ela

- Eu... eu... sou... Asthor... ao seu dispor. – respondia Asthor

Freya ria da timidez de Asthor.

Modi e Magni gostariam de presentear Asthor, com o ritual de passagem, para que Asthor se tornar um homem de verdade. Eles propõem a Freya,

- Freya, como ele é novato, poderia lhe apresentar o salão e quem sabe, os aposentos da casa. Freya se espanta com a proposta de Modi e hesita por um momento.

- Eu uma aesir a um novato, há varias concubinas aqui no salão Tour Rouge.

- Vamos lá! Insistia Modi – Sabemos que você, não iria se recusar a fazer isso.

- Pelo que vejo você não me conhece mesmo, Modi. – dizia Freya – Está bem! Venha comigo, Asthor! – ela o chamava e estendia a mão

Asthor fica surpreso e sem jeito

Eu mas para onde nós vamos?

- É isso ai meu rapaz! – dizia Magni tirando um sarro – Vai conhecer a mais bela das aesires, esse é nosso presente.

Modi olha para Asthor e o apoia

- É com você. – dizia Modi – Isso também faz parte do treinamento.

Freya com os seus belos olhos de Iris avermelhada, o chama para segui-la para seus aposentos do salão que ficam acima da torre. Os dois sobem as escadas e chegam aos aposentos de Freya, aonde elas só levam os seus convidados mais ilustre a passar a noite. O seu aposento ficam no topo da torre vermelha, de onde pode ter uma vista deslumbrante de Asgard da sacada. Freya em sua sacada observa toda Asgard à luz de Nott, a divindade da noite, que a ilumina, resplandecendo sua beleza. Asthor em pé em meio a seus aposentos admira a sua beleza.

- Me diga é sua primeira vez?

- Na verdade... é.

- Então nós temos um puro. – Freya sai da sacada e se vira para Asthor indo a sua direção – Será um enorme prazer, ser a primeira. – Freya enfim o beija.

Asthor sente os seus lábios macios, o seu perfume irresistível, a sua pele macia que tocava ao beijá-la. O seu perfume tinha o desejo do prazer de estar vivo. Asthor a beija e finalmente, ele tem sua primeira experiência sexual, com a aesir mais bela e desejada, entre os nórdicos. Após há algumas horas, Asthor volta para o palácio Valaskjálf. Ele ainda meio tonto tenta chegar aos seus aposentos, mas se perde facilmente vai para nos jardins do Palácio. Ao chegar aos jardins Asthor, percebe que à noite estava bela e Nott esta a brilhar, ao viajar pelo céu. Asthor percebe que não esta no jardim sozinho e logo mais a frente vê Anna, observando o Luar, ou melhor, Nott viajando e as estrelas se ascendendo. Asthor se a próxima por trás, sorrateiramente, ela percebe que a alguém se aproxima. Ela tira uma faca, que fica escondida na faixa do seu vestido. Anna se vira rapidamente e coloca a faca na garganta de Asthor

- Calma, sou eu, Asthor!

-Ah, você por aqui. Você me assustou!

-Você sempre anda armada.

-Claro que sim. Para me defender de aproveitadores de belas donzelas, indefesas. – Anna, dizia ironicamente para Asthor.

Asthor ri da situação. Anna ainda estava com a faca, em sua garganta, deixando Asthor, um pouco incomodado.

-Ah... Anna! Eu já aprendi a lição. – dizia Asthor – Agora, dá para você afastar isto da minha garganta.

Parecia que Anna também estava distraída, ao ver Asthor em noite de luar, não percebendo que a faca ainda estava na garganta de Asthor.

- Ah... Claro! – dizia Anna afastando a faca – Desculpe-me! Estava se divertindo? – pergunta Anna à Asthor

Asthor ficou sem jeito, por causa do que tinha acontecido no salão. Preferiu não entrar em detalhes.

- Ah... É! Magni, Modi e Uller me deram uma folga, por ter progredido nos treinamentos.

- Então está progredindo no treinamento.

- É o que parece. Logo estarei pronto para prestar os teste e voltar para casa.

.

- Fiquei sabendo que estavam em Tour Rouge, o salão pertence à aesir Freya. Aposto que deve ter a conhecido.

Asthor fica sem jeito e tenta disfarçar.

- Eu! Imagina! O que eu faria em um lugar como esse? Orgia rolando a solta, não sou cara que frequenta esse tipo de lugar.

Anna não acreditava em uma só palavra no que Asthor dizia e fazia uma careta para ele mostrando isso.

Tá bem eu tava, mas ninguém pode saber disso.

Aposto que a todos já sabem. Inclusive a rainha.

Sério, o que droga.

To brincando só to jogando com você e você caiu direitinho.

Asthor fica mais tranquilo

-Serio mesmo ninguém sabe?

- Mais é claro essa hora estão todos dormindo. E tu conheceste Freya, a divina da fertilidade.

É... ela estava lá. Por quê?

-Nada! O que achou dela?

Asthor tenta fugir da pergunta

- Nada de mais.

Anna não fica muito convencida, com a resposta de Asthor, afinal, todos acham Freya, a mais bonita, entre as aesires.

- Ela é linda! – exclamava Anna – Todos a acham a mais bela entre todas as aesires.

- Sério – dizia Asthor –, nem reparei! - ele tentava mudar de assunto - Eu acho outra aesir, mais linda ainda, entre todas as aesires.

- E quem seria?

- Estou olhando para ela agora.

- Que galanteador!

- Acha mesmo. – Asthor se aproximava de Anna a ponto de beijá-la, quando ela põe a mão, em sua boca; o impedindo que avance. – Acho que já teve diversão demais, por hoje! – dizia Anna – Sugiro que descanse para poder continuar seus treinamentos.

Anna volta para seus aposentos, deixando Asthor sozinho no jardim. Ele sorrir ao ver Anna partindo.



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